Ilustração 01: Zelmurg "O Urso Implacável" que liderou a vitória da aliança pelo fim do império, formada pelos reinos de Zeltennia, Limberry e Lionel.
No final da primavera do ano de 675 da era do Escorpião a capital do reino de Lesalia estava cercada pelas tropas da Derrocada das Clavas que assistiam assustada o início de uma nova guerra que se estenderia por todo continente, a qual ficou conhecida por todos como a Guerra dos Infames Arguidos. Os três lucavis Altima, Velius, e Baal Zebub, lideravam as tropas de piogres, adeptos do mal, e outros demônios menores que eles conseguiram converter para a sua aliança denominada de Vil Redentora.
Para o Barão Zelmurg a Guerra dos Legados havia chegado ao fim, e com o seu ideal cumprido com êxito além do necessário, uma vez que as tropas da Maestria das Clavas haviam sido subjugadas pelas suas, e o rei Orion estava colhendo a desgraça de ter se aliado a demônios. Portanto, ele deu ordem as suas tropas que não intervissem no confronto até que alguém da corte se dirigisse até eles para decretar publicamente o fim do Império de Lesalia e rogar auxílio.
Ilustração 02: O Lucavi Velius, O Bruxo Negro, que se apossou do corpo do cavaleiro templário Bernard Padua.
Entretanto, algo inesperadamente desastroso aconteceu quando os piogres que estavam sob a regência de Zelmurg se voltaram contra ele por influência do Lucavi Velius, O Bruxo Negro. Os Cavaleiros Nanten e os outros aliados que formavam a tropa da Derrocada das Clavas tiveram que forçadamente entrar naquela guerra. O barão tomado por um impulso desesperado estava prestes a usar o poder da pedra sagrada que lhe foi concebida pela condessa, contudo, ele percebeu nos olhos do demônio que o assistia de longe que era aquilo que almejava sedentamente que o fizesse. E assim, ele desistiu da ideia para desgosto do mesmo, mas que não hesitou em ataca-lo por desapontamento.
Ledda Traggora compreendeu tardiamente o que o Grimório da Bruxa Matoya representava para aquela sequencia de acontecimentos, e se sentiu ultrajada por ter sido feita um peão em meio aquela guerra, pois, Matoya era em si uma discípula, e também esposa, do Lucavi Velius, O Bruxo Negro.
Ilustração 03: A condessa Ledda Traggora de posse do Grimório da Lendária Bruxa Matoya tenta reaviver seu marido.
O Conde Traggora não resistiu aos ferimentos do combate contra o Lucavi Baal Zebub que não puderam ser curados pelos meios habituais, e, assim sendo, veio a óbito após alguns dias. E na tentativa desesperada de reavivar seu marido, a arcana vampira apelou para uma última bruxaria disposta no livro de feitiços que se relacionava a ressurreição. No entanto, ao fazê-la, mais uma vez a condessa foi apanhada de surpresa ao proferir os verbetes mágicos necessários, e, logo, sentir o sangue de seu corpo ferventar, como se algo rasgasse as suas entranhas, a pele inchar, as veias se dilatarem, seu corpo ficar totalmente disforme, e, por fim, explodir mortalmente. para então, ressuscitar Matoya, a Bruxa Lendária.
Ilustração o4: Bruxa Matoya, esposa do Lucavi Velius, O Bruxo Negro, que se apossou do corpo de Ledda Traggora.
A mitológica arcana estava novamente viva, e para sua admiração plena, o seu marido estava caminhando sobre a face daquele mundo juntamente com outros Lucavis, ainda que não plenamente em suas formas e poderes, mas preparando este continente para a recepção daquele que é o Grande Lorde. Matoya tinha que reencontrar o mais breve possível as demais pedras sagradas, e ter a certeza de que as mesmas seriam colocadas sobre os cuidados de seres corruptos para assim ressuscitarem os demais demônios aprisionados pelos Bravos do Zodíaco em eras passadas. Porém, ela tinha um pequeno empecilho oriundo das lembranças de Ledda Traggora que se referiam a uma mulher chamada Mellina Aragon, cujo tinha a intenção de retornar ao passado para evitar algum acontecimento vivido neste presente, e, isso a perturbou profundamente, pois, nada mais poderia atrapalhar a ascensão do grandioso mal que estava por vir.
Orion lutou bravamente contra o Lucavi Altima, contudo, quando ele estava prestes a vencê-lo nas dependências do palácio imperial de Lesalia usando a espada Excalippur, ele foi açoitado gravemente pelas costas por um General Devasso que interviu no combate em favor de seu mestre. O Anjo Sangrento aguardou pela próxima ação do imperador que seria o clamor pelo poder da pedra sagrada, cujo brilho era intermitente em uma pequena bolsa presa a sua cintura. O Lucavi aprisionado na Pedra do Zodíaco de Leão já conseguia falar diretamente a mente do Primeiro Cavaleiro Hotuken abatido ao chão, tentando de alguma forma influencia-lo na utilização de seu poder.
Mellina Aragon em seu retiro para estudo do poder do artefato que possibilitaria a realização de seu desejo não percebeu os rumos que a Guerra dos Legados havia tomado, e que está última em si terminara com a ascensão de uma nova guerra de proporções dantescas entre bem e mal. Desta forma, ao tomar conhecimento, ela imediatamente se apressou em retornar para Lesalia em busca de Orion e da Pedra do Zodíaco de Leão. A cavaleira rúnica estava convicta de que Zelmurg e os Traggoras estavam por de trás de todo este infortúnio. Nesse interim, a princesa de Fovoham seguiu também em paralelo com pesquisas a respeito de heróis e artefatos mágicos de grande poder que pudessem beneficiar a sua causa.
Ilustração 05: O Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, que se apoderou do corpo do líder dos cavaleiros templários.
Antes que Orion fizesse uso do poder da pedra sagrada para bel-prazer do Lucavi Altima, um pequeno grupo de combatentes formados por cavaleiros e magos se teletransportou para dentro do saguão onde a batalha ocorria, e sem perder tempo, eles ergueram o imperador protegidos por poderes diversos de defesa e contra-ataque. Estes arcanos do tempo e espaço fazendo uso da magia que os enviou para aquele lugar retiraram a todos os aliados dali bruscamente para amargo dos oponentes. O imperador gravemente ferido foi conduzido para bem longe do Palácio Imperial, e além do cerco das tropas da Derrocada das Clavas que agora se digladiavam entre si.
Ilustração 06: Azmar, Cavaleiro da Ordem Hotuken que resgatou o imperador Orion da morte certa pelas mãos de Altima.
Estranhamente, um cavaleiro hotuken chamado Azmar foi quem liderou esse grupo de resgate do imperador Orion Colesffar Hyral, contudo, pouco se sabia sobre este herói, cujo rosto era estranhamente familiar a muitos, apesar do capuz que o encobria parcialmente a face, e, curiosamente, a armadura que trajava era de um modelo antigo, do qual já não se usava há décadas. Estando o rei ainda com a saúde debilitada, esse guerreiro se prostrou diante de seu leito e lhe falou ao ouvido em tom imperativo:
Majestade, a prosperidade de teu povo é o seu maior legado, contudo, o que estamos a viver em todas as partes são ruínas daquilo que já se sonhou algum dia.
Uma guerra imbuída de propósitos falsos e controversos desencadeou o continente a viver uma guerra de proporções ainda mais devastadoras e sem precedentes.
Uma oportunidade de mudança se precipita em seu horizonte, mas isso não basta para vencer o seu pior inimigo que é aquele que habita em seu âmago.
Creia que está nova vida seja para ti também um meio de aplacar o teu ego, de se reconciliar com os sonhos e o juramento que fez para com a sua nação ao receber a honrar maior de governa-los.
Não a desperdice, pois, não haverá outra, Orion Colesffar Hyral descendente de Delita Hyral!
O imperador caiu inconsciente devido aos ferimentos, e, somente recobrou a lucidez dias depois, quando uma tropa de batedores do reino de Gallione o encontrou desfalecido ao chão na região conhecida como planalto de Lenalia – fronteira com o reino de Lesalia. Um grupo de soldados foi designado para escolta-lo com segurança até a cidade mágica de Gariland - capital deste reino -, onde provavelmente receberia mais cuidados, e, amparo do monarca Saul Marion. Orion foi informado superficialmente da tragédia que se abateu sobre o seu reino, a queda do império, a nova guerra e os inimigos que avançavam sobre as fronteiras. Ele reparou o quanto os cavaleiros estavam abatidos e revoltos por conta das guerras que se sucederam em tão breve tempo.
Na Floresta Araguay, enquanto descansava a sua montaria após dias de viagem, a cavaleira rúnica foi surpreendida com uma espécie de sonho no qual ela era instruída a utilizar o poder do Globo Celestial por Sir Besrodio Bunanza em um laboratório que lhe parecia familiar, repleto de engenhocas e desenhos – tal como o da Mina Goug, porém, em um tempo remotamente passado -, onde o mesmo após tal gesto lhe orientou a se dirigir imediatamente para Gallione, precisamente para a cidade de Gariland. Mellina acordou ao som estrondoso de combate travado entre o Worker 9 e piogres.
Zelmurg seria morto pelo ataque do lucavi Velius, senão fosse à intervenção abrupta de um mago summon, cujo honorável traje lhe impunha a máxima graduação dentre a sua classe – algo muitíssimo raro nos tempos atuais de Ivalice -, que se utilizou naquele fatídico momento da invocação de Odin – O Senhor de Asgard -, para atravessar imponente em seu alazão de oito patas – Sleipnir -, com um ataque visceral e fulminante, as fileiras inimigas munido de sua lança Gungnir desferindo seu golpe principal contra o grande demônio. Tamanha foi à perplexidade do poder daquela invocação que a criatura inimiga abandonou o campo de batalha com receio de ser liquidada ali mesmo. Este arcano apanhou o barão em seus braços e se teleportou para um lugar remoto, distante e obscuro. O nobre questionou a identidade de seu benfeitor, porém, este último nada mencionou enquanto tratava as feridas dele por meio da invocação do poder summon da divindade Faerie.
Matoya se encontrou com o Lucavi Velius no palácio imperial de Lesalia - local que os demônios estabeleceram como quartel general -, onde o auxiliou na recuperação plena de sua saúde (resultado trágico após a batalha com um dos poderosos aliados do Barão Zelmurg), e também, aproveitou a oportunidade para aplacarem a saudade de eras passadas. A mesma ainda mencionou temerosa sobre o plano da cavaleira rúnica de retornar ao passado para alterar algum evento. Velius ficou perplexo com tal iniciativa dos inimigos, e informou aos demais consanguíneos ressurgidos. Os Lucavis se distribuíram no sentido de suspenderem parcialmente suas ações nesta guerra, deixando a cargo dos Generais Devassos, pelo menos até Mellina ser destruída, e o poder que ela tivesse alcançado não fosse furtado para benefício das legiões do mal.
Ilustração 07: Saul Marion, Rei de Gallione, e irmão da falecida imperatriz Hedellas Marion.
No palácio real situado na cidade de Gariland, Orion reencontrou o rei de nação Gallione, e que outrora fora também seu cunhado, Saul Marion. Contudo, o ex-imperador não foi recebido com o prestígio aguardado de uma nação que em um momento recente fora parte da aliança em pró da soberania do império, sobretudo, em função dos rumores que ofendiam a memória da falecida irmã do monarca, e, consequentemente, a honra da família Marion. O líder dos cavaleiros hotuken foi ultrajado verbalmente e condenado ao encarceramento nas masmorras no intuito de ser utilizado futuramente como moeda de troca em sinal de trégua. O reino buscava o fim da guerra a qualquer preço, e, se o mesmo significasse ter que entregar em bandeja de ouro a cabeça do rei de Lesalia, assim, eles o fariam sem nenhum tipo de remorso ou entrave.
Orion, demasiadamente transtornado com toda aquela situação, principalmente, com o desejo vingativo que comandava imperativamente as ações de Saul Marion, antes que fosse conduzido às masmorras pela guarda do monarca, ele fez uso da pedra do zodíaco de Leão, que consequentemente, o transformaram no Lucavi Hashmalum, O Possuídor. Uma vez demudado no demônio, o ex-imperador conjurou outros quatro servos menores oriundos das trevas para lhe auxiliarem no combate mortal que se sucederia no saguão real, e, invocou o poder summon de Brontes, O Poderoso Ciclope. O rei de Lesalia promoveu uma verdadeira chacina dentro do palácio de Gallione.
