Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", e o Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
O templário Diórgines ficou sabendo da repentina partida de Eva Deravon até o reino de Fovoham para relatar previsões da imperatriz a alguém de confiança, com receio de que isso comprometesse os seus planos, ele enviou um grupo para interceptá-la. Antes que a serva da rainha chegasse a capital, a mesma foi abordada pela comitiva de templários, lideradas por Bernard, filho único do Mão da Justiça Divina.
Bernard, tal como o pai era ambicioso, arrogante, e impaciente, sendo assim não tardou em perceber que Eva não estava cooperando por meio de um interrogatório simples, e, logo, ele começou a agir de forma mais suja e truculenta com a prisioneira. Conseguiu retirar a força da jovem serva um pedaço de pano com algo escrito em bordado de sua saia, e não satisfeito com a indisposição demonstrada por ela inicialmente, ele a violou, e a entregou aos demais comparsas para fazerem o mesmo (ao todo dez templários!). Como se não bastasse eles ainda a açoitaram com feridas profundas e a lançaram em um brejo nas proximidades da pequena vila de Hamas.
Ilustração 02: Bernard Padua, Cavaleiro Templário da Ordem de Santo Ajora Glabados, e filho de Diórgines.
Eva teria morrido se o que tivesse para ser dito não fosse de suma importância, e, a sua fé não houvesse lhe ajudado. Durante três dias ela ficou ali lançada à própria sorte, até que surgiu um druida que a levou para sua gruta, e lá pôde ela receber cuidados, contudo, a jovem estava muito debilitada, e tão cedo poderia se locomover, ainda mais, fazer uma viagem até a capital pelos modos convencionais. Desta forma, ela pediu ao seu benfeitor que enviasse uma mensagem até a princesa Mellina que viesse ao encontro dela, algo que à principio ele se mostrou arredio, mas acabou concordando percebendo a profunda dor que havia nos olhos daquela criatura.
Bernard Pádua não conseguia entender muito bem o que significa aquilo disposto nos trapos de Eva, mas sabia muito bem, que seu pai e o bispo entenderiam:
“O Anjo Sangrento conduzira a vitória em uma guerra que significará a derrota para todos”
“Mares de sangue se ergueram em um eclipse de chamas para saciar sua grande sede”
Em Lesalia, Diórgines dispôs alguns homens no castelo real para vigiarem a imperatriz, e, um específico para catalogar tudo que ela viesse a falar naquele estado de enfermidade. Certa tarde o líder dos templários preferiu ele mesmo tomar conta de Hedellas por cerca de algumas horas.
Ilustração 03: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do soberano de Gallione.
Diórgines nunca tolerou o fato de Hedellas ter escolhido à Orion, e não a ele. E a vendo naquela cama de maneira tão bela, dócil e indefesa, sua mende foi tomada por um desejo impulsivo e incontrolável de possui-la pecaminosamente – não percebendo que neste momento a sagrada pedra brilhava dentro da pequena bolsa presa a sua cintura. Ele se lançou sobre a rainha, e sem que a mesma pudesse impedi-lo ou se defender, a mesma foi estuprada. Para evitar qualquer probabilidade de seu ato sinistro ser descoberto, ele ponderou diversas formas de fazê-lo, no entanto, ele estava transtornado, e a assassina-la era a única coisa sensata que lhe ocorria naquele momento, e assim o fez por meio de seu ritual de Clamor Divino dos Puros enviando a alma da esposa de Orion direto para o céu, Quanto ao o que alegar, ele já tinha em mente algum tipo de possessão demoníaca de proporções desmedidas.
Mesmo estando Hedellas vivendo uma enfermidade, Orion e Mellina continuavam a se encontrar para viver um amor tórrido e proibido, inclusive para igreja. Por mais que a cavaleira rúnica se julgasse culpada por ceder aos apelos do imperador de Ivalice, tudo que os dois estavam a viver era intenso demais a seu ver, e para isso estava a sacrificar a amizade de anos que tinha para com a esposa de seu amante.
Orion informou a Mellina sobre a Pedra do Zodíaco de Áries, e, conhecendo o signo sob o qual ela havia nascido, estava ele disposto a entrega-la, desde que lutasse nas suas linhas, e convencesse seu pai a também fazê-lo, o rei de Fovoham. Ela queria estar ao lado de seu amante, mas sabia que esta guerra não seria benéfica, sobretudo, para os reinos ao leste. E em uma de suas últimas conversas com a rainha Hedellas, a mesma havia lhe falado do quão perigoso lhe parecia este estreitamento de laços entre o imperador e a igreja, e ainda, como reinos tão adversos poderiam se manter unidos por tanto tempo em uma aliança imperial tão prejudicial. Uma das últimas palavras da majestade para com a cavaleira foi:
“Um sino de traição pende sobre as nossas cabeças, minha amiga, e antes do badalar final, muitas desgraças ocorreram”.
Quando Bernard retornou com o seu destacamento à cidade forte dos templários no reino de Lesalia, ele não encontrou seu pai, mas o bispo Elevedo. O sumo sacerdote estava a se preparar para partir rumo a capital, pois pressentiu que algo de muito grave estava acontecendo, contudo, ele foi abordado pelo jovem templário que lhe pediu orientação quanto o que fazer com o item que havia adquirido em sua última missão: um pedaço de pano com palavras da rainha Hedellas que estava de posse de sua serva fiel. Ao tomar conhecimento do tecido bordado, e dos versos contidas nele, rosto daquele homem se transmutou repentinamente em espanto e terror.
Ilustração 04: Elevedo Teccelar, Sumo Sacerdote da Igreja de Santo Ajora Gablados.
O bispo partiu abruptamente em direção a capital do império. Preocupado, Bernard foi junto com ele, porém nenhum dos dois trocou palavras sobre o assunto. O templário confuso achava que havia se precipitado quanto ao que havia relatado a Elevedo, e, temia pelo pior caso o pai tomasse conhecimento do resultado de sua missão pela boca deste último, mas, se conteve tentando seguir os passos do velho.
Na capital eles se dirigiram diretamente a Catedral, Elevedo estava transtornado e tremia. Bernard nunca havia visto aquele homem daquela maneira. Ambos foram até as profundezas do lugar, no saguão dos tesouros para averiguar algo, mas o jovem pasmo com infindável quantidade de livros e tesouros nada pode fazer para ajuda-lo, pois, o ancião nada dizia. O bispo revirava livros, pergaminhos, armários e baús. À medida que as possibilidades se esgotavam de achar o que queria, ele ficava ainda mais estarrecido e furioso. Por fim, concluiu que a Pedra do Zodíaco de Virgem havia sido roubada da sala de tesouros!
O bispo em um acesso de fúria atacou Bernard, e, acusou sua linhagem de alta-traição. Elevedo iria mata-lo ali mesmo, e, depois iria atrás de Diórgines – seu pai -, porém, seus planos foram interrompidos quando o líder dos templários surgiu acompanhado de alguns outros cavaleiros.
A face de Diórgines Pádua estava transfigurada em uma mescla estranha que tornava impossível distinguir se aquilo se tratava de um rosto humano e que tipo de emoção sentia. A voz daquela criatura também soou em eco e profunda: “Basta, Elevedo! Não preciso mais de você e de seus poderes políticos”. O bispo tomou coragem e partiu para cima do templário munido de um punhal, no entanto, por mais forte que fosse o sumo sacerdote, o primeiro estava de posse da Pedra do Zodíaco de Virgem que brilhava em sua mão intensamente. O líder dos cavaleiros templários se transformou na forma do Lucavi Altima, O Anjo Sangrento, e pôs fim aquela repentinamente aquela batalha.
Antes de morrer o bispo proferiu suas últimas palavras para Pádua e seus aliados:
“Estás a cometer o mesmo erro de Vormav Tingel... O poder da pedra é incontrolável... Não vencerá no final, Pádua...”.
Bernard relatou ao pai o que havia acontecido até ali, e, retirou das vestimentas do bispo o pedaço de pano que ele tinha apanhado de Eva, e que a mesma havia bordado com as palavras da princesa. Diórgines ao ler aquelas palavras riu de jeito soberano e impávido nas profundezas da Catedral.
Em minha senda contento-me em errar tanto quanto acertar, e por sua vez, de nunca negligenciar o aprendizado de ambos, pois, não posso acertar sempre, e isso é fato; e os erros estão aí, são concretos, existem para edificar o Homem, e trazer ao intimo de uma vez por todas, a lição de que devo ao máximo evitá-los cometer novamente, mas se assim for, enfim, faz parte da vida (da essêncial arte de viver): Um palco onde me coloco todos os dias para brilhar.
Bem-Vindo Errante Viajante
Do Olimpo trago a almejada chama, da qual sugiro dançarmos embriagados a sua volta, e quando assim for, sujiro arriscar tocá-la, pois, felizes os que dela se queimarem.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Os presságios da rainha quanto à guerra
A imperatriz Hedellas Marion - esposa do soberano Orion e irmã do rei de Gallione -, costumava ter presságios futuros por meio de sonhos. E suas visões eram tão intrigantes quanto atormentadoras que sua reputação se estendia por todo continente.
Ilustração 01: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do Rei de Gallione.
Desde que o grande imperador de Ivalice intensificou suas reuniões com o bispo Elevedo e o templário Diórgines para tratar da continuidade da unidade do Império, a rainha mor sucumbiu inicialmente a um estado de letargia onde dormia mais da metade do dia, e, posteriormente, a um coma sobrenatural, no qual ela murmurava, falava e gritava raramente palavras inteligíveis. Uma de suas mais leais servas, Eva Daravon, que a princípio a vigiava e cuidava com zelo impecável, passou a tomar nota secretamente das expressões que a enferma dizia em seus momentos de delírios.
Ilustração 02: Eva Deravon, serva leal da Rainha Mor Hedellas Marion.
Eva começou a temer algumas das palavras proferidas pela imperatriz quando elas começaram a fazer sentido, e, principalmente, quando algumas estavam se tornando fatos. Ela não tentou recorrer ao imperador, pois o mesmo já não era tão presente no palácio, e há muito tempo não procurava se informar pessoalmente quanto ao estado de saúde de sua esposa, que ficava alocada em um quarto separado. Sua única esperança era contatar a melhor amiga da rainha, a princesa Mellina Aragon do reino de Fovoham, para relatar tudo que Hedellas havia previsto quanto a Guerra dos Legados.
Ilustração 01: Hedellas Marion, Imperatriz de Ivalice e Rainha de Lesalia, irmã do Rei de Gallione.
Desde que o grande imperador de Ivalice intensificou suas reuniões com o bispo Elevedo e o templário Diórgines para tratar da continuidade da unidade do Império, a rainha mor sucumbiu inicialmente a um estado de letargia onde dormia mais da metade do dia, e, posteriormente, a um coma sobrenatural, no qual ela murmurava, falava e gritava raramente palavras inteligíveis. Uma de suas mais leais servas, Eva Daravon, que a princípio a vigiava e cuidava com zelo impecável, passou a tomar nota secretamente das expressões que a enferma dizia em seus momentos de delírios.
Ilustração 02: Eva Deravon, serva leal da Rainha Mor Hedellas Marion.
Eva começou a temer algumas das palavras proferidas pela imperatriz quando elas começaram a fazer sentido, e, principalmente, quando algumas estavam se tornando fatos. Ela não tentou recorrer ao imperador, pois o mesmo já não era tão presente no palácio, e há muito tempo não procurava se informar pessoalmente quanto ao estado de saúde de sua esposa, que ficava alocada em um quarto separado. Sua única esperança era contatar a melhor amiga da rainha, a princesa Mellina Aragon do reino de Fovoham, para relatar tudo que Hedellas havia previsto quanto a Guerra dos Legados.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - A Igreja, os templários, e um interesse vil
Uma das alianças mais importantes do imperador Orion de Ivalice era a estabelecida com a Igreja de Santo Ajora Glabados, contudo, os interesses da mesma sobressaiam aos planos do líder dos Cavaleiros Hotuken.
A frente dos Cavaleiros Templários estava Diórgines Pádua, alguém temido nos frontes de batalhas, e que como líder do movimento inquisidor, denominado Santa Mão de Deus, semeou entre muitos um terror sem precedentes. Tamanho era o seu poder dentro da ordem eclesiástica que mesmo com o consenso do supremo sacerdote - o bispo Elevedo Teccelar -, ainda sim, era necessário ter o aval dele para que algumas ações de relevada importância acontecessem. Muitos se curvavam diante da sua presença, sobretudo, os devotos da santa igreja que o encaravam como A Mão da Justiça Divina, e dele recorriam a favores e aconselhamentos. Ele ordenava massacres como os Festins de Caça as Bruxas de maneira deliberada e sem datas predefinidas.
Para o bispo Elevedo Tecellar era vital a continuidade da unidade do império de Ivalice neste momento em que era pujante o crescente poder da igreja, pois, era de seu interesse o cargo de autoridade máxima da nação de Ivalice, tanto no âmbito religioso como no politico. Entretanto, esse desejo de liderança do bispo confrontava diretamente e secretamente com as ambições do segundo homem da igreja, o primeiro cavaleiro templário, Diórgines Pádua. O primeiro temia o segundo, e o segundo, o via como uma figura emblemática, todavia, respeitavam-se mutuamente. Com o império unido, seria questão de tempo à imposição de uma única fé, e, logo, consequentemente todos os demais crédulos seriam banidos da face do continente.
Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
A igreja via o Barão Zelmurg e a sua aliança com os Traggoras como algo demoníaco e blasfemo a ordem divina, e que em função disso os chamaram de Cavaleiros do Apocalipse.
Diórgines recebeu com furor e extremo desgosto a notícia de que Ledda havia alcançado recentemente o grimório da bruxa Matoya, antes dele. Há muito tempo ele gostaria de ter declarado uma caçada contra o conde e a condessa, contudo, o reino de Limberry não reconhecia o poder da igreja com tamanha veemência como os de Gallione, Fovoham e Lesalia, permitindo inclusive o culto a outros divindades, dentre eles, a veneração a Grande Mãe. O desprezo do cavaleiro da Mão da Justiça Divina era tanto para com as outras religiões, que entre a ordem dos templários havia sigilosamente uma permissão prévia para eliminar todos os hereges, e para isso, eles articulavam e criavam provas que sustentassem as suas letais ações.
O líder dos templários havia encontrado dentre os tesouros da igreja uma das sagradas pedras, a Pedra do Zodíaco de Virgem, e junto a ela, manuscritos secretos que tratavam da Guerra dos Leões onde em uma rápida leitura pode ele perceber várias passagens que mencionavam sobre um poder grandioso e incontrolável que advinha do artefato, o que fez com que Diórgines tivesse receio em utilizá-lo em um primeiro momento, mas isso passou ao tomar conhecimento das palavras de Malak Galthana (filho de criação do mago Barinten) que dizia “O poder da pedra depende do coração daquele que a usa...”. Para o templário esse ponto ficou subentendido como “...as intenções de quem a possui”.
A frente dos Cavaleiros Templários estava Diórgines Pádua, alguém temido nos frontes de batalhas, e que como líder do movimento inquisidor, denominado Santa Mão de Deus, semeou entre muitos um terror sem precedentes. Tamanho era o seu poder dentro da ordem eclesiástica que mesmo com o consenso do supremo sacerdote - o bispo Elevedo Teccelar -, ainda sim, era necessário ter o aval dele para que algumas ações de relevada importância acontecessem. Muitos se curvavam diante da sua presença, sobretudo, os devotos da santa igreja que o encaravam como A Mão da Justiça Divina, e dele recorriam a favores e aconselhamentos. Ele ordenava massacres como os Festins de Caça as Bruxas de maneira deliberada e sem datas predefinidas.
Para o bispo Elevedo Tecellar era vital a continuidade da unidade do império de Ivalice neste momento em que era pujante o crescente poder da igreja, pois, era de seu interesse o cargo de autoridade máxima da nação de Ivalice, tanto no âmbito religioso como no politico. Entretanto, esse desejo de liderança do bispo confrontava diretamente e secretamente com as ambições do segundo homem da igreja, o primeiro cavaleiro templário, Diórgines Pádua. O primeiro temia o segundo, e o segundo, o via como uma figura emblemática, todavia, respeitavam-se mutuamente. Com o império unido, seria questão de tempo à imposição de uma única fé, e, logo, consequentemente todos os demais crédulos seriam banidos da face do continente.
Ilustração 01: Diórgines Pádua "A Mão da Justiça Divina", Primeiro Cavaleiro da Ordem Templaria da Igreja de Santo Ajora Glabados.
A igreja via o Barão Zelmurg e a sua aliança com os Traggoras como algo demoníaco e blasfemo a ordem divina, e que em função disso os chamaram de Cavaleiros do Apocalipse.
Diórgines recebeu com furor e extremo desgosto a notícia de que Ledda havia alcançado recentemente o grimório da bruxa Matoya, antes dele. Há muito tempo ele gostaria de ter declarado uma caçada contra o conde e a condessa, contudo, o reino de Limberry não reconhecