O Cataclisma e o difícil retorno para Arcádia.
Houve um tempo em que as fadas caminhavam livremente por quase todas as partes do continente de Ytarria, contudo, esses dias se findaram com o advento do Cataclisma, e esse percurso ficou restrito aos domínios do reino de Arcádia – o lar da Grande Mãe e onde todos os sonhos são possíveis -, e alguns outros raríssimos lugares onde a mana é encontrada em altíssima quantidade.
Esses seres fantásticos e de poder que margeia o ilimitado, possuem em sua essência uma necessidade fisiológica por locais onde há uma grande concentração de mana. Não havendo tal condição, as fadas de forma involuntária e perigosa drenam a energia vital de tudo que possui vida, e que por ventura, estejam próximos a elas. Esse dreno de vida acontece para garantir-lhes a sobrevivência. Uma vez não havendo mana ou energia vital para ser drenada de qualquer fonte, a morte ou a destruição é algo inevitável para estes seres.
O Cataclisma provocado pelos Elfos Negros foi o maior genocídio de fadas na história do continente, além de tantos outros seres vivos, fossem estes mágicos ou não, pois, com ele foi destruída uma considerável parte da Grande Floresta, e também, parte do reino de Arcádia.
Em Arcádia os dias que sucederam a esse trágico evento foram marcados pelo temível luto da Grande Mãe. A rainha ficou desolada, em prantos, e a murmurar os pensamentos de todos aqueles seus filhos que foram abruptamente destituídos a vida. Foram tempos de extrema aflição e desordem entre o povo fada.
Um grupo de fadas que não conseguiu suportar o estado lastimável da Grande Mãe, e também a perda de seus entes mais queridos marcharam enlouquecidos rumo ao Grande Deserto, ou seja, em direção a morte certa, sabendo que a mana havia sido extirpada daquela região. Os rumores de alerta aos jovens semeados pelos mais antigos sobre perigosos espíritos de lamentação e loucura que assombram esta região do continente se devem, principalmente, a esses últimos que caminharam cheios de atormentados sentimentos rumo ao premeditado fim e na esperança de nada ou na busca por cura de algo que era incurável.
Ilustração 01: Faun, A líder das Fada Vingativa.
Uma fada anciã, chamada Faun, liderou uma campanha para expulsar todos aqueles que não fossem legitimamente fadas do reino de Arcádia, sobretudo, os elfos. Essa fada, logo, conseguiu a inimizade de muitas outras, pois, compreendiam as demais que não era desejo da Grande Mãe tomar uma medida tão drástica, não naquele momento em que se fazia necessário se resignar de tudo aquilo que fosse impulsivo, e, que uma atitude como aquela somente alargaria o sentimento de dor.
Faun estava decidida a se vingar, e houve muitas outras que se juntaram a sua causa. Queriam elas a qualquer preço o sangue dos culpados e de todos os seus descendentes. Tal como os assassinos haviam tirado a vida de inocentes com tamanha força destrutiva, assim elas também queriam fazer com crueldade jamais vista, e que servisse de aviso para todas as posteriores gerações.
Faun e suas adeptas esbarraram em um empecilho de natureza fisiológica: como fadas elas não poderiam averiguar os quatro cantos do continente, uma vez, que seus corpos requeriam muita energia, e para isso tiveram de estabelecer contatos e alianças com demônios inferiores em troca de corpos que fossem capazes de suportar a carência de mana.
O que as Fadas Vingativas não contavam é que seus “benfeitores” eram extremamente mentirosos, ardilosos, vis, gananciosos e egoístas, e, que, sobretudo, uma vez beneficiados com a drenagem do poder delas, eles ansiavam por muito mais, e tamanha era essa sede, que no rito de transmutação muitas das partidárias de Faun vieram a padecer. Contudo, a própria líder compreendeu aquela fatalidade como sacrifícios necessários, estando ela mesma cega pelo sentimento de vingança que a consumia, e capaz de ludibriar a todas as demais em pró de sua causa.
Quando as demais fadas de Arcádia perceberam o que havia acontecido a Faun e suas aliadas, elas não viram outra medida senão bani-las do reino, uma vez que elas colocaram em risco a vida de todas as demais, inclusive a da Grande Mãe por essa atitude insensata e desonrosa.
O grupo de Faun deixou o reino da Grande Mãe na esperança de algum dia retornar, sobretudo, com todas as honras e graças por trazer a cabeça daqueles que foram responsáveis pela desgraça que se instalou no amago de Arcádia. Elas estavam iludidas por este desejo irracional de vingança, e tamanha era a loucura que não perceberam o quanto haviam feito mal a si mesmas, pois, o processo de transmutação lhes custou à beleza e o poder de outrora por algo bem mais banal e indigno.
Esse grupo tentou caçar os elfos, mas se desesperou ao tomar conhecimento do quão seus antigos aliados haviam aprendido convivendo com elas em Arcádia, mas, o mais importante, o quanto elas haviam se tornado fracas, limitadas e condenadas a corpos fragilíssimos. Os Elfos eram maioria, mais fortes quando unidos, e desconheciam esses novos seres surgidos de alianças infaustas, logo, as fadas vingativas foram rechaçadas em combate, e as sobreviventes, obrigadas a fugirem e a se esconderem.
Essas fadas vingativas e humilhadas sofreram amargamente pela decisão que tomaram, pois, tiveram que se habituar a um mundo desconhecido, a um corpo frágil e limitado, mas, ainda pior, por estarem sendo caçadas por demônios que queriam sugar o pouco de suas vidas que ainda lhes restavam. Sendo assim, as fadas que não sucumbiram à loucura, isolando-se ou cometendo suicídio, com a chegada dos seres humanos, se disfarçaram destes e tentaram buscar lugar junto à nova sociedade que se formava.
A vida dessas fadas ao lado dos seres humanos foi algo como uma penitência. Houve alegria, mas nada equiparado ao fascinante passado destas. Pois, apesar de sentir a morte por diversas vezes a cada novo ciclo da vida que se propunham a gerar, e com ele um renascimento, cada ciclo se caracteriza pelo distanciamento do pensamento junto a Grande Mãe e das lembranças de Arcádia. Contudo, embora isso possa parecer algo muito ruim para uma fada – o esquecimento de sua natureza -, isso tornou a vida delas menos dolorosa, e também dificultou a localização delas por parte de seus predadores.
O fato é que um grupo de demônios aliado a poderosos magos conseguiram criar um ritual capaz de trazer a tona o espirito adormecido de uma fada, e que o mais importante, é que encontrar uma fada perdida há tanto tempo pode possibilitar uma força igual ou superior aquela de eras passadas, uma vez que a alma dessas desgarradas, com o passar dos anos, foi purificada de toda a mácula, e assim novamente, inundada da essência pura de tempos remotos como uma espécie de perdão da Grande Mãe para com seus filhos.
Os Zangões de Eldemer
Os Elfos em sua grande maioria que habitam a região da Grande Floresta, e também oriundos de outras localidades, exceto os Elfos Negros, reconheceram a sua parcela de culpa sobre o Cataclisma, isto é, sobre os danos provocados por ele ao povo de Arcádia e aos demais seres viventes deste continente. Portanto, para amenizar a sua divida para com o povo fada, os Elfos constituíram um grupo de exímios combatentes e artífices que denominaram Zangões de Eldemer para auxiliar no resgate e na proteção de todas as Fadas Perdidas, antes que estas possam ter suas vidas roubadas para os fins inescrupulosos de demônios, magos e quaisquer outras criaturas capazes de tal perversidade.
Estes leais servos da Grande Corte de Arcádia são proibidos pela Grande Mãe, e também pelo voto do Rei Eldemer para com esta última, de induzirem as Fadas Perdidas a escolherem o caminho a trilhar, embora isso muitas das vezes torne as coisas bem mais complicadas (senão, difíceis), e esses passem a agir tais como anjos da guarda para com essas crianças perdidas, onde em alguns casos, as mesmas nunca percebam a presença deles.
O Ciclo de Vida de uma Fada Perdida.
O período de vida de uma Fada Perdida é traçado por um fim seguido de um recomeço, ou seja, geralmente, trata-se de uma gestante que no ato da concepção da vida de uma criança vem a falecer. Assim como também, um homem que após engravidar uma mulher vem a finar-se ou a desaparecer por motivos desconhecidos.
No início as Fadas Perdidas foram extremamente relutantes quanto a esse ciclo, pois assimilavam o esquecimento como algo maldito, mas foi algo que compreenderam tardiamente como necessário a ser vivenciado para a própria sobrevivência, uma vez que as suas vidas estavam em jogo, a mercê de predadores bem mais fortes e hábeis em uma realidade nova e desconhecida pelas mesmas; e também, por elas ansiarem algum dia retornar para o reino de Arcádia, para junto da Grande Mãe.
O Retorno para Arcádia.
Ilustração 02: Lithânia, A Grande Mãe ou A Senhora de todas as Fadas.
Uma Fada Perdida somente pode retornar a Arcádia quando a sua consciência é totalmente desperta e desprendida das coisas mundanas, e isso é algo que só tende a acontecer quando a mesma é submetida a um evento de extrema felicidade, um estado capaz de conduzi-la a sonhos plenos, aos planos oníricos da Grande Mãe, a única que por meio da indução de sugestões pode lembrar a seus filhos perdidos o caminho de volta para casa. E embora, a rainha deseje profundamente que suas crianças retornem, ela não pode jamais impor a sua vontade, pois, uma fada perdida é um ser que desenvolveu um templo capaz de abrigar duas almas, portando, a sobreposição da vontade de uma, insinua automaticamente no desaparecimento de outra, e isso é um trucidamento, algo totalmente oposto aos votos pacifistas da Senhora de todas as Fadas.
Existem alguns rumores que citam sobre Fadas Perdidas que em sonhos reencontraram o caminho para o reino esquecido, como no caso de alguns bebês que nasceram mortos em partos onde a mãe também padecerá para se perfazer o ciclo do renascimento; pequeninos e adultos que após vivenciarem um momento de derradeira felicidade, simplesmente ao se aleitarem nunca mais se levantaram, ficando seus corpos intactos em eterno repouso, tal como em um estado de coma, contudo, com um semblante de passiva felicidade.
Em minha senda contento-me em errar tanto quanto acertar, e por sua vez, de nunca negligenciar o aprendizado de ambos, pois, não posso acertar sempre, e isso é fato; e os erros estão aí, são concretos, existem para edificar o Homem, e trazer ao intimo de uma vez por todas, a lição de que devo ao máximo evitá-los cometer novamente, mas se assim for, enfim, faz parte da vida (da essêncial arte de viver): Um palco onde me coloco todos os dias para brilhar.
Bem-Vindo Errante Viajante
Do Olimpo trago a almejada chama, da qual sugiro dançarmos embriagados a sua volta, e quando assim for, sujiro arriscar tocá-la, pois, felizes os que dela se queimarem.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga de Orion - A Profecia da Destruição
Eis trechos da profecia proferida por Melinna Aragon - a guardiã espiritual de Orion -, aos heróis que um dia foram incumbidos de guardarem a vida do futuro rei das terras de Ivalice (Lancelot, O Cavaleiro de Caithness; Katabrok, O Bárbaro; e João de Deus, O Errante), quando este ainda bebê foi teletransportado para o continente de Ytarria para crescer doutrinado pelos mais formidáveis homens que já pisaram sobre a face deste mundo, e assim, retornar ao seu povo, como o mais digno, justo e completo rei que uma nação poderia sonhar ter.
Profecia da Destruição
Chegará um tempo de desolação geral no mundo, nestes dias, o pensamento de todos se voltará para algo em comum, o Inimigo – aquele que nos quer o mal, e prontamente, submissos a ele.
E a população tomada por um estado viral de histeria e paranoia por sobrevivência, e em nome da esperança iniciaram os primeiros combates. A princípio soaram como sutis e fúteis divergências familiares, entre irmãos, pais e demais de próprio sangue; mas isto, já bastará para que estas desavenças tomem forças ainda maiores, e se enraízem por grupos, classes sociais, povoados, raças e reinos, e assim, o que um dia foram meros conflitos de cunho fraterno tornar-se-ão guerras cívicas entre impérios.
As batalhas mais sangrentas e perpétuas aconteceram entre os reinos de Altimerg (Ytarria). Chegado este momento, não haverá acordos, alianças e nem laços de trégua, ou mesmo, paz.,, Nada! Somente um desejo natural de aniquilação, destruição e conquista.
Assim, muitos padecerão somente pelo prazer alheio de serem mortos, e sejam estes culpados ou inocentes, benfeitores ou malfeitores, pois, nada além de um desejo legitimo de banhar a terra com o sangue de outros prevalecerá.
Aos que ainda forem capturados, certo lhes será a morte indigna, pois, os momentos que antecederão a ela serão de demasiado terror, insanidade, injurias, e algo muito além do ultrajante e derradeiro fim, propiciado pelos seus degenerados algozes.
A vida percorrerá sobre uma linha tênue entre o abismo do inevitável horror e a demência.
Quando houver somente um reino, um rei, uma única nação soberana sobre este continente... Saibais vós que um mal ainda maior sucumbira sobre estes, pois, as chamas da vaidade, do egocentrismo e da insensatez tomaram por vez a mente dos seres viventes.
Os cidadãos se lançaram uns contra os outros, independente dos laços que um dia os uniram e fizeram bradar suas armas de forma uníssona, sejam estes de sangue, amizade, religião ou ideológicos.
Os conflitos serão tão intensos, sombrios e brutais, que aos vencedores caberá praticar perversidades inimagináveis nos corpos de seus inimigos, a fim de nutrirem em seu amago, o mal.
Famílias inteiras serão devastadas, profanadas e corrompidas em meio ao sangue dos seus.
O Medo e as incertezas penderão sobre as cabeças de todos.
A paz se tornará uma palavra de significado dúbio, e muitas das vezes, desconhecida.
O imaculado será maculado.
Nem mesmo aqueles que outrora foram tidos como santos, puros e heróis estarão isentos desta tragédia que assola a terra, pois, na tentativa frustrada de fazerem o bem, agiram como instrumentos de um mal atroz. E destes que houver uma fagulha de consciência, o suicídio será teu fardo, com o receio de seguirem a propagar esta praga.
Triste será o fim dos grandes nomes e exemplares de virtude que um dia pisaram sobre este chão, e cuja mente serão corrompidas por este mal. Não reconhecendo o pior daquilo que se tornaram e que um dia combateram com tanto afinco.
Florestas devastadas, campos de plantio abandonados, solos estéreis e água escassa.
Não havendo mais provisões, o inimigo será posto em um banquete a mesa. Como animais irracionais, canibais, munidos de uma fome abissal, um instinto assassino e perverso, os seres caminhantes sobre Altimerg serão feito demônios, capazes de assombrarem até mesmo as verdadeiras bestas – criaturas que muitas das vezes sentiram medo da natureza daqueles que um dia os temerão.
Enfermidades mortais surgirão, contudo, nada se equiparará a este mal corruptor de devastará a sanidade, e os transformará em entidades maléficas.
As forças mágicas somente serão lembradas para alastrar o mal, e com isto muito do conhecimento arcano se perderá para todo sempre.
Deidades a muito abandonadas se sentiram compadecidas pelos seus antigos acólitos, e compelidas a tentarem fazer algo para trazer-lhes novamente para junto de sua graça, enviaram seus servos mais leais oriundos de seus reinos oníricos. Contudo, ainda assim, estas criaturas que vieram em missão divina e no intuito de ajudarem serão emboscadas e brutalmente assassinadas.
Tomados por uma irá atemporal e inominável, os deuses de outrora, se sacrificarão ao eterno esquecimento, varrendo para a eternidade estes seres bestiais que um dia lhes serviram com honra, louvores, virtude, graça e glória.
sábado, 25 de junho de 2011
Cintilar de Devaneios - Ainda será Páscoa por infindaveis dias,,,
Ao longo dos anos me aproximei de muitas pessoas, algumas das quais estabeleci boas relações - vínculos atemporais de amizade e fraternidade -, algo independente de suas orientações religiosas e/ou ideológicas, ainda que estas fossem adversas as minhas próprias. Quanto a isso não há um segredo, senão me despir de meus preconceitos, aceitação, e também, seguir a risca uma máxima que tento vivenciar todos dos dias: “não julgar uma pessoa pelo que ela aparenta ser e nem pelas belas palavras que profere, contudo pelo seu conteúdo e ações”. Viver essa máxima não é fácil e quem a me instruiu também me alertou sobre um excesso de percalços incontáveis.
Cada pessoa trás consigo uma lição, e assim a vida se apresenta como uma mestra que se predispõe a ensinar a todo o momento pelos mais diversos e improváveis interlocutores, e o que vai me diferenciar de meu semelhante é a forma como cada um se propõem a perceber e aplicar estas lições em seu cotidiano, pois, elas podem ser acolhidas de bom grado, ou negadas, e a isso cabem de maneira oscilante e subjetiva denominações como maldição, destino, sorte e etc.
De fato, não posso deixar ser corrompido por um pensamento leviano e cômodo de que “o mundo está perdido” e/ou de que “o homem se perdeu consumido por ilusões materialistas, quiméricas e obscuras”, ainda que os fatos tentem mostrar de maneira árdua exemplos concisos sobre estes dois paradigmas; ainda serão para mim os poucos exemplos de virtuosidade uma força motriz de relevância desmedida para levar a frente a minha esperança de dias melhores para a humanidade.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cinefilia Entusiasta: Piratas do Vale do Silicio
Esta resenha foi produzida em 12/09/2006 quando ainda cursava o 4.º período do curso superior de administração de empresas da Faculdade Estácio de Sá (Campus Vitória/ES) para a disciplina de Administração Mercadológica I, ministrada com exímio desempenho pelo professor Carlos Bolívar, sem sombra de dúvidas, o melhor mestre com quem tive a oportunidade de estudar. Vida longa, Professor!
Ao longo do filme Piratas do Vale do Silício nos deparamos com inúmeros erros fatais para o êxito e perpetuidade de uma organização ou pessoa, porém, o mais importante são as oportunidades visualizadas e aproveitadas por aqueles que almejam o sucesso por meio do esforço próprio e de uma idéia “original”. Um caminho percorrido por Bill Gates a frente da Microsoft, e por Steve Jobs a frente da Apple, sobre colossos multinacionais do mercado de tecnologia como a HP, a IBM e a XEROX.
A Hewlett-Packard indagou a jovem Apple: “O que as pessoas comuns vão querer com um computador?”. Essa falta de visão a longo prazo não permitiu a HP vislumbrar a vantagem de um mercado que se desdobrava nitidamente ao compasso do tempo, uma era onde em cada casa de classe média haveria pelo menos uma máquina, e onde cada departamento de uma micro empresa pudesse haver uma estação conectada a outras inúmeras espalhadas pelo mundo. A visão que tornou-se fato.
A International Business Machines (IBM) também falhou ao perceber a visão de um novo mundo. Seu paradigma: “O lucro esta no hardware e não no software”, fez com que adquirisse da “inofensiva” e jovem Microsoft, por uma pequena fortuna, um caseiro sistema operacional que nem de autoria desta última era As licenças para utilizações de softwares rendem fortunas a Microsoft, e a tantas outras empresas desse mercado.
De mãos beijadas a Apple adquiriu da XEROX a tecnologia de um sistema operacional de ambiente gráfico, acreditando ela estar se desfazendo de algo que não possuía nenhum tipo de credibilidade no mercado. Essa tecnologia revolucionou de tal forma o campo da micro-informática, que hoje os principais sistemas operacionais operam nesse tipo de plataforma, por se tratar de algo mais prático e visualmente agradável, tanto para analistas de sistemas, programadores, quanto para usuários finais. Ficou claro que a XEROX não visualizou credibilidade em um dispositivo denominado “mouse”, simplesmente pelo nome ter assassinado a engenhosa idéia, o mínimo dos erros; e que as copiadoras – definido como o negócio da empresa naquele momento -, seriam minas de ouro inesgotáveis e mais interessantes a serem exploradas, o maior dos erros.
A inteligente por si só não basta. Pois, mais do que ter uma idéia inovadora, é convencer aos outros de que ela o é. E essa transmissão de confiança ao público-alvo somente foi possível pela Microsoft e a Apple, expressa respectivamente nas pessoas de Bill Gates e Steve Jobs, por meio da crença em uma idéia (uma visão) e de uma boa performance calcada em um conjunto de fatores, tais como: aparência, convicção, persuasão e oratória.
Erros como a falta de atenção para com o ambiente, possíveis concorrentes, tendências do mercado, são mortais para qualquer um que busque o sucesso, mas nada supera o fato de ignorar a constante da inovação, a premissa na qual as pessoas ou organizações não devem se ater a comemoração de objetivos alcançados, mas na busca continua de novos desafios (ou objetivos) a superar. Pois, a diferença esta na eficiência, na qualidade, na rapidez de resposta aos anseios do ambiente, e principalmente, na forma de enxergar. Esse último ponto é muito bem colocado por Bill Gates na frase: “Nós precisamos descobrir o que ele não sabe que precisa, mas precisa, aí mostrar e garantir a ele que só nós iremos dar a resposta”.
“A quem caminhe por uma floresta e somente consiga ver lenhas”.
- Jack London, O Chamado da Floresta.
Ao longo do filme Piratas do Vale do Silício nos deparamos com inúmeros erros fatais para o êxito e perpetuidade de uma organização ou pessoa, porém, o mais importante são as oportunidades visualizadas e aproveitadas por aqueles que almejam o sucesso por meio do esforço próprio e de uma idéia “original”. Um caminho percorrido por Bill Gates a frente da Microsoft, e por Steve Jobs a frente da Apple, sobre colossos multinacionais do mercado de tecnologia como a HP, a IBM e a XEROX.
A Hewlett-Packard indagou a jovem Apple: “O que as pessoas comuns vão querer com um computador?”. Essa falta de visão a longo prazo não permitiu a HP vislumbrar a vantagem de um mercado que se desdobrava nitidamente ao compasso do tempo, uma era onde em cada casa de classe média haveria pelo menos uma máquina, e onde cada departamento de uma micro empresa pudesse haver uma estação conectada a outras inúmeras espalhadas pelo mundo. A visão que tornou-se fato.
A International Business Machines (IBM) também falhou ao perceber a visão de um novo mundo. Seu paradigma: “O lucro esta no hardware e não no software”, fez com que adquirisse da “inofensiva” e jovem Microsoft, por uma pequena fortuna, um caseiro sistema operacional que nem de autoria desta última era As licenças para utilizações de softwares rendem fortunas a Microsoft, e a tantas outras empresas desse mercado.
De mãos beijadas a Apple adquiriu da XEROX a tecnologia de um sistema operacional de ambiente gráfico, acreditando ela estar se desfazendo de algo que não possuía nenhum tipo de credibilidade no mercado. Essa tecnologia revolucionou de tal forma o campo da micro-informática, que hoje os principais sistemas operacionais operam nesse tipo de plataforma, por se tratar de algo mais prático e visualmente agradável, tanto para analistas de sistemas, programadores, quanto para usuários finais. Ficou claro que a XEROX não visualizou credibilidade em um dispositivo denominado “mouse”, simplesmente pelo nome ter assassinado a engenhosa idéia, o mínimo dos erros; e que as copiadoras – definido como o negócio da empresa naquele momento -, seriam minas de ouro inesgotáveis e mais interessantes a serem exploradas, o maior dos erros.
A inteligente por si só não basta. Pois, mais do que ter uma idéia inovadora, é convencer aos outros de que ela o é. E essa transmissão de confiança ao público-alvo somente foi possível pela Microsoft e a Apple, expressa respectivamente nas pessoas de Bill Gates e Steve Jobs, por meio da crença em uma idéia (uma visão) e de uma boa performance calcada em um conjunto de fatores, tais como: aparência, convicção, persuasão e oratória.
Erros como a falta de atenção para com o ambiente, possíveis concorrentes, tendências do mercado, são mortais para qualquer um que busque o sucesso, mas nada supera o fato de ignorar a constante da inovação, a premissa na qual as pessoas ou organizações não devem se ater a comemoração de objetivos alcançados, mas na busca continua de novos desafios (ou objetivos) a superar. Pois, a diferença esta na eficiência, na qualidade, na rapidez de resposta aos anseios do ambiente, e principalmente, na forma de enxergar. Esse último ponto é muito bem colocado por Bill Gates na frase: “Nós precisamos descobrir o que ele não sabe que precisa, mas precisa, aí mostrar e garantir a ele que só nós iremos dar a resposta”.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Constatações Literárias: Os Filhos de Anansi
Autor: Neil Gaiman
Ano: 2005
Editora: Conrad
ISBN: 85-7616-170-2
Primeiramente gostaria de agradecer ao meu amigo Dayvison, a pessoa quem me emprestou este livro à cerca de três meses atrás.
Ler este livro custou-me pouco menos de um mês, e foi realizado ao longo de idas e vindas em meu costumeiro itinerário de ônibus (casa, trabalho, faculdade, e por fim, casa). Em média li 1h/dia. Talvez esta atividade pudesse ter me custado menos tempo senão fosse o fato de ter a responsabilidade para com outras literaturas de cunho acadêmico e profissional.
Neil Gaiman nesta obra foi mais uma vez edificante. Trabalha a idéia de que deidades oriundas de tempos idos, muitas destas onde já não existe mais fé, credo, ou uma orientação religiosa consistente em dias atuais, seguem suas existências de maneira humilde, senão alheia, muitas vezes no plano dos homens, ou ainda, regiões oníricas.
Existem forças cósmicas de proporções dantescas quando se tratam de divindades, contudo, não é interesse do autor focar este lado, ele de fato se preocupa com aquilo que é mais tangível e inspirador, a fagulha da natureza humana que reside em cada uma delas. A surpresa e o encanto desta obra se refletem justamente na proximidade destes seres com a humanidade, curiosamente, concebidos pelo próprio homem, e que como criadores, criaram também, abismos de distância entre suas criaturas.
No centro da história temos Charles Nancy - vulgo Fat Charlie (Charlie Gordo, que por ventura, nem é tão gordo) -, um sujeito que leva a vida de forma inercial na Inglaterra, (de forma meticulosa), trabalhando como contador em um escritório mediano, e conduzindo a vida sem grandes emoções. Para completar, ele tem uma namorada virgem - com a qual esta prestes a se casar -, desprovido de charme, não se mete em encrencas (não se desafia e nem desafia), e aceita com desinteresse tudo o que a vida lhe coloca adiante. Em fim, o tal perdedor.
Parte dessa personalidade insossa, Charlie acredita plenamente ser oriundo da sua relação complicada com o seu pai, um homem excêntrico, irreverente, alheio ao mundo, galanteador e amável que não perdia oportunidades para tirar sarro do filho. No entanto, ele não faz idéia da verdadeira natureza de sua família, algo que começa a mudar ao receber o comunicado súbito da morte de seu pai na América (precisamente, na Flórida) – um possível convidado a contragosto para o seu casamento -, e decide ir ao funeral como simples cumprimento de suas obrigações enquanto filho. Para começo de conversa ele descobre que o seu abominável patriarca era o deus caribenho e africano dos chistes e histórias, Anansi. A outra revelação é que ele tem um irmão, Spider, que justamente herdou as características humanas e divinas de seu pai.
A história tem um começo morno e sem sal, algo bem característico do próprio Fat Charlie, todavia isto toma uma proporção empolgante, bem humorada e envolvente a medida que o protagonista passa a investigar o seu passado místico, sobretudo, em um momento ébrio onde diz a uma aranha que encontra vagando em sua residência de que tem interesse em ver seu irmão... Quando Spider encontra o irmão, a vida dos dois se transforma.
sábado, 16 de abril de 2011
Despedida - Um novo horizonte profissional, mas ainda você
Em certa ocasião, um colega de trabalho me inquiriu se por ventura Eu teria em meio aos meus arquivos algum modelo de ”carta de despedida”, visto que naquela semana Ele estaria se desligando da empresa em função de uma oportunidade que a vida lhe havia agraciado... Na época Eu não pude auxiliá-lo, mas este que segue abaixo me ajudou bastante.
Enfim chega ao término a minha relação com esta organização, uma empresa que ao longo de tantos anos da minha vida, colaborou e muito para o meu crescimento profissional, acadêmico e pessoal, mas que, no entanto, destaco com imenso orgulho e apreço, as amizades, colegas e contatos que fiz ao longo deste ínterim; homens dos mais diversificados nichos sociais, cada quais munidos de característico talento, cultura, peculiaridades e riquezas que me envolveram – tendo assim, adquirida com satisfação ímpar a minha confiança, o meu respeito e a minha admiração. Onde, dentre as quais destaco você!
Por receber esta minha correspondência, peço carinhosamente que compreenda: o tempo é curto, a emoção é grande e contagiante, mas que a minha vontade seria de lhe dar um forte abraço, poder olhar nos olhos e agradecer sinceramente por tudo que fez e contribuiu, assim como a paciência e a tolerância a mim concebidas nos momentos em que por ventura, tenha falhado ou mesmo deixado a desejar, e que por tal motivo, aproveito a oportunidade para me desculpar. Desculpe-me de coração!
Como são chatas as despedidas? Dá um aperto no peito, um nó na garganta, contudo, por maior que seja esse sentimento, acredito em Deus e no seu poder curador, e que Ele esta a olhar por nós, os nossos passos e a nossa senda, com todo o amor de um pai zeloso que deseja somente o nosso bem. Um ser maravilhoso, capaz de abrir portas e janelas em nosso horizonte para vislumbramos todas as oportunidades que nos são possíveis.
Afinal, Eu estou a mudar de empresa, todavia a pessoa jamais, portanto fica o meu contato para as mais diversas oportunidades: para gargalhar, jogar conversa fora, trocar idéias, emprego, trabalhos avulsos e entretenimentos. Uma vez que, desejo profundamente que todos os anos de convivência não venham por água abaixo, não definhem no esquecimento, como um cartão de visita lançado em um desbotado e abarrotado porta-cartões, definitivamente, isso não! Eu quero que a nossa relação tenha vida longa, plena e feliz, muito além de protocolos formais, ramais e afins.
Forte abraço dessa pessoa a quem você soube especialmente marcar.
A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida.
- Milton Nascimento e Fernando Brant
Enfim chega ao término a minha relação com esta organização, uma empresa que ao longo de tantos anos da minha vida, colaborou e muito para o meu crescimento profissional, acadêmico e pessoal, mas que, no entanto, destaco com imenso orgulho e apreço, as amizades, colegas e contatos que fiz ao longo deste ínterim; homens dos mais diversificados nichos sociais, cada quais munidos de característico talento, cultura, peculiaridades e riquezas que me envolveram – tendo assim, adquirida com satisfação ímpar a minha confiança, o meu respeito e a minha admiração. Onde, dentre as quais destaco você!
Por receber esta minha correspondência, peço carinhosamente que compreenda: o tempo é curto, a emoção é grande e contagiante, mas que a minha vontade seria de lhe dar um forte abraço, poder olhar nos olhos e agradecer sinceramente por tudo que fez e contribuiu, assim como a paciência e a tolerância a mim concebidas nos momentos em que por ventura, tenha falhado ou mesmo deixado a desejar, e que por tal motivo, aproveito a oportunidade para me desculpar. Desculpe-me de coração!
Como são chatas as despedidas? Dá um aperto no peito, um nó na garganta, contudo, por maior que seja esse sentimento, acredito em Deus e no seu poder curador, e que Ele esta a olhar por nós, os nossos passos e a nossa senda, com todo o amor de um pai zeloso que deseja somente o nosso bem. Um ser maravilhoso, capaz de abrir portas e janelas em nosso horizonte para vislumbramos todas as oportunidades que nos são possíveis.
Afinal, Eu estou a mudar de empresa, todavia a pessoa jamais, portanto fica o meu contato para as mais diversas oportunidades: para gargalhar, jogar conversa fora, trocar idéias, emprego, trabalhos avulsos e entretenimentos. Uma vez que, desejo profundamente que todos os anos de convivência não venham por água abaixo, não definhem no esquecimento, como um cartão de visita lançado em um desbotado e abarrotado porta-cartões, definitivamente, isso não! Eu quero que a nossa relação tenha vida longa, plena e feliz, muito além de protocolos formais, ramais e afins.
Forte abraço dessa pessoa a quem você soube especialmente marcar.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Cintilar de Devaneios - Hana-ogi
Era uma vez, num pequeno povoado situado as margens de Tóquio, vivia uma menina belíssima. Da qual ninguém jamais saberia o seu verdadeiro nome, mas ela ficaria conhecida pela alcunha de Hana-ogi, a mais famosa oiran da história do Japão...
Hana-ogi passou a primeira infância com a mãe, que ainda muito cedo tornará se viúva, mas logo se tornou evidente que para ela não havia outro futuro senão nas casas verdes de Yoshiwara, o velho bairro murado junto aos pântanos da capital, onde freqüentemente as meninas pobres - em sua maioria -, filhas de lavradores, eram comercializadas e treinadas para se tornarem renomadas e cultas oirans.
E assim, a mãe vendeu Hana-ogi quando ainda tinha apenas sete anos de idade e, passado oito anos, a menina aflorescera, tornando-se cada vez mais bela ao atravessar das estações. Neste ínterim ela atendeu as oirans de Ogi-wa, a casa verde que mais tarde a tornaria a mais famosa de sua classe no Japão. Enquanto ainda usava o obi atado atrás, com as pontas caídas que simbolizavam a sua pureza intacta, as moças mais experientes a instruíam naquilo que eram premissas para o êxito em sua profissão que consistia no domínio das artes da dança, música, poesia, e caligrafia. E muito, além disto, estava também uma educação voltada para a oratória, o juízo ponderado e o bom senso sobre as coisas, que faziam de uma oiran um destaque dentre as demais a medida que o dialogar e maneira de entreter seus clientes a tornavam ainda mais atraente, visto que, os homens mais importantes eram seduzidos por bons tratos e uma conversação sofisticada.
No dia do seu décimo quinto aniversário, Hana-ogi abandonou para sempre seu verdadeiro nome, amarrou o obi na frente e recebeu seu primeiro cliente, um jovem de Odawara, que se apaixonou de tal maneira por Hana-ogi, que costumava perambular pelas proximidades de Ogi-wa, mesmo quando não tinha dinheiro para entrar. E ficou perplexo, ao vislumbrar aquela menina que se tornara mulher em seus braços, Hana-ogi se transformar na mais cotada oiran de Yoshiwara, e naquele tempo elas já eram mais de quatro mil.
Hana–ogi tornou-se famosa por seus poemas, suspiros saídos do âmago de seu coração e delicadas recordações de sua vida no campo, quando o orvalho cobria os arrozais.
Os sacerdotes nos templos falavam aos fiéis o quão exemplar jovem era Hana-ogi, que não pensava em obter a sua liberdade, contudo em enviar todo o ordenado que ganhava para a velha mãe, uma senhora que ainda vivia em local remoto e distante de sua amada filha lamentando todos os dias a amarga decisão de ter ceifado os laços que a união.
Nos dias santos, Hana-ogi costumava ir a um templo budista que era conhecido como o Templo Silencioso, por não ter sino, e, uma noite a esmo, a famosa oiran liderou uma procissão de milhares de moças de Yoshiwara, carregando um sino de bronze para o templo... Este era o seu presente para os sacerdotes, que a percepção de todos da nação, eram ainda mais pobres do que a benfeitora.
Sua fama ascendeu a tal ponto que vinham homens dos mais remotos cantos do país, e até mesmo da China para ver aquela glória do Nihon personificada em forma de mulher. Poetas escreviam canções a seu respeito. Homens próximos ao Xogum iam conversar com ela, e os pintores, os gravadores que viviam junto a Yoshiwara, todos queriam retratá-la.
Durante todo o tempo em que os homens do palácio do Xogum e os pintores celebres passavam com Hana-ogi, o jovem enamorado de Odawara também estava ali bem próximo, longe dos olhos da turba que se aglomerava para estar com a sua amada, ele, contudo, estava a sondá-la. E numa primavera, quando as cerejeiras estavam a ponto de florir, ele a raptou, levando-a para longe das casas verdes.
Ninguém soube onde eles se esconderam. Nem se este amor foi suficiente para gerar filhos. No entanto, os anos discorreram e a casa de Ogi-wa entrou em declínio. Os pintores, os escultores, e os homens importantes já lá não mais freqüentavam. Os sacerdotes dos templos vizinhos já não recebiam presentes de Hana-ogi. Os retratos dela eram vendidos em grande quantidade, pois todo mundo queria uma recordação da mais bela mulher que o Japão produzira.
Então, um dia do qual ninguém se recorda, Hana-ogi retornou.
A famosa oiran tinha em seu semblante uma beleza espectral, pungente, admirável e ainda mais majestosa como no auge de sua convivência entre as demais oirans das Casas Verdes, sobretudo, para alguém que deveria ter pouco mais de quarenta anos, ela era a própria encarnação da beleza de uma manhã de primavera. A sua frente seguiam meninas carregando flores perfumadas em um singelo cortejo, arremessando pétalas ao ar e lançando sussurradas melodias que tocavam a todos por onde percorriam. Um ministro de estado caminhava orgulhoso atrás de Hana-ogi; dois Yorikis seguravam sombrinhas sobre a sua cabeça; ela trajava um deslumbrante quimono azul com ricos mantos cor violeta, e os geta em seus pés tinham mais de vinte e cinco centímetros de altura. Em cinco dias, os maiores artistas do Japão tinham reproduzidos magníficos retratos do seu triunfal regressar, onde ainda se pode ver neles a imponente procissão de uma mulher única regressando ao seu estranho mundo.
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