Ilustração 08: O Lucavi Hashmalum, O Possuidor, invocado pelo rei Orion por meio da Pedra do Zodíaco de Leão.
Antes que o Primeiro Cavaleiro Hotuken percebesse racionalmente o que havia feito, os lucavis Altima e Baal Zebub estavam manifestados diante dele, dotados de um sorriso malicioso e insolente em suas faces. Orion tentou ataca-los também naquela investida mortífera e insana iniciada contra os homens do rei Saul Marion, mas vivenciou o que os templários Diórgines e Bernard haviam contemplado outrora quanto ainda possuíam suas almas: os demônios não se digladiavam entre si! Antes que ele fosse cercado e rendido pelas legiões de bestas que se aglomeravam nas dependências do castelo, o ex-imperador teve a brilhante ideia de se teleportar para onde Mellina Aragon estava, mesmo desconhecendo seu paradeiro, somente pela conexão de seus sentimentos mais ternos e lembranças.
Em minha senda contento-me em errar tanto quanto acertar, e por sua vez, de nunca negligenciar o aprendizado de ambos, pois, não posso acertar sempre, e isso é fato; e os erros estão aí, são concretos, existem para edificar o Homem, e trazer ao intimo de uma vez por todas, a lição de que devo ao máximo evitá-los cometer novamente, mas se assim for, enfim, faz parte da vida (da essêncial arte de viver): Um palco onde me coloco todos os dias para brilhar.
Bem-Vindo Errante Viajante
Do Olimpo trago a almejada chama, da qual sugiro dançarmos embriagados a sua volta, e quando assim for, sujiro arriscar tocá-la, pois, felizes os que dela se queimarem.
sábado, 10 de março de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Uma guerra a ser vencida a um custo desmedido
Mellina Aragon ficou pensativa quanto às palavras do espirito que esteve em seu quarto e o recado de Eva, e começou a refletir em meios que tornassem aquela batalha favorável a ela e a seus aliados. Para isso, começou a averiguar registros do continente a respeito de grandes heróis. Ponderou na possibilidade de enviar Orion ao passado para torna-lo um combatente ainda mais valoroso, e também, trazer consigo alguns grandes combatentes munidos de itens e armas que pudessem fazer a diferença nesta guerra.
Os Cavaleiros Hotuken e os Cavaleiros Rúnicos que estavam em Lionel, foram em sua maioria, dizimados pelas tropas formadas pela aliança da Derrocada das Clavas e do rei Deccio Sadalfas de Lionel. Nesta ocasião, o barão de Zeltennia passou a ser denominado pela alcunha de O Urso Implacável, pois, ele se lançou em meio às fileiras procurando incansavelmente a Orion, e, mesmo tomando conhecimento de que seu inimigo havia abandonado dias atrás a sua tropa para retornar a Lesalia, ele se deu por satisfeito com tão honorável vitória.
No Castelo dos Traggoras em Limberry, Diórgines e Bernard foram surpreendidos com algo terrível: na forma de lucavis eles não podiam atacar os Traggoras que também estavam transmutados naquelas figuras bizarras. Salvo seus líderes, os cavaleiros templários foram dizimados pelas hordas de piogres sob a liderança de algumas criaturas de relevante poder intituladas Generais Devassos.
Ilustração 01: Conde Vilmor Traggora de Limberry, esposo da arcana Ledda Traggora, e membro vital da Aliança da Derrocada das Clava.
O conde Vilmor e a condessa Ledda relataram aos dois únicos sobreviventes da Ordem Templária, naquela fracassada investida, sobre a limitação dos Lucavis, de que seria questão de tempo para o espírito dos dois cavaleiros serem consumidos pelos demônios aprisionados nas sagradas pedras que portavam. O fato é que os nobres Traggoras eram vampiros, portanto, compreendiam que para isso ocorrer levaria mais tempo que o normal. Mesmo assim, eles detendo as pedras por longa data, sempre evitaram fazer uso de sua força, pois, compreendiam que a outra voz em conjunto a deles era a da criatura confinada no artefato. Para os dois mortos-viso a proposta de dias de eterna noite lhes era favorável, mas para isso estavam buscando transmiti-las para outros, no entanto, o poder que as pedras lhes forneciam era algo sedutor em demasia, e quanto a isso, Diórgines sabia muito bem.
Diórgines e Bernard após serem abatidos com tal informação dos Traggoras se teletransportaram para a cidade forte dos templários no reino de Lesalia. Lá dentro de uma câmara secreta eles ficaram a questionar quanto tempo ainda lhes restariam antes de sucumbirem a besta? Como puderam ser ludibriados pelo poder das pedras e de seus demônios confinados? E a triste conclusão de que realmente Sto. Ajora Glabados havia lhes abandonado.
Ilustração 02: Imperador Orion Colesffar Hyral líder das tropas que formam a Aliança da Maestria das Clavas pela continuidado do império de Ivalice.
Antes que o rei Orion Colesffar Hyral chegasse a Lesalia, ele recebeu a lastimável informação de que o barão Zelmurg havia triunfado em Lionel. Como se não bastasse a sua preocupação com o estado de saúde de Mellina – por quem retornava -, havia ainda a sua prestação de conta perante os nobres que faziam parte da Maestria das Clavas, e, a insubordinação de Diórgines e os Templários. Cavalgando sobre as estradas que levavam a cidade principal, o imperador de Ivalice percebeu o caro preço que aquela guerra estava cobrando da população como um todo, pois, se deparou com muitas fazendas/campos de plantio em situações calamitosas, vilas desertas, salteadores a espreitarem as estradas, e moradores revoltados de reinos aliados.
Mellina partiu rumo ao templo da Cabala dos Magos do Tempo na Cidade Mágica de Gariland no reino de Gallione, após fazer uma pesquisa meticulosa em livros e pergaminhos na biblioteca do Mosteiro Orbonne ao sul de Lesalia. No templo ela relatou ao grão-mestre o seu plano audacioso. Jhoan Codellus, o grande mestre desta escola de magias, informou categoricamente que o seu pedido carecia de bom-senso e juízo pleno, pois, os eventos resultantes seriam desastrosos. Tratou como incogitável o fato de enviar o imperador Orion para um continente ao qual pouco se conhecia para ficar a mercê de estranhos e a buscar itens miraculosos relatados em contos de origem duvidosa. O arquimago daquela distinta ordem arcana negou auxílio à cavaleira rúnica em sua empreitada, e ainda a advertiu de que tal ato seria equiparado a um crime de alta-traição à coroa, estando ele próprio a denuncia-la caso seguisse a frente com tal transgressão.
No palácio real de Lesalia, Orion tomou conhecimento de que dias atrás Mellina havia acordado, aparentando bom estado de saúde, contudo, alegando que a Pedra Sagrada de Áries havia sido roubada de seus aposentos, e que a rainha falecida – Hedellas -, esteve lá, e tratou a sua enfermidade. Ela apanhou uma montaria e partiu sem solicitar a companhia de uma guarda. Não mencionou exatamente para onde se dirigiu, mas a rota que seguiu levava para o sul do reino. O Imperador ficou ainda mais preocupado com o estado de saúde de sua amada, que agora muito se assemelhava ao de sua finada esposa, se não pior... Angustiado, ele organizou um pequeno grupo e os enviou ao encalço dela.
Orion sabia que mais cedo ou mais tarde Zelmurg lhe procuraria, pois, outra notícia agora tomava os corredores do palácio de maneira assustadora: uma tropa composta por mais de três mil cavaleiros templários sob a liderança de Diórgines Pádua havia sido exterminada ao tentar invadir o castelo dos Traggoras no reino de Limberry. As forças de coalizão pela perpetuidade da unificação do império de Ivalice estavam sendo rechaçadas pelos inimigos. Apesar de estar de posse da Pedra do Zodíaco de Leão, um artefato de grande poder que brilhava intermitentemente na sua presença e transmitia-lhe uma espécie de magnetismo sobrenatural, algo em seu íntimo lhe inibia de clamar pelo poder que nela residia. Para tanto, ele a depositou no cofre real.
Ilustração 03: Mellina Aragon, filha do rei Durman Aragon e primeira princesa do reino de Fovoham.
Mellina tomou conhecimento de que os heróis Mustadio Bunanza, e seu pai, Sir Besrodio Bunanza teriam localizado nas Minas de Goug há tempos atrás durante a Guerra dos Leões uma espécie de equipamento de tecnologia desconhecida, cujo denominaram Globo Celestial, que consistia em um poderoso artefato referente à civilização passada que possibilitava realizar viagens através de dimensões, e também, no tempo. Contudo, poucos sabiam a respeito do paradeiro deste item ou o que teria restado dele, uma vez que, as histórias existentes se contradiziam ora mencionando que o mesmo havia sido destruído após trazer um mercenário chamado Cloud que lutou ao lado do herege Ramza Beoulve, ora falando sobre um laboratório secreto próximo as Minas de Goug onde os Bunanzas costumavam escavar.
Por meio de alguns informantes espalhados dentro do império, Ledda Traggora tomou superficialmente conhecimento do que a cavaleira rúnica estava a planejar, e quanto a isso resolveu agir.
Diórgines e Bernard sucumbiram ao poder dos Lucavis existentes em suas Pedras Sagradas. E sob a forma de Altima e Velius, eles começaram a atacar tudo àquilo que apresentava vida e beleza, semeando o terror e a destruição. Os templários remanescentes ou foram trucidados pelos seus antigos líderes, ou obrigados a se refugiarem surtados por um grande temor para locais distantes e a ermo do império.
O imperador ficou sabendo o que sua amada planejava por meio do Grão Mestre da Cabala dos Magos do Tempo, contudo, apesar de ter compreendido que aquilo soava como algo descabido de juízo pelas alegações do arcano, ele não se viu motivado em detê-la, uma vez que, as forças imperiais estavam sendo rechaçadas, e os seus aliados estavam se indispondo contra ele.
Não tardou para que o rei de Gallione, Saul Marion - seu ex-cunhado -, tomasse a inciativa que seus nobres requeriam: a desassociação do reino junto a Maestria das Clavas antes que as batalhas chegassem aos campos produtivos do lugar. Porém, para este rei tratava-se de algo muito além da política, era excessivamente pessoal, pois, ficará sabendo da relação extraconjugal do imperador com Mellina Aragon – a amiga de sua irmã Hedellas -, quando sua consanguínea ainda era viva! A princípio o rei havia apenas solicitado que o fornecimento de provisões fosse reduzido, por fim, tomou a ação drástica de se neutralizar ante a Guerra dos Legados, sessando com qualquer subsídio as tropas imperiais, e, sobretudo, convocando o retorno de suas tropas imediatamente.
Ilustração 04: Worker 9, Robô Guardião do Secreto Laboratório dos Bunanzas nas Minas Goug no reino de Lionel.
Com dificuldade Mellina chegou às ruínas das Minas de Goug, e no local conseguiu encontrar em um desabamento o laboratório secreto dos Bunanzas, contudo, no local ela é foi surpreendida com a presença de um golem de aço denominado Worker 9, de voz aterradora que mencionava como missão o zelo por tudo que estava ali localizado. A cavaleira rúnica só não foi chacinada pela criatura que detinha um grande poderio de armas letais e uma habilidade de combate descomunal, pois, a mesma foi auxiliada pela tropa de soldados enviada pelo imperador para guarda-la. Para surpresa maior da princesa de Fovoham, o tal guardião era alimentado pela Pedra do Zodíaco de Sagitário que ao ser retirada do lugar propiciou o desligamento deste.
Vasculhando o local minuciosamente, Mellina se deparou com uma infinidade de itens desconhecidos cujo acreditou que com o devido conhecimento, possibilitariam o Império de Ivalice vencer a Guerra dos Legados, contudo, o que mais lhe interessou foi sem sombra de dúvidas aquilo pelo qual tanto buscou: o Globo Celestial. Que em manuscritos relacionados ao mesmo, informavam que para sua utilização se fazia necessário o uso do poder de uma Pedra Sagrada com o signo daquele que seria teletransportado, e a disposição das informações que desejasse no estranho painel. Enquanto analisava o artefato, e o seu complexo manual, o grupo foi surpreendido com a presença de um General Devasso e uma tropa de piogres.
A cavaleira rúnica viu seus guardiões serem liquidados pelos serviçais dos Traggoras, e, tomada por uma iniciativa desesperada, ela reativou o golem Worker 9, que a assimilou imediatamente como a sua líder, e pediu diretrizes de ação. E bastou Mellina anunciar que aqueles eram seus inimigos para a criatura partir em um ataque devastador, e conclusivo. Na companhia do golem, ela buscou outro local para se isolar e estudar os dois itens, sobretudo, o que possibilitaria realizar o seu plano ousado.
No palácio do império situada na capital de Lesalia, Orion tomou conhecimento do que aconteceu aos templários Diórgines e Bernard, e, o caos que as duas criaturas demoníacas estavam instaurando no reino, pois, ambos além de liquidar a ordem de cavalaria templária, também lideravam as hordas de piogres enviados pelos Traggoras para um ataque decisivo nos próximos dias.
Ilustração 05: O Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas, que se apossou do corpo do cavaleiro Frater Adias.
Vilmor Traggora, depois de muito refletir, dispôs a sua Pedra do Zodíaco de Câncer sob o tumulo do cavaleiro Frater Adias na expectativa de que a mesma ressuscitasse aquele que em seu lugar poderia dar vida ao Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas. A pedra brilhou de maneira intermitente e crescente, até que perfurou inesperadamente o chão, e minutos depois foi possível sentir o mesmo tremer abaixo dos pés do conde. Fendas se abriram nas proximidades, e delas brotaram labaredas azuis que se elevaram por cerca de dez metros, seguidas de feixes de luzes incandescentes. Logo, houve uma grande explosão que lançou o vampiro para longe, e após isso, o demônio se ergueu em sua forma horrenda.
O Conde Traggora percebeu algo de muito estranho no Lucavi - algo não lhe parecia seguro ou gratificante, como assim aguardava ser após generoso ato -, e, não tardou para a criatura demonstrar a sua insatisfação por ter sido mantida há tanto tempo sob a guarda de um morto-vivo. Baal Zebub atacou o vampiro em frenesi, dispondo de todas as suas energias para liquida-lo. Vilmor por muito pouco não foi exterminado, senão fosse à intervenção da condessa Ledda, que conseguiu se teletransportar para o local a tempo, protege-lo e resgata-lo com vida daquela infortuna decisão.
Quando o Barão Zelmurg marchava com suas as tropas formada pelos Cavaleiros Nanten e os Piogres para a capital do reino de Lesalia a fim de realizar uma investida crucial contra as forças imperiais, ele foi surpreendido com a aparição de Ledda Traggora bastante ferida lhe advertindo sobre os últimos acontecimentos – eventos estes que a condessa caracterizou como catastróficos -, pois, a Guerra dos Legados havia seguido uma via antagônica aos propósitos de ambas as partes, tanto da Maestria como da Derrocada das Clavas, e não tardaria para que os Lucavis despertos viessem ao encalço de todos que os conjuraram como aliados nessa empreitada. A bruxa deixou a sua pedra sagrada sobre a responsabilidade do nobre de Zeltennia e líder das forças de oposição à continuidade do império, onde o artefato brilhou intensamente na presença deste lhe revelando a capacidade de fazer uso daquele poder sobre-humano.
Ilustração 06: Barão Zelmurg, O Urso Implacável, a liderar as tropoas vitoriosas da Aliança da Derrocada das Clavas.
O Barão Zelmurg marchou confiante para o seu acerto de contas final com o Imperador Órion Colesffar Hyral, pois, agora detinha a Pedra do Zodíaco de Escorpião, e a liderança de uma tropa vitoriosa sobre diversas batalhas. A sua única preocupação, no entanto, residia quanto ao problema oriundo do uso desmedido das Pedras do Zodíaco, pois, se os Traggoras estivessem certos, uma guerra de proporções ainda maiores estaria prestes a cobrir o solo do continente, que ameaçaria toda a população, sem distinção de ideais e crédulos, tal como na Guerra dos Leões.
Ledda Traggora se ateve a localizar Melina Aragon, uma vez que o General Devasso enviado com uma tropa de Piogres falhou mortalmente ao tentar assassinar e dar fim aos planos delirantes da amante do imperador. A Condessa acreditou fielmente que a cavaleira rúnica encontrou bem mais do que procurava no laboratório secreto dos Bunanzas, e seja este poder qual fosse ela deveria obter.
Os Cavaleiros Hotuken e os Cavaleiros Rúnicos que estavam em Lionel, foram em sua maioria, dizimados pelas tropas formadas pela aliança da Derrocada das Clavas e do rei Deccio Sadalfas de Lionel. Nesta ocasião, o barão de Zeltennia passou a ser denominado pela alcunha de O Urso Implacável, pois, ele se lançou em meio às fileiras procurando incansavelmente a Orion, e, mesmo tomando conhecimento de que seu inimigo havia abandonado dias atrás a sua tropa para retornar a Lesalia, ele se deu por satisfeito com tão honorável vitória.
No Castelo dos Traggoras em Limberry, Diórgines e Bernard foram surpreendidos com algo terrível: na forma de lucavis eles não podiam atacar os Traggoras que também estavam transmutados naquelas figuras bizarras. Salvo seus líderes, os cavaleiros templários foram dizimados pelas hordas de piogres sob a liderança de algumas criaturas de relevante poder intituladas Generais Devassos.
Ilustração 01: Conde Vilmor Traggora de Limberry, esposo da arcana Ledda Traggora, e membro vital da Aliança da Derrocada das Clava.
O conde Vilmor e a condessa Ledda relataram aos dois únicos sobreviventes da Ordem Templária, naquela fracassada investida, sobre a limitação dos Lucavis, de que seria questão de tempo para o espírito dos dois cavaleiros serem consumidos pelos demônios aprisionados nas sagradas pedras que portavam. O fato é que os nobres Traggoras eram vampiros, portanto, compreendiam que para isso ocorrer levaria mais tempo que o normal. Mesmo assim, eles detendo as pedras por longa data, sempre evitaram fazer uso de sua força, pois, compreendiam que a outra voz em conjunto a deles era a da criatura confinada no artefato. Para os dois mortos-viso a proposta de dias de eterna noite lhes era favorável, mas para isso estavam buscando transmiti-las para outros, no entanto, o poder que as pedras lhes forneciam era algo sedutor em demasia, e quanto a isso, Diórgines sabia muito bem.
Diórgines e Bernard após serem abatidos com tal informação dos Traggoras se teletransportaram para a cidade forte dos templários no reino de Lesalia. Lá dentro de uma câmara secreta eles ficaram a questionar quanto tempo ainda lhes restariam antes de sucumbirem a besta? Como puderam ser ludibriados pelo poder das pedras e de seus demônios confinados? E a triste conclusão de que realmente Sto. Ajora Glabados havia lhes abandonado.
Ilustração 02: Imperador Orion Colesffar Hyral líder das tropas que formam a Aliança da Maestria das Clavas pela continuidado do império de Ivalice.
Antes que o rei Orion Colesffar Hyral chegasse a Lesalia, ele recebeu a lastimável informação de que o barão Zelmurg havia triunfado em Lionel. Como se não bastasse a sua preocupação com o estado de saúde de Mellina – por quem retornava -, havia ainda a sua prestação de conta perante os nobres que faziam parte da Maestria das Clavas, e, a insubordinação de Diórgines e os Templários. Cavalgando sobre as estradas que levavam a cidade principal, o imperador de Ivalice percebeu o caro preço que aquela guerra estava cobrando da população como um todo, pois, se deparou com muitas fazendas/campos de plantio em situações calamitosas, vilas desertas, salteadores a espreitarem as estradas, e moradores revoltados de reinos aliados.
Mellina partiu rumo ao templo da Cabala dos Magos do Tempo na Cidade Mágica de Gariland no reino de Gallione, após fazer uma pesquisa meticulosa em livros e pergaminhos na biblioteca do Mosteiro Orbonne ao sul de Lesalia. No templo ela relatou ao grão-mestre o seu plano audacioso. Jhoan Codellus, o grande mestre desta escola de magias, informou categoricamente que o seu pedido carecia de bom-senso e juízo pleno, pois, os eventos resultantes seriam desastrosos. Tratou como incogitável o fato de enviar o imperador Orion para um continente ao qual pouco se conhecia para ficar a mercê de estranhos e a buscar itens miraculosos relatados em contos de origem duvidosa. O arquimago daquela distinta ordem arcana negou auxílio à cavaleira rúnica em sua empreitada, e ainda a advertiu de que tal ato seria equiparado a um crime de alta-traição à coroa, estando ele próprio a denuncia-la caso seguisse a frente com tal transgressão.
No palácio real de Lesalia, Orion tomou conhecimento de que dias atrás Mellina havia acordado, aparentando bom estado de saúde, contudo, alegando que a Pedra Sagrada de Áries havia sido roubada de seus aposentos, e que a rainha falecida – Hedellas -, esteve lá, e tratou a sua enfermidade. Ela apanhou uma montaria e partiu sem solicitar a companhia de uma guarda. Não mencionou exatamente para onde se dirigiu, mas a rota que seguiu levava para o sul do reino. O Imperador ficou ainda mais preocupado com o estado de saúde de sua amada, que agora muito se assemelhava ao de sua finada esposa, se não pior... Angustiado, ele organizou um pequeno grupo e os enviou ao encalço dela.
Orion sabia que mais cedo ou mais tarde Zelmurg lhe procuraria, pois, outra notícia agora tomava os corredores do palácio de maneira assustadora: uma tropa composta por mais de três mil cavaleiros templários sob a liderança de Diórgines Pádua havia sido exterminada ao tentar invadir o castelo dos Traggoras no reino de Limberry. As forças de coalizão pela perpetuidade da unificação do império de Ivalice estavam sendo rechaçadas pelos inimigos. Apesar de estar de posse da Pedra do Zodíaco de Leão, um artefato de grande poder que brilhava intermitentemente na sua presença e transmitia-lhe uma espécie de magnetismo sobrenatural, algo em seu íntimo lhe inibia de clamar pelo poder que nela residia. Para tanto, ele a depositou no cofre real.
Ilustração 03: Mellina Aragon, filha do rei Durman Aragon e primeira princesa do reino de Fovoham.
Mellina tomou conhecimento de que os heróis Mustadio Bunanza, e seu pai, Sir Besrodio Bunanza teriam localizado nas Minas de Goug há tempos atrás durante a Guerra dos Leões uma espécie de equipamento de tecnologia desconhecida, cujo denominaram Globo Celestial, que consistia em um poderoso artefato referente à civilização passada que possibilitava realizar viagens através de dimensões, e também, no tempo. Contudo, poucos sabiam a respeito do paradeiro deste item ou o que teria restado dele, uma vez que, as histórias existentes se contradiziam ora mencionando que o mesmo havia sido destruído após trazer um mercenário chamado Cloud que lutou ao lado do herege Ramza Beoulve, ora falando sobre um laboratório secreto próximo as Minas de Goug onde os Bunanzas costumavam escavar.
Por meio de alguns informantes espalhados dentro do império, Ledda Traggora tomou superficialmente conhecimento do que a cavaleira rúnica estava a planejar, e quanto a isso resolveu agir.
Diórgines e Bernard sucumbiram ao poder dos Lucavis existentes em suas Pedras Sagradas. E sob a forma de Altima e Velius, eles começaram a atacar tudo àquilo que apresentava vida e beleza, semeando o terror e a destruição. Os templários remanescentes ou foram trucidados pelos seus antigos líderes, ou obrigados a se refugiarem surtados por um grande temor para locais distantes e a ermo do império.
O imperador ficou sabendo o que sua amada planejava por meio do Grão Mestre da Cabala dos Magos do Tempo, contudo, apesar de ter compreendido que aquilo soava como algo descabido de juízo pelas alegações do arcano, ele não se viu motivado em detê-la, uma vez que, as forças imperiais estavam sendo rechaçadas, e os seus aliados estavam se indispondo contra ele.
Não tardou para que o rei de Gallione, Saul Marion - seu ex-cunhado -, tomasse a inciativa que seus nobres requeriam: a desassociação do reino junto a Maestria das Clavas antes que as batalhas chegassem aos campos produtivos do lugar. Porém, para este rei tratava-se de algo muito além da política, era excessivamente pessoal, pois, ficará sabendo da relação extraconjugal do imperador com Mellina Aragon – a amiga de sua irmã Hedellas -, quando sua consanguínea ainda era viva! A princípio o rei havia apenas solicitado que o fornecimento de provisões fosse reduzido, por fim, tomou a ação drástica de se neutralizar ante a Guerra dos Legados, sessando com qualquer subsídio as tropas imperiais, e, sobretudo, convocando o retorno de suas tropas imediatamente.
Ilustração 04: Worker 9, Robô Guardião do Secreto Laboratório dos Bunanzas nas Minas Goug no reino de Lionel.
Com dificuldade Mellina chegou às ruínas das Minas de Goug, e no local conseguiu encontrar em um desabamento o laboratório secreto dos Bunanzas, contudo, no local ela é foi surpreendida com a presença de um golem de aço denominado Worker 9, de voz aterradora que mencionava como missão o zelo por tudo que estava ali localizado. A cavaleira rúnica só não foi chacinada pela criatura que detinha um grande poderio de armas letais e uma habilidade de combate descomunal, pois, a mesma foi auxiliada pela tropa de soldados enviada pelo imperador para guarda-la. Para surpresa maior da princesa de Fovoham, o tal guardião era alimentado pela Pedra do Zodíaco de Sagitário que ao ser retirada do lugar propiciou o desligamento deste.
Vasculhando o local minuciosamente, Mellina se deparou com uma infinidade de itens desconhecidos cujo acreditou que com o devido conhecimento, possibilitariam o Império de Ivalice vencer a Guerra dos Legados, contudo, o que mais lhe interessou foi sem sombra de dúvidas aquilo pelo qual tanto buscou: o Globo Celestial. Que em manuscritos relacionados ao mesmo, informavam que para sua utilização se fazia necessário o uso do poder de uma Pedra Sagrada com o signo daquele que seria teletransportado, e a disposição das informações que desejasse no estranho painel. Enquanto analisava o artefato, e o seu complexo manual, o grupo foi surpreendido com a presença de um General Devasso e uma tropa de piogres.
A cavaleira rúnica viu seus guardiões serem liquidados pelos serviçais dos Traggoras, e, tomada por uma iniciativa desesperada, ela reativou o golem Worker 9, que a assimilou imediatamente como a sua líder, e pediu diretrizes de ação. E bastou Mellina anunciar que aqueles eram seus inimigos para a criatura partir em um ataque devastador, e conclusivo. Na companhia do golem, ela buscou outro local para se isolar e estudar os dois itens, sobretudo, o que possibilitaria realizar o seu plano ousado.
No palácio do império situada na capital de Lesalia, Orion tomou conhecimento do que aconteceu aos templários Diórgines e Bernard, e, o caos que as duas criaturas demoníacas estavam instaurando no reino, pois, ambos além de liquidar a ordem de cavalaria templária, também lideravam as hordas de piogres enviados pelos Traggoras para um ataque decisivo nos próximos dias.
Ilustração 05: O Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas, que se apossou do corpo do cavaleiro Frater Adias.
Vilmor Traggora, depois de muito refletir, dispôs a sua Pedra do Zodíaco de Câncer sob o tumulo do cavaleiro Frater Adias na expectativa de que a mesma ressuscitasse aquele que em seu lugar poderia dar vida ao Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas. A pedra brilhou de maneira intermitente e crescente, até que perfurou inesperadamente o chão, e minutos depois foi possível sentir o mesmo tremer abaixo dos pés do conde. Fendas se abriram nas proximidades, e delas brotaram labaredas azuis que se elevaram por cerca de dez metros, seguidas de feixes de luzes incandescentes. Logo, houve uma grande explosão que lançou o vampiro para longe, e após isso, o demônio se ergueu em sua forma horrenda.
O Conde Traggora percebeu algo de muito estranho no Lucavi - algo não lhe parecia seguro ou gratificante, como assim aguardava ser após generoso ato -, e, não tardou para a criatura demonstrar a sua insatisfação por ter sido mantida há tanto tempo sob a guarda de um morto-vivo. Baal Zebub atacou o vampiro em frenesi, dispondo de todas as suas energias para liquida-lo. Vilmor por muito pouco não foi exterminado, senão fosse à intervenção da condessa Ledda, que conseguiu se teletransportar para o local a tempo, protege-lo e resgata-lo com vida daquela infortuna decisão.
Quando o Barão Zelmurg marchava com suas as tropas formada pelos Cavaleiros Nanten e os Piogres para a capital do reino de Lesalia a fim de realizar uma investida crucial contra as forças imperiais, ele foi surpreendido com a aparição de Ledda Traggora bastante ferida lhe advertindo sobre os últimos acontecimentos – eventos estes que a condessa caracterizou como catastróficos -, pois, a Guerra dos Legados havia seguido uma via antagônica aos propósitos de ambas as partes, tanto da Maestria como da Derrocada das Clavas, e não tardaria para que os Lucavis despertos viessem ao encalço de todos que os conjuraram como aliados nessa empreitada. A bruxa deixou a sua pedra sagrada sobre a responsabilidade do nobre de Zeltennia e líder das forças de oposição à continuidade do império, onde o artefato brilhou intensamente na presença deste lhe revelando a capacidade de fazer uso daquele poder sobre-humano.
Ilustração 06: Barão Zelmurg, O Urso Implacável, a liderar as tropoas vitoriosas da Aliança da Derrocada das Clavas.
O Barão Zelmurg marchou confiante para o seu acerto de contas final com o Imperador Órion Colesffar Hyral, pois, agora detinha a Pedra do Zodíaco de Escorpião, e a liderança de uma tropa vitoriosa sobre diversas batalhas. A sua única preocupação, no entanto, residia quanto ao problema oriundo do uso desmedido das Pedras do Zodíaco, pois, se os Traggoras estivessem certos, uma guerra de proporções ainda maiores estaria prestes a cobrir o solo do continente, que ameaçaria toda a população, sem distinção de ideais e crédulos, tal como na Guerra dos Leões.
Ledda Traggora se ateve a localizar Melina Aragon, uma vez que o General Devasso enviado com uma tropa de Piogres falhou mortalmente ao tentar assassinar e dar fim aos planos delirantes da amante do imperador. A Condessa acreditou fielmente que a cavaleira rúnica encontrou bem mais do que procurava no laboratório secreto dos Bunanzas, e seja este poder qual fosse ela deveria obter.
sexta-feira, 9 de março de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - A Guerra dos Legados tem início.
Ilustração 01: Mellina Aragon, Princesa de Fovoham, Primeira Cavaleira Rúnica, e amante do imperador de Ivalice.
Mellina Aragon vai ao encontro de Eva Deravon na gruta do druida que havia a acolhido e tratado de seus ferimentos, contudo, está última estava muito debilitada, e saberia que não resistiria por muito tempo com tantas sequelas. A serva da rainha Hedellas lhe falou sobre as palavras que ao longo dos dias em que esteve a cuidar de sua majestade ela falou de maneira tão clara e com uma sombria vivacidade. E, por fim, relatou o que havia lhe ocorrido tão tragicamente; A cavaleira estava compadecida da dor e da lealdade da serva, entretanto, tomado por um gesto assassínio inerente a sua vontade, a princesa findou a vida de todos que ali estavam. A cavaleira confusa fugiu do local estarrecida com o seu gesto macabro.
No enterro de Hedellas Marion houve uma comoção generalizada em todo império de Ivalice, e este sentimento se estendeu para muitos outros lugares que viam a esta rainha com grande estima. Para o rei Orion Colesffar Hyral que sustentou uma falsa emoção de pesar ao longo do velório, em seu íntimo tratava-se de um alívio, pois, sabia que o caminho dele e de Mellina estariam livres a partir de então. Nem mesmo nesta funesta ocasião, o monarca e Diórgines Pádua deixaram de falar sobre alguns aspectos da guerra que estava a se precipitar sobre o continente, e de que um poder superior estaria a lhes favorecer muito além de suas tropas: um dos Bravos do Zodíaco teria se juntado a causa da unidade do império.
Semanas depois - no inicio do outono do ano de 673 da era do Escorpião -, Mellina convenceu seu pai, o rei Durman Aragon de Fovoham, a se aliar a Orion e a Igreja na Guerra dos Legados, que foi marcada com a descoberta do assassinato do Bispo Elevedo Teccelar pelo Sindicato das Lâminas – um grupo de mercenários e assassinos financiados pelo barão Lucca Dorea Zelmurg.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder da Aliança da Derrocada das Clavas para o fim do Império de Ivalice.
Embora o barão tivesse financiado inicialmente o bando e por muitas vezes contratado os serviços de Rovell Curse e o Sindicato das Lâminas, ele nada sabia sobre o que eles faziam ou deixavam de fazer. De fato, Zelmurg nada tinha haver com o assassínio do bispo Teccelar, mas deixou que recaísse sobre ele o fardo, pois, cedo ou tarde a guerra teria de ter inicio, então que fosse esse o fato a desencadeá-la.
Tempos depois, o barão Zelmurg esteve com o rei de Fovoham em uma reunião sigilosa, contudo, o Líder da Derrocada das Clavas desconfiou que Durman estivesse sobre algum tipo de influência, assim como também Frater Adias que o acompanhou nesta comitiva, que desconheceu a postura do soberano deste reino diante da exposição de fatos lógicos, e de tudo o que já havia sido acordado entre as partes. Ainda nesta ocasião antes do encerramento da sessão, eles foram surpreendidos com um ataque conciso de Mellina transmutada no Lucavi Velius, O Bruxo Negro, no entanto, a condessa Ledda Traggora que participava disfarçada agiu antes que o pior pudesse ocorrer, conseguindo retirar seus aliados a salvos daquele lugar por meio de sua magia de teletransporte.
Ilustração 03: Frater Adias, ex-líder e Primeiro Cavaleiro da Ordem Rúnica de Fovoham, e líder dos Cavaleiros Nanten.
Os Traggoras ressaltaram a Zelmurg e ao ex-líder dos cavaleiros rúnicos do perigo que havia nas Pedras do Zodíaco, mas que caso não conseguissem enxergar outra maneira de vencer esta guerra sem ter que apelar para as mesmas, então que assim fosse feito. Ambos se transformaram nos Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas e no Lucavi Queklain, O Rei Impuro. Eles lhes falaram ainda que é bem provável que venham atrás de Frater Adias para buscar a Pedra do Zodíaco de Leão, pois é o signo do rei Orion, e somente ele para ativar o poder do Lucavi adormecido.
A condessa Ledda Traggora com o seu poder ampliado pela pedra sagrada e tendo a disposição o grimório da bruxa Matoya, conseguiu evocar para alimentar as linhas de frente da Derrocada das Clavas um tipo de golem combatente denominado Piogre. Essas criaturas se dividiam em diversos sub ramificações dentre a espécie, cada qual com as suas respectivas características, mas que em comum apresentavam: lealdade convicta, habilidade em combate, não se cansavam, não tinham fome, não tinham sede, e quando em duelo, lutavam até a morte.
Ilustração 04: Condessa Ledda Traggora de Limberry, Vampira e Arcana.
Não tardou para que o previsto pelos Traggoras acontecesse: Diórgines e Mellina vieram em busca de Frater Adias na localidade de Bedda Sandwaste, para assassina-lo e tomar dele a pedra sagrada. Contudo, o desertor de Fovoham, e líder da Ordem dos Cavaleiros Nanten conforme desígnio do rei de Zeltennia, de posse da Lança Longibunne tornou-se um inimigo mortal, e com isso, conseguiu ferir gravemente a sua antiga discípula transmutada na forma do Lucavi Velius. Os dois se afugentam com a chegada dos Traggoras temendo uma fatalidade.
Após a batalha, Mellina Aragon foi socorrida no palácio de Lesalia, e levada para os aposentos reais para receber os tratamentos devidos. Contudo, o ferimento provocado pela Lança Longibunne era lendário, pois era do tipo que não se regenerava. Mesmo o poder da pedra sagrada não era suficiente para curá-la. Por alguns dias Orion abandonou o seu posto de Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken para ficar na companhia de sua amada, que estava muito febril, a delirar e a ter constantes espasmos de fortes dores. Não suportando tal situação, e a sua incapacidade de poder fazer algo de imediato, o mesmo retomou a liderança de suas tropas a marcha nos limites do reino em direção ao reino de Limberry, pois, o monarca estava disposto a derrotar o ex-líder dos cavaleiros rúnicos como forma de honrar e vingar a futura rainha de Ivalice.
Para piorar a situação, algo de muito estranho estava ocorrendo por todo o reino de Lesalia e regiões adjacentes onde havia devoção a Sto. Ajora Glabados: os clérigos e templários estavam tendo dificuldade para fazer uso de seus poderes divinos, falhando nas bênçãos de cura, proteção e ressurreição. Alguns mais fervorosos entenderam aquilo como desgosto do Deus, desaprovação da guerra e sinal do fim dos tempos.
Para Diórgines o mais importante era obter o grimório de Matoya, e o que de fato o moveu até Bedda Sandwaste naquele episodio desastroso com Mellina. Nos campos de batalha raramente se via o líder dos templários em ação, somente o seu filho, Bernard, e o rei Orion, que estavam a enfrentar com dificuldade os piogres e os cavaleiros Nanten de Zeltenia. A Mão da Justiça Divina estava a tramar uma invasão ao castelo dos Traggoras em Limberry.
Ilustração 05: O espírito da imperatriz Hedellas Marion surge para tratar as feridas e alertar Mellina Aragon dos perigos da guerra.
Mellina em seus delírios febris teve a impressão de quem estava lhe tratando era Hadellas. Dias depois, a cavaleira rúnica estava melhor, e próximo a sua cama um feixe de luz que transpassava as grandes cortinas entreabertas sob os janelões ao fundo do quarto iluminavam uma cadeira, e davam forma a um ser brilhante que ali estava sentado a bordar. Tardou para que ela reconhecesse as silhuetas e as feições da imperatriz jazida meses atrás. Ela estava estupefata, mas antes que dissesse algo, o espírito da amiga gesticulou que nada era preciso ser dito, e que prestasse atenção no que iria lhe dizer:
“Mia, se você ama mesmo a Orion faça com que ele desista desta guerra...”
“Ele e o barão são meros peões em uma guerra equivocada e de proporções trágicas...”
“O tempo não mudará os fatos, pois, os propósitos são atemporais e malévolos...”
O espírito da rainha desapareceu antes que a cavaleira rúnica pudesse dizer algo. Contudo, Mellina percebeu que a Pedra do Zodíaco de Áries havia sido roubada de seu leito em algum momento, e convicta acreditou que aquilo poderia ter sido algum tipo de truque da condessa Traggora, pois, o barão Zelmurg queria a pedra sagrada. E ainda, não satisfeito somente com o furto, ele queria enfraquecer as linhas de Orion semeando discórdia entre seus aliados.
Ilustração 06: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice e líder da Aliança da Maestria das Clavas.
Orion de posse da espada Excalippur – uma cópia poderosa da lendária espada dos épicos arturianos -, enfrentou o cavaleiro Frater Adias na cidade Zaland no reino de Lionel, semanas depois de ter perdido um confronto direto com ele nas fronteiras de Limberry. Uma batalha árdua na qual o ex-líder dos cavaleiros rúnicos conseguiu matar o templário Bernard Pádua, mas que resultou em sua morte pelas mãos do imperador de Ivalice.
O Barão Zelmurg havia contratado os serviços de Karz, A Lenda, e a Companhia Bart para roubarem do leito de Mellina a Pedra do Zodíaco de Áries. Contudo, Diórgines descobriu a tempo, e renegociou em uma proposta irrecusável a vida dos ladinos pela pedra furtada, eles a entregaram sem pestanejarem diante do lucavi. O líder dos templários sabia que seu filho havia nascido sobre o alinhamento do signo de Áries, portanto, era sua intenção levar até ele a pedra sagrada para juntos tomarem o castelo dos Traggoras.
Ilustração 07: Karz, A Lenda e Líder da Companhia Bart. Contratado por Zelmurg para furtar a Pedra do Zodíaco de Áries do leito de Mallina Aragon.
Diórgines pressentiu a morte de seu filho, e partiu imediatamente em direção a Zaland. No entanto, ele chegou tardiamente ao local, e não conseguiu ressuscitar seu filho com o seu poder clerical. Sob a forma do Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, ele culpou a Orion por aquele mal, e, antes que uma batalha se iniciasse entre os aliados, a Pedra do Zodíaco de Áries brilhou de maneira consistente e flutuou em direção a Bernard repousando sobre o seu peito, que miraculosamente segundos depois o reviveu para satisfação plena de seu pai.
Orion ficou sem entender o que a Pedra do Zodíaco de Áries fazia com o líder dos templários. Mas antes que ele pudesse questionar algo, Diórgines deu ordem aos seus cavaleiros que se dirigissem ao Castelo dos Traggoras no reino vizinho de Limberry para uma grande investida. O rei de Lesalia conseguiu se apossar da Pedra do Zodíaco de Leão e da Lança Longibunne, contudo, ele compreendeu que Mellina pudesse ter morrido, e, com pesar marchou em direção a Lesalia com um reduzido destacamento de cavaleiros Hotuken, e antes de partir, deu ordem aos demais para que tornasse Lionel um reino aliado das forças de unificação do império.
Mellina Aragon vai ao encontro de Eva Deravon na gruta do druida que havia a acolhido e tratado de seus ferimentos, contudo, está última estava muito debilitada, e saberia que não resistiria por muito tempo com tantas sequelas. A serva da rainha Hedellas lhe falou sobre as palavras que ao longo dos dias em que esteve a cuidar de sua majestade ela falou de maneira tão clara e com uma sombria vivacidade. E, por fim, relatou o que havia lhe ocorrido tão tragicamente; A cavaleira estava compadecida da dor e da lealdade da serva, entretanto, tomado por um gesto assassínio inerente a sua vontade, a princesa findou a vida de todos que ali estavam. A cavaleira confusa fugiu do local estarrecida com o seu gesto macabro.
No enterro de Hedellas Marion houve uma comoção generalizada em todo império de Ivalice, e este sentimento se estendeu para muitos outros lugares que viam a esta rainha com grande estima. Para o rei Orion Colesffar Hyral que sustentou uma falsa emoção de pesar ao longo do velório, em seu íntimo tratava-se de um alívio, pois, sabia que o caminho dele e de Mellina estariam livres a partir de então. Nem mesmo nesta funesta ocasião, o monarca e Diórgines Pádua deixaram de falar sobre alguns aspectos da guerra que estava a se precipitar sobre o continente, e de que um poder superior estaria a lhes favorecer muito além de suas tropas: um dos Bravos do Zodíaco teria se juntado a causa da unidade do império.
Semanas depois - no inicio do outono do ano de 673 da era do Escorpião -, Mellina convenceu seu pai, o rei Durman Aragon de Fovoham, a se aliar a Orion e a Igreja na Guerra dos Legados, que foi marcada com a descoberta do assassinato do Bispo Elevedo Teccelar pelo Sindicato das Lâminas – um grupo de mercenários e assassinos financiados pelo barão Lucca Dorea Zelmurg.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder da Aliança da Derrocada das Clavas para o fim do Império de Ivalice.
Embora o barão tivesse financiado inicialmente o bando e por muitas vezes contratado os serviços de Rovell Curse e o Sindicato das Lâminas, ele nada sabia sobre o que eles faziam ou deixavam de fazer. De fato, Zelmurg nada tinha haver com o assassínio do bispo Teccelar, mas deixou que recaísse sobre ele o fardo, pois, cedo ou tarde a guerra teria de ter inicio, então que fosse esse o fato a desencadeá-la.
Tempos depois, o barão Zelmurg esteve com o rei de Fovoham em uma reunião sigilosa, contudo, o Líder da Derrocada das Clavas desconfiou que Durman estivesse sobre algum tipo de influência, assim como também Frater Adias que o acompanhou nesta comitiva, que desconheceu a postura do soberano deste reino diante da exposição de fatos lógicos, e de tudo o que já havia sido acordado entre as partes. Ainda nesta ocasião antes do encerramento da sessão, eles foram surpreendidos com um ataque conciso de Mellina transmutada no Lucavi Velius, O Bruxo Negro, no entanto, a condessa Ledda Traggora que participava disfarçada agiu antes que o pior pudesse ocorrer, conseguindo retirar seus aliados a salvos daquele lugar por meio de sua magia de teletransporte.
Ilustração 03: Frater Adias, ex-líder e Primeiro Cavaleiro da Ordem Rúnica de Fovoham, e líder dos Cavaleiros Nanten.
Os Traggoras ressaltaram a Zelmurg e ao ex-líder dos cavaleiros rúnicos do perigo que havia nas Pedras do Zodíaco, mas que caso não conseguissem enxergar outra maneira de vencer esta guerra sem ter que apelar para as mesmas, então que assim fosse feito. Ambos se transformaram nos Lucavi Baal Zebub, O Senhor das Moscas e no Lucavi Queklain, O Rei Impuro. Eles lhes falaram ainda que é bem provável que venham atrás de Frater Adias para buscar a Pedra do Zodíaco de Leão, pois é o signo do rei Orion, e somente ele para ativar o poder do Lucavi adormecido.
A condessa Ledda Traggora com o seu poder ampliado pela pedra sagrada e tendo a disposição o grimório da bruxa Matoya, conseguiu evocar para alimentar as linhas de frente da Derrocada das Clavas um tipo de golem combatente denominado Piogre. Essas criaturas se dividiam em diversos sub ramificações dentre a espécie, cada qual com as suas respectivas características, mas que em comum apresentavam: lealdade convicta, habilidade em combate, não se cansavam, não tinham fome, não tinham sede, e quando em duelo, lutavam até a morte.
Ilustração 04: Condessa Ledda Traggora de Limberry, Vampira e Arcana.
Não tardou para que o previsto pelos Traggoras acontecesse: Diórgines e Mellina vieram em busca de Frater Adias na localidade de Bedda Sandwaste, para assassina-lo e tomar dele a pedra sagrada. Contudo, o desertor de Fovoham, e líder da Ordem dos Cavaleiros Nanten conforme desígnio do rei de Zeltennia, de posse da Lança Longibunne tornou-se um inimigo mortal, e com isso, conseguiu ferir gravemente a sua antiga discípula transmutada na forma do Lucavi Velius. Os dois se afugentam com a chegada dos Traggoras temendo uma fatalidade.
Após a batalha, Mellina Aragon foi socorrida no palácio de Lesalia, e levada para os aposentos reais para receber os tratamentos devidos. Contudo, o ferimento provocado pela Lança Longibunne era lendário, pois era do tipo que não se regenerava. Mesmo o poder da pedra sagrada não era suficiente para curá-la. Por alguns dias Orion abandonou o seu posto de Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken para ficar na companhia de sua amada, que estava muito febril, a delirar e a ter constantes espasmos de fortes dores. Não suportando tal situação, e a sua incapacidade de poder fazer algo de imediato, o mesmo retomou a liderança de suas tropas a marcha nos limites do reino em direção ao reino de Limberry, pois, o monarca estava disposto a derrotar o ex-líder dos cavaleiros rúnicos como forma de honrar e vingar a futura rainha de Ivalice.
Para piorar a situação, algo de muito estranho estava ocorrendo por todo o reino de Lesalia e regiões adjacentes onde havia devoção a Sto. Ajora Glabados: os clérigos e templários estavam tendo dificuldade para fazer uso de seus poderes divinos, falhando nas bênçãos de cura, proteção e ressurreição. Alguns mais fervorosos entenderam aquilo como desgosto do Deus, desaprovação da guerra e sinal do fim dos tempos.
Para Diórgines o mais importante era obter o grimório de Matoya, e o que de fato o moveu até Bedda Sandwaste naquele episodio desastroso com Mellina. Nos campos de batalha raramente se via o líder dos templários em ação, somente o seu filho, Bernard, e o rei Orion, que estavam a enfrentar com dificuldade os piogres e os cavaleiros Nanten de Zeltenia. A Mão da Justiça Divina estava a tramar uma invasão ao castelo dos Traggoras em Limberry.
Ilustração 05: O espírito da imperatriz Hedellas Marion surge para tratar as feridas e alertar Mellina Aragon dos perigos da guerra.
Mellina em seus delírios febris teve a impressão de quem estava lhe tratando era Hadellas. Dias depois, a cavaleira rúnica estava melhor, e próximo a sua cama um feixe de luz que transpassava as grandes cortinas entreabertas sob os janelões ao fundo do quarto iluminavam uma cadeira, e davam forma a um ser brilhante que ali estava sentado a bordar. Tardou para que ela reconhecesse as silhuetas e as feições da imperatriz jazida meses atrás. Ela estava estupefata, mas antes que dissesse algo, o espírito da amiga gesticulou que nada era preciso ser dito, e que prestasse atenção no que iria lhe dizer:
“Mia, se você ama mesmo a Orion faça com que ele desista desta guerra...”
“Ele e o barão são meros peões em uma guerra equivocada e de proporções trágicas...”
“O tempo não mudará os fatos, pois, os propósitos são atemporais e malévolos...”
O espírito da rainha desapareceu antes que a cavaleira rúnica pudesse dizer algo. Contudo, Mellina percebeu que a Pedra do Zodíaco de Áries havia sido roubada de seu leito em algum momento, e convicta acreditou que aquilo poderia ter sido algum tipo de truque da condessa Traggora, pois, o barão Zelmurg queria a pedra sagrada. E ainda, não satisfeito somente com o furto, ele queria enfraquecer as linhas de Orion semeando discórdia entre seus aliados.
Ilustração 06: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice e líder da Aliança da Maestria das Clavas.
Orion de posse da espada Excalippur – uma cópia poderosa da lendária espada dos épicos arturianos -, enfrentou o cavaleiro Frater Adias na cidade Zaland no reino de Lionel, semanas depois de ter perdido um confronto direto com ele nas fronteiras de Limberry. Uma batalha árdua na qual o ex-líder dos cavaleiros rúnicos conseguiu matar o templário Bernard Pádua, mas que resultou em sua morte pelas mãos do imperador de Ivalice.
O Barão Zelmurg havia contratado os serviços de Karz, A Lenda, e a Companhia Bart para roubarem do leito de Mellina a Pedra do Zodíaco de Áries. Contudo, Diórgines descobriu a tempo, e renegociou em uma proposta irrecusável a vida dos ladinos pela pedra furtada, eles a entregaram sem pestanejarem diante do lucavi. O líder dos templários sabia que seu filho havia nascido sobre o alinhamento do signo de Áries, portanto, era sua intenção levar até ele a pedra sagrada para juntos tomarem o castelo dos Traggoras.
Ilustração 07: Karz, A Lenda e Líder da Companhia Bart. Contratado por Zelmurg para furtar a Pedra do Zodíaco de Áries do leito de Mallina Aragon.
Diórgines pressentiu a morte de seu filho, e partiu imediatamente em direção a Zaland. No entanto, ele chegou tardiamente ao local, e não conseguiu ressuscitar seu filho com o seu poder clerical. Sob a forma do Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, ele culpou a Orion por aquele mal, e, antes que uma batalha se iniciasse entre os aliados, a Pedra do Zodíaco de Áries brilhou de maneira consistente e flutuou em direção a Bernard repousando sobre o seu peito, que miraculosamente segundos depois o reviveu para satisfação plena de seu pai.
Orion ficou sem entender o que a Pedra do Zodíaco de Áries fazia com o líder dos templários. Mas antes que ele pudesse questionar algo, Diórgines deu ordem aos seus cavaleiros que se dirigissem ao Castelo dos Traggoras no reino vizinho de Limberry para uma grande investida. O rei de Lesalia conseguiu se apossar da Pedra do Zodíaco de Leão e da Lança Longibunne, contudo, ele compreendeu que Mellina pudesse ter morrido, e, com pesar marchou em direção a Lesalia com um reduzido destacamento de cavaleiros Hotuken, e antes de partir, deu ordem aos demais para que tornasse Lionel um reino aliado das forças de unificação do império.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Uma verdade inconveniente
Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", e o Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
O templário Diórgines ficou sabendo da repentina partida de Eva Deravon até o reino de Fovoham para relatar previsões da imperatriz a alguém de confiança, com receio de que isso comprometesse os seus planos, ele enviou um grupo para interceptá-la. Antes que a serva da rainha chegasse a capital, a mesma foi abordada pela comitiva de templários, lideradas por Bernard, filho único do Mão da Justiça Divina.
Bernard, tal como o pai era ambicioso, arrogante, e impaciente, sendo assim não tardou em perceber que Eva não estava cooperando por meio de um interrogatório simples, e, logo, ele começou a agir de forma mais suja e truculenta com a prisioneira. Conseguiu retirar a força da jovem serva um pedaço de pano com algo escrito em bordado de sua saia, e não satisfeito com a indisposição demonstrada por ela inicialmente, ele a violou, e a entregou aos demais comparsas para fazerem o mesmo (ao todo dez templários!). Como se não bastasse eles ainda a açoitaram com feridas profundas e a lançaram em um brejo nas proximidades da pequena vila de Hamas.
Ilustração 02: Bernard Padua, Cavaleiro Templário da Ordem de Santo Ajora Glabados, e filho de Diórgines.
Eva teria morrido se o que tivesse para ser dito não fosse de suma importância, e, a sua fé não houvesse lhe ajudado. Durante três dias ela ficou ali lançada à própria sorte, até que surgiu um druida que a levou para sua gruta, e lá pôde ela receber cuidados, contudo, a jovem estava muito debilitada, e tão cedo poderia se locomover, ainda mais, fazer uma viagem até a capital pelos modos convencionais. Desta forma, ela pediu ao seu benfeitor que enviasse uma mensagem até a princesa Mellina que viesse ao encontro dela, algo que à principio ele se mostrou arredio, mas acabou concordando percebendo a profunda dor que havia nos olhos daquela criatura.
Bernard Pádua não conseguia entender muito bem o que significa aquilo disposto nos trapos de Eva, mas sabia muito bem, que seu pai e o bispo entenderiam:
“O Anjo Sangrento conduzira a vitória em uma guerra que significará a derrota para todos”
“Mares de sangue se ergueram em um eclipse de chamas para saciar sua grande sede”
Em Lesalia, Diórgines dispôs alguns homens no castelo real para vigiarem a imperatriz, e, um específico para catalogar tudo que ela viesse a falar naquele estado de enfermidade. Certa tarde o líder dos templários preferiu ele mesmo tomar conta de Hedellas por cerca de algumas horas.
Ilustração 03: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do soberano de Gallione.
Diórgines nunca tolerou o fato de Hedellas ter escolhido à Orion, e não a ele. E a vendo naquela cama de maneira tão bela, dócil e indefesa, sua mende foi tomada por um desejo impulsivo e incontrolável de possui-la pecaminosamente – não percebendo que neste momento a sagrada pedra brilhava dentro da pequena bolsa presa a sua cintura. Ele se lançou sobre a rainha, e sem que a mesma pudesse impedi-lo ou se defender, a mesma foi estuprada. Para evitar qualquer probabilidade de seu ato sinistro ser descoberto, ele ponderou diversas formas de fazê-lo, no entanto, ele estava transtornado, e a assassina-la era a única coisa sensata que lhe ocorria naquele momento, e assim o fez por meio de seu ritual de Clamor Divino dos Puros enviando a alma da esposa de Orion direto para o céu, Quanto ao o que alegar, ele já tinha em mente algum tipo de possessão demoníaca de proporções desmedidas.
Mesmo estando Hedellas vivendo uma enfermidade, Orion e Mellina continuavam a se encontrar para viver um amor tórrido e proibido, inclusive para igreja. Por mais que a cavaleira rúnica se julgasse culpada por ceder aos apelos do imperador de Ivalice, tudo que os dois estavam a viver era intenso demais a seu ver, e para isso estava a sacrificar a amizade de anos que tinha para com a esposa de seu amante.
Orion informou a Mellina sobre a Pedra do Zodíaco de Áries, e, conhecendo o signo sob o qual ela havia nascido, estava ele disposto a entrega-la, desde que lutasse nas suas linhas, e convencesse seu pai a também fazê-lo, o rei de Fovoham. Ela queria estar ao lado de seu amante, mas sabia que esta guerra não seria benéfica, sobretudo, para os reinos ao leste. E em uma de suas últimas conversas com a rainha Hedellas, a mesma havia lhe falado do quão perigoso lhe parecia este estreitamento de laços entre o imperador e a igreja, e ainda, como reinos tão adversos poderiam se manter unidos por tanto tempo em uma aliança imperial tão prejudicial. Uma das últimas palavras da majestade para com a cavaleira foi:
“Um sino de traição pende sobre as nossas cabeças, minha amiga, e antes do badalar final, muitas desgraças ocorreram”.
Quando Bernard retornou com o seu destacamento à cidade forte dos templários no reino de Lesalia, ele não encontrou seu pai, mas o bispo Elevedo. O sumo sacerdote estava a se preparar para partir rumo a capital, pois pressentiu que algo de muito grave estava acontecendo, contudo, ele foi abordado pelo jovem templário que lhe pediu orientação quanto o que fazer com o item que havia adquirido em sua última missão: um pedaço de pano com palavras da rainha Hedellas que estava de posse de sua serva fiel. Ao tomar conhecimento do tecido bordado, e dos versos contidas nele, rosto daquele homem se transmutou repentinamente em espanto e terror.
Ilustração 04: Elevedo Teccelar, Sumo Sacerdote da Igreja de Santo Ajora Gablados.
O bispo partiu abruptamente em direção a capital do império. Preocupado, Bernard foi junto com ele, porém nenhum dos dois trocou palavras sobre o assunto. O templário confuso achava que havia se precipitado quanto ao que havia relatado a Elevedo, e, temia pelo pior caso o pai tomasse conhecimento do resultado de sua missão pela boca deste último, mas, se conteve tentando seguir os passos do velho.
Na capital eles se dirigiram diretamente a Catedral, Elevedo estava transtornado e tremia. Bernard nunca havia visto aquele homem daquela maneira. Ambos foram até as profundezas do lugar, no saguão dos tesouros para averiguar algo, mas o jovem pasmo com infindável quantidade de livros e tesouros nada pode fazer para ajuda-lo, pois, o ancião nada dizia. O bispo revirava livros, pergaminhos, armários e baús. À medida que as possibilidades se esgotavam de achar o que queria, ele ficava ainda mais estarrecido e furioso. Por fim, concluiu que a Pedra do Zodíaco de Virgem havia sido roubada da sala de tesouros!
O bispo em um acesso de fúria atacou Bernard, e, acusou sua linhagem de alta-traição. Elevedo iria mata-lo ali mesmo, e, depois iria atrás de Diórgines – seu pai -, porém, seus planos foram interrompidos quando o líder dos templários surgiu acompanhado de alguns outros cavaleiros.
A face de Diórgines Pádua estava transfigurada em uma mescla estranha que tornava impossível distinguir se aquilo se tratava de um rosto humano e que tipo de emoção sentia. A voz daquela criatura também soou em eco e profunda: “Basta, Elevedo! Não preciso mais de você e de seus poderes políticos”. O bispo tomou coragem e partiu para cima do templário munido de um punhal, no entanto, por mais forte que fosse o sumo sacerdote, o primeiro estava de posse da Pedra do Zodíaco de Virgem que brilhava em sua mão intensamente. O líder dos cavaleiros templários se transformou na forma do Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, e pôs fim aquela repentinamente aquela batalha.
Antes de morrer o bispo proferiu suas últimas palavras para Pádua e seus aliados:
“Estás a cometer o mesmo erro de Vormav Tingel... O poder da pedra é incontrolável... Não vencerá no final, Pádua...”.
Bernard relatou ao pai o que havia acontecido até ali, e, retirou das vestimentas do bispo o pedaço de pano que ele tinha apanhado de Eva, e que a mesma havia bordado com as palavras da princesa. Diórgines ao ler aquelas palavras riu de jeito soberano e impávido nas profundezas da Catedral.
O templário Diórgines ficou sabendo da repentina partida de Eva Deravon até o reino de Fovoham para relatar previsões da imperatriz a alguém de confiança, com receio de que isso comprometesse os seus planos, ele enviou um grupo para interceptá-la. Antes que a serva da rainha chegasse a capital, a mesma foi abordada pela comitiva de templários, lideradas por Bernard, filho único do Mão da Justiça Divina.
Bernard, tal como o pai era ambicioso, arrogante, e impaciente, sendo assim não tardou em perceber que Eva não estava cooperando por meio de um interrogatório simples, e, logo, ele começou a agir de forma mais suja e truculenta com a prisioneira. Conseguiu retirar a força da jovem serva um pedaço de pano com algo escrito em bordado de sua saia, e não satisfeito com a indisposição demonstrada por ela inicialmente, ele a violou, e a entregou aos demais comparsas para fazerem o mesmo (ao todo dez templários!). Como se não bastasse eles ainda a açoitaram com feridas profundas e a lançaram em um brejo nas proximidades da pequena vila de Hamas.
Ilustração 02: Bernard Padua, Cavaleiro Templário da Ordem de Santo Ajora Glabados, e filho de Diórgines.
Eva teria morrido se o que tivesse para ser dito não fosse de suma importância, e, a sua fé não houvesse lhe ajudado. Durante três dias ela ficou ali lançada à própria sorte, até que surgiu um druida que a levou para sua gruta, e lá pôde ela receber cuidados, contudo, a jovem estava muito debilitada, e tão cedo poderia se locomover, ainda mais, fazer uma viagem até a capital pelos modos convencionais. Desta forma, ela pediu ao seu benfeitor que enviasse uma mensagem até a princesa Mellina que viesse ao encontro dela, algo que à principio ele se mostrou arredio, mas acabou concordando percebendo a profunda dor que havia nos olhos daquela criatura.
Bernard Pádua não conseguia entender muito bem o que significa aquilo disposto nos trapos de Eva, mas sabia muito bem, que seu pai e o bispo entenderiam:
“O Anjo Sangrento conduzira a vitória em uma guerra que significará a derrota para todos”
“Mares de sangue se ergueram em um eclipse de chamas para saciar sua grande sede”
Em Lesalia, Diórgines dispôs alguns homens no castelo real para vigiarem a imperatriz, e, um específico para catalogar tudo que ela viesse a falar naquele estado de enfermidade. Certa tarde o líder dos templários preferiu ele mesmo tomar conta de Hedellas por cerca de algumas horas.
Ilustração 03: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do soberano de Gallione.
Diórgines nunca tolerou o fato de Hedellas ter escolhido à Orion, e não a ele. E a vendo naquela cama de maneira tão bela, dócil e indefesa, sua mende foi tomada por um desejo impulsivo e incontrolável de possui-la pecaminosamente – não percebendo que neste momento a sagrada pedra brilhava dentro da pequena bolsa presa a sua cintura. Ele se lançou sobre a rainha, e sem que a mesma pudesse impedi-lo ou se defender, a mesma foi estuprada. Para evitar qualquer probabilidade de seu ato sinistro ser descoberto, ele ponderou diversas formas de fazê-lo, no entanto, ele estava transtornado, e a assassina-la era a única coisa sensata que lhe ocorria naquele momento, e assim o fez por meio de seu ritual de Clamor Divino dos Puros enviando a alma da esposa de Orion direto para o céu, Quanto ao o que alegar, ele já tinha em mente algum tipo de possessão demoníaca de proporções desmedidas.
Mesmo estando Hedellas vivendo uma enfermidade, Orion e Mellina continuavam a se encontrar para viver um amor tórrido e proibido, inclusive para igreja. Por mais que a cavaleira rúnica se julgasse culpada por ceder aos apelos do imperador de Ivalice, tudo que os dois estavam a viver era intenso demais a seu ver, e para isso estava a sacrificar a amizade de anos que tinha para com a esposa de seu amante.
Orion informou a Mellina sobre a Pedra do Zodíaco de Áries, e, conhecendo o signo sob o qual ela havia nascido, estava ele disposto a entrega-la, desde que lutasse nas suas linhas, e convencesse seu pai a também fazê-lo, o rei de Fovoham. Ela queria estar ao lado de seu amante, mas sabia que esta guerra não seria benéfica, sobretudo, para os reinos ao leste. E em uma de suas últimas conversas com a rainha Hedellas, a mesma havia lhe falado do quão perigoso lhe parecia este estreitamento de laços entre o imperador e a igreja, e ainda, como reinos tão adversos poderiam se manter unidos por tanto tempo em uma aliança imperial tão prejudicial. Uma das últimas palavras da majestade para com a cavaleira foi:
“Um sino de traição pende sobre as nossas cabeças, minha amiga, e antes do badalar final, muitas desgraças ocorreram”.
Quando Bernard retornou com o seu destacamento à cidade forte dos templários no reino de Lesalia, ele não encontrou seu pai, mas o bispo Elevedo. O sumo sacerdote estava a se preparar para partir rumo a capital, pois pressentiu que algo de muito grave estava acontecendo, contudo, ele foi abordado pelo jovem templário que lhe pediu orientação quanto o que fazer com o item que havia adquirido em sua última missão: um pedaço de pano com palavras da rainha Hedellas que estava de posse de sua serva fiel. Ao tomar conhecimento do tecido bordado, e dos versos contidas nele, rosto daquele homem se transmutou repentinamente em espanto e terror.
Ilustração 04: Elevedo Teccelar, Sumo Sacerdote da Igreja de Santo Ajora Gablados.
O bispo partiu abruptamente em direção a capital do império. Preocupado, Bernard foi junto com ele, porém nenhum dos dois trocou palavras sobre o assunto. O templário confuso achava que havia se precipitado quanto ao que havia relatado a Elevedo, e, temia pelo pior caso o pai tomasse conhecimento do resultado de sua missão pela boca deste último, mas, se conteve tentando seguir os passos do velho.
Na capital eles se dirigiram diretamente a Catedral, Elevedo estava transtornado e tremia. Bernard nunca havia visto aquele homem daquela maneira. Ambos foram até as profundezas do lugar, no saguão dos tesouros para averiguar algo, mas o jovem pasmo com infindável quantidade de livros e tesouros nada pode fazer para ajuda-lo, pois, o ancião nada dizia. O bispo revirava livros, pergaminhos, armários e baús. À medida que as possibilidades se esgotavam de achar o que queria, ele ficava ainda mais estarrecido e furioso. Por fim, concluiu que a Pedra do Zodíaco de Virgem havia sido roubada da sala de tesouros!
O bispo em um acesso de fúria atacou Bernard, e, acusou sua linhagem de alta-traição. Elevedo iria mata-lo ali mesmo, e, depois iria atrás de Diórgines – seu pai -, porém, seus planos foram interrompidos quando o líder dos templários surgiu acompanhado de alguns outros cavaleiros.
A face de Diórgines Pádua estava transfigurada em uma mescla estranha que tornava impossível distinguir se aquilo se tratava de um rosto humano e que tipo de emoção sentia. A voz daquela criatura também soou em eco e profunda: “Basta, Elevedo! Não preciso mais de você e de seus poderes políticos”. O bispo tomou coragem e partiu para cima do templário munido de um punhal, no entanto, por mais forte que fosse o sumo sacerdote, o primeiro estava de posse da Pedra do Zodíaco de Virgem que brilhava em sua mão intensamente. O líder dos cavaleiros templários se transformou na forma do Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, e pôs fim aquela repentinamente aquela batalha.
Antes de morrer o bispo proferiu suas últimas palavras para Pádua e seus aliados:
“Estás a cometer o mesmo erro de Vormav Tingel... O poder da pedra é incontrolável... Não vencerá no final, Pádua...”.
Bernard relatou ao pai o que havia acontecido até ali, e, retirou das vestimentas do bispo o pedaço de pano que ele tinha apanhado de Eva, e que a mesma havia bordado com as palavras da princesa. Diórgines ao ler aquelas palavras riu de jeito soberano e impávido nas profundezas da Catedral.
quinta-feira, 8 de março de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Os presságios da rainha quanto à guerra
A imperatriz Hedellas Marion - esposa do soberano Orion e irmã do rei de Gallione -, costumava ter presságios futuros por meio de sonhos. E suas visões eram tão intrigantes quanto atormentadoras que sua reputação se estendia por todo continente.
Ilustração 01: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do Rei de Gallione.
Desde que o grande imperador de Ivalice intensificou suas reuniões com o bispo Elevedo e o templário Diórgines para tratar da continuidade da unidade do Império, a rainha mor sucumbiu inicialmente a um estado de letargia onde dormia mais da metade do dia, e, posteriormente, a um coma sobrenatural, no qual ela murmurava, falava e gritava raramente palavras inteligíveis. Uma de suas mais leais servas, Eva Daravon, que a princípio a vigiava e cuidava com zelo impecável, passou a tomar nota secretamente das expressões que a enferma dizia em seus momentos de delírios.
Ilustração 02: Eva Deravon, serva leal da Rainha Mor Hedellas Marion.
Eva começou a temer algumas das palavras proferidas pela imperatriz quando elas começaram a fazer sentido, e, principalmente, quando algumas estavam se tornando fatos. Ela não tentou recorrer ao imperador, pois o mesmo já não era tão presente no palácio, e há muito tempo não procurava se informar pessoalmente quanto ao estado de saúde de sua esposa, que ficava alocada em um quarto separado. Sua única esperança era contatar a melhor amiga da rainha, a princesa Mellina Aragon do reino de Fovoham, para relatar tudo que Hedellas havia previsto quanto a Guerra dos Legados.
Ilustração 01: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do Rei de Gallione.
Desde que o grande imperador de Ivalice intensificou suas reuniões com o bispo Elevedo e o templário Diórgines para tratar da continuidade da unidade do Império, a rainha mor sucumbiu inicialmente a um estado de letargia onde dormia mais da metade do dia, e, posteriormente, a um coma sobrenatural, no qual ela murmurava, falava e gritava raramente palavras inteligíveis. Uma de suas mais leais servas, Eva Daravon, que a princípio a vigiava e cuidava com zelo impecável, passou a tomar nota secretamente das expressões que a enferma dizia em seus momentos de delírios.
Ilustração 02: Eva Deravon, serva leal da Rainha Mor Hedellas Marion.
Eva começou a temer algumas das palavras proferidas pela imperatriz quando elas começaram a fazer sentido, e, principalmente, quando algumas estavam se tornando fatos. Ela não tentou recorrer ao imperador, pois o mesmo já não era tão presente no palácio, e há muito tempo não procurava se informar pessoalmente quanto ao estado de saúde de sua esposa, que ficava alocada em um quarto separado. Sua única esperança era contatar a melhor amiga da rainha, a princesa Mellina Aragon do reino de Fovoham, para relatar tudo que Hedellas havia previsto quanto a Guerra dos Legados.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - A Igreja, os templários, e um interesse vil
Uma das alianças mais importantes do imperador Orion de Ivalice era a estabelecida com a Igreja de Santo Ajora Glabados, contudo, os interesses da mesma sobressaiam aos planos do líder dos Cavaleiros Hotuken.
A frente dos Cavaleiros Templários estava Diórgines Pádua, alguém temido nos frontes de batalhas, e que como líder do movimento inquisidor, denominado Santa Mão de Deus, semeou entre muitos um terror sem precedentes. Tamanho era o seu poder dentro da ordem eclesiástica que mesmo com o consenso do supremo sacerdote - o bispo Elevedo Teccelar -, ainda sim, era necessário ter o aval dele para que algumas ações de relevada importância acontecessem. Muitos se curvavam diante da sua presença, sobretudo, os devotos da santa igreja que o encaravam como A Mão da Justiça Divina, e dele recorriam a favores e aconselhamentos. Ele ordenava massacres como os Festins de Caça as Bruxas de maneira deliberada e sem datas predefinidas.
Para o bispo Elevedo Tecellar era vital a continuidade da unidade do império de Ivalice neste momento em que era pujante o crescente poder da igreja, pois, era de seu interesse o cargo de autoridade máxima da nação de Ivalice, tanto no âmbito religioso como no politico. Entretanto, esse desejo de liderança do bispo confrontava diretamente e secretamente com as ambições do segundo homem da igreja, o primeiro cavaleiro templário, Diórgines Pádua. O primeiro temia o segundo, e o segundo, o via como uma figura emblemática, todavia, respeitavam-se mutuamente. Com o império unido, seria questão de tempo à imposição de uma única fé, e, logo, consequentemente todos os demais crédulos seriam banidos da face do continente.
Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
A igreja via o Barão Zelmurg e a sua aliança com os Traggoras como algo demoníaco e blasfemo a ordem divina, e que em função disso os chamaram de Cavaleiros do Apocalipse.
Diórgines recebeu com furor e extremo desgosto a notícia de que Ledda havia alcançado recentemente o grimório da bruxa Matoya, antes dele. Há muito tempo ele gostaria de ter declarado uma caçada contra o conde e a condessa, contudo, o reino de Limberry não reconhecia o poder da igreja com tamanha veemência como os de Gallione, Fovoham e Lesalia, permitindo inclusive o culto a outros divindades, dentre eles, a veneração a Grande Mãe. O desprezo do cavaleiro da Mão da Justiça Divina era tanto para com as outras religiões, que entre a ordem dos templários havia sigilosamente uma permissão prévia para eliminar todos os hereges, e para isso, eles articulavam e criavam provas que sustentassem as suas letais ações.
O líder dos templários havia encontrado dentre os tesouros da igreja uma das sagradas pedras, a Pedra do Zodíaco de Virgem, e junto a ela, manuscritos secretos que tratavam da Guerra dos Leões onde em uma rápida leitura pode ele perceber várias passagens que mencionavam sobre um poder grandioso e incontrolável que advinha do artefato, o que fez com que Diórgines tivesse receio em utilizá-lo em um primeiro momento, mas isso passou ao tomar conhecimento das palavras de Malak Galthana (filho de criação do mago Barinten) que dizia “O poder da pedra depende do coração daquele que a usa...”. Para o templário esse ponto ficou subentendido como “...as intenções de quem a possui”.
A frente dos Cavaleiros Templários estava Diórgines Pádua, alguém temido nos frontes de batalhas, e que como líder do movimento inquisidor, denominado Santa Mão de Deus, semeou entre muitos um terror sem precedentes. Tamanho era o seu poder dentro da ordem eclesiástica que mesmo com o consenso do supremo sacerdote - o bispo Elevedo Teccelar -, ainda sim, era necessário ter o aval dele para que algumas ações de relevada importância acontecessem. Muitos se curvavam diante da sua presença, sobretudo, os devotos da santa igreja que o encaravam como A Mão da Justiça Divina, e dele recorriam a favores e aconselhamentos. Ele ordenava massacres como os Festins de Caça as Bruxas de maneira deliberada e sem datas predefinidas.
Para o bispo Elevedo Tecellar era vital a continuidade da unidade do império de Ivalice neste momento em que era pujante o crescente poder da igreja, pois, era de seu interesse o cargo de autoridade máxima da nação de Ivalice, tanto no âmbito religioso como no politico. Entretanto, esse desejo de liderança do bispo confrontava diretamente e secretamente com as ambições do segundo homem da igreja, o primeiro cavaleiro templário, Diórgines Pádua. O primeiro temia o segundo, e o segundo, o via como uma figura emblemática, todavia, respeitavam-se mutuamente. Com o império unido, seria questão de tempo à imposição de uma única fé, e, logo, consequentemente todos os demais crédulos seriam banidos da face do continente.
Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
A igreja via o Barão Zelmurg e a sua aliança com os Traggoras como algo demoníaco e blasfemo a ordem divina, e que em função disso os chamaram de Cavaleiros do Apocalipse.
Diórgines recebeu com furor e extremo desgosto a notícia de que Ledda havia alcançado recentemente o grimório da bruxa Matoya, antes dele. Há muito tempo ele gostaria de ter declarado uma caçada contra o conde e a condessa, contudo, o reino de Limberry não reconhecia o poder da igreja com tamanha veemência como os de Gallione, Fovoham e Lesalia, permitindo inclusive o culto a outros divindades, dentre eles, a veneração a Grande Mãe. O desprezo do cavaleiro da Mão da Justiça Divina era tanto para com as outras religiões, que entre a ordem dos templários havia sigilosamente uma permissão prévia para eliminar todos os hereges, e para isso, eles articulavam e criavam provas que sustentassem as suas letais ações.
O líder dos templários havia encontrado dentre os tesouros da igreja uma das sagradas pedras, a Pedra do Zodíaco de Virgem, e junto a ela, manuscritos secretos que tratavam da Guerra dos Leões onde em uma rápida leitura pode ele perceber várias passagens que mencionavam sobre um poder grandioso e incontrolável que advinha do artefato, o que fez com que Diórgines tivesse receio em utilizá-lo em um primeiro momento, mas isso passou ao tomar conhecimento das palavras de Malak Galthana (filho de criação do mago Barinten) que dizia “O poder da pedra depende do coração daquele que a usa...”. Para o templário esse ponto ficou subentendido como “...as intenções de quem a possui”.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - O prelúdio da Guerra dos Legados
No ano de 672 da era do Escorpião, uma nova guerra de proporções épicas estava prestes a iniciar no continente imperial de Ivalice, onde os seis reinos que formavam o império continental há séculos por meio do Tratado de Yudora, ou como era popularmente conhecido, o Tratado das Clavas de Nomes, agora se moviam sorrateiramente e se organizavam em dois lados de forças opositoras: A Maestria das Clavas e A Derrocada das Clavas.
A Maestria das Clavas, forças pela unidade.
O rei do reino de Lesalia, e também imperador de Ivalice, Orion Colesffar Hyral, liderava as hordas imperiais que defendiam de maneira aguerrida a continuidade da unificação dos seis reinos, e também os interesses da igreja de Santo Ajora Glabados.
Ilustração 01: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice, Rei de Lesalia e Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken.
Para o rei Orion há cerca de pouco tempo foi lhe presenteado, por um servo leal e desconhecido, a Pedra do Zodíaco de Áries, cujo, ele pretendia brindar a sua amante, a princesa Mellina Aragon, primeira amazona da Ordem de Cavalaria Rúnica, e, sobretudo, filha do rei de Fovoham – Durman Aragon -, a quem via como um aliado estratégico nesta guerra que se precipitava. Contudo, para ele a Ordem de Cavalaria Imperial dos Hotuken que estavam sob a sua liderança direta, e a Ordem dos Templários de Santo Ajora Glabados, formavam juntas uma força superior de combate suficiente para dar cabo desta revolta, contudo, o que estava disposto a fazer era calar por vez a voz de todos que se opusessem aos seus interesses e da santa igreja, e, quanto a isso, somente algo lhe vinha à mente: convocar os Bravos do Zodíaco, mas, para tornar isso possível seria necessário reunir as doze pedras sagradas mais uma vez, conforme mencionado nos antigos manuscritos.
A Derrocada das Clavas, forças divisoras.
O barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia foi quem primeiramente se mobilizou e fomentou a instituição desta força de coalizão contra o crescente poderio da igreja que estava interferindo nos assuntos políticos e econômicos do estado, e, principalmente, pelo fim da unificação dos reinos – ou seja, a queda do império -, uma vez que, algumas questões mercantis estavam se tornando insustentáveis, tais como: a regulamentação da produção por região, a quantidade a ser produzida, a definição de tabelas de valores para a comercialização, e, por fim, a obrigatoriedade de aquisição de quotas de tudo que era produzido no império, por cada um dos reinos membros, independente de suas condições financeiras e necessidades.
O barão Zelmurg e seus asseclas compreendiam que guerrear pela independência e a soberania dos reinos era vital, ou seja, o fim do Tratado da Clava dos Nomes deveria prevalecer a qualquer preço, pois, a unidade do império se mostrou desfavorável para muitos, sobretudo, ao seu reino, com o discorrer das últimas duas décadas, onde dívidas surgiram e se acumularam em função da aquisição de quota de produtos aos quais não se tinha necessidade, e, que posteriormente, essas mesmas tiveram de ser redistribuídas entre os nobres e a população por meio de mais impostos.
A irá do barão tomou proporções maiores quando ele soube por meio de fontes confiáveis, minuciosos e obscuros, detalhes sobre a derradeira história a respeito da Guerra dos Leões, e, principalmente, do verdadeiro herói que foi sentenciado como “herege”, Ramza Beoulve. Sua fonte teria tido acesso a raríssimos manuscritos do Relato de Durai, que foram escritos orginalmente por Sir Olan Durai.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder do movimento opositor a unificação dos reinos de Ivalice.
Para o lado da Derrocada das Clavas, Zelmurg conseguiu trazer o próprio rei de Zeltennia - o jovem Phillip Scort -, e com este último, os demais membros de sua corte que lhe eram fiéis, e a Ordem de Cavalaria Nanten. Havia ainda as alianças estabelecidas com os reis de Limberry e Fovoham - este último ainda de maneira muito duvidosa, em função do envolvimento da filha dele com o seu inimigo arqui-inimigo, o imperador de Ivalice. Com exceção dos reis, o barão tinha como os mais importantes aliados: o conde Vilmor Traggora, que era altamente influente em seu reino, Limbrerry, e também detinha a Pedra do Zodíaco de Câncer; a condessa Ledda Traggora possuidora do grimório da lendária bruxa Matoya, e da Pedra do Zodíaco de Escorpião; e, por fim, Frater Adias, o desertor da corte, ex-líder de tropas e primeiro cavaleiro da Ordem de Cavalaria Rúnica de Fovoham, e, que tinha entre seus pertences a Lança de Longibunne e a Pedra do Zodíaco de Leão.
Zelmurg tomou conhecimento daquilo que o imperador Orion e os demais membros da Maestria das Clavas guardavam para ele, e, em paralelo, sem se deixar abater ou intimidar, ele seguiu com as suas ações para trazer mais adeptos a sua causa. Constitui assim, um grupo formado por leais soldados denominados a Confraria das Pérolas que tinham como objetivo buscarem pelas sagradas pedras ou quaisquer tipos de informações concretas que pudessem levar ao paradeiro delas.
A Maestria das Clavas, forças pela unidade.
O rei do reino de Lesalia, e também imperador de Ivalice, Orion Colesffar Hyral, liderava as hordas imperiais que defendiam de maneira aguerrida a continuidade da unificação dos seis reinos, e também os interesses da igreja de Santo Ajora Glabados.
Ilustração 01: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice, Rei de Lesalia e Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken.
Para o rei Orion há cerca de pouco tempo foi lhe presenteado, por um servo leal e desconhecido, a Pedra do Zodíaco de Áries, cujo, ele pretendia brindar a sua amante, a princesa Mellina Aragon, primeira amazona da Ordem de Cavalaria Rúnica, e, sobretudo, filha do rei de Fovoham – Durman Aragon -, a quem via como um aliado estratégico nesta guerra que se precipitava. Contudo, para ele a Ordem de Cavalaria Imperial dos Hotuken que estavam sob a sua liderança direta, e a Ordem dos Templários de Santo Ajora Glabados, formavam juntas uma força superior de combate suficiente para dar cabo desta revolta, contudo, o que estava disposto a fazer era calar por vez a voz de todos que se opusessem aos seus interesses e da santa igreja, e, quanto a isso, somente algo lhe vinha à mente: convocar os Bravos do Zodíaco, mas, para tornar isso possível seria necessário reunir as doze pedras sagradas mais uma vez, conforme mencionado nos antigos manuscritos.
A Derrocada das Clavas, forças divisoras.
O barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia foi quem primeiramente se mobilizou e fomentou a instituição desta força de coalizão contra o crescente poderio da igreja que estava interferindo nos assuntos políticos e econômicos do estado, e, principalmente, pelo fim da unificação dos reinos – ou seja, a queda do império -, uma vez que, algumas questões mercantis estavam se tornando insustentáveis, tais como: a regulamentação da produção por região, a quantidade a ser produzida, a definição de tabelas de valores para a comercialização, e, por fim, a obrigatoriedade de aquisição de quotas de tudo que era produzido no império, por cada um dos reinos membros, independente de suas condições financeiras e necessidades.
O barão Zelmurg e seus asseclas compreendiam que guerrear pela independência e a soberania dos reinos era vital, ou seja, o fim do Tratado da Clava dos Nomes deveria prevalecer a qualquer preço, pois, a unidade do império se mostrou desfavorável para muitos, sobretudo, ao seu reino, com o discorrer das últimas duas décadas, onde dívidas surgiram e se acumularam em função da aquisição de quota de produtos aos quais não se tinha necessidade, e, que posteriormente, essas mesmas tiveram de ser redistribuídas entre os nobres e a população por meio de mais impostos.
A irá do barão tomou proporções maiores quando ele soube por meio de fontes confiáveis, minuciosos e obscuros, detalhes sobre a derradeira história a respeito da Guerra dos Leões, e, principalmente, do verdadeiro herói que foi sentenciado como “herege”, Ramza Beoulve. Sua fonte teria tido acesso a raríssimos manuscritos do Relato de Durai, que foram escritos orginalmente por Sir Olan Durai.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder do movimento opositor a unificação dos reinos de Ivalice.
Para o lado da Derrocada das Clavas, Zelmurg conseguiu trazer o próprio rei de Zeltennia - o jovem Phillip Scort -, e com este último, os demais membros de sua corte que lhe eram fiéis, e a Ordem de Cavalaria Nanten. Havia ainda as alianças estabelecidas com os reis de Limberry e Fovoham - este último ainda de maneira muito duvidosa, em função do envolvimento da filha dele com o seu inimigo arqui-inimigo, o imperador de Ivalice. Com exceção dos reis, o barão tinha como os mais importantes aliados: o conde Vilmor Traggora, que era altamente influente em seu reino, Limbrerry, e também detinha a Pedra do Zodíaco de Câncer; a condessa Ledda Traggora possuidora do grimório da lendária bruxa Matoya, e da Pedra do Zodíaco de Escorpião; e, por fim, Frater Adias, o desertor da corte, ex-líder de tropas e primeiro cavaleiro da Ordem de Cavalaria Rúnica de Fovoham, e, que tinha entre seus pertences a Lança de Longibunne e a Pedra do Zodíaco de Leão.
Zelmurg tomou conhecimento daquilo que o imperador Orion e os demais membros da Maestria das Clavas guardavam para ele, e, em paralelo, sem se deixar abater ou intimidar, ele seguiu com as suas ações para trazer mais adeptos a sua causa. Constitui assim, um grupo formado por leais soldados denominados a Confraria das Pérolas que tinham como objetivo buscarem pelas sagradas pedras ou quaisquer tipos de informações concretas que pudessem levar ao paradeiro delas.
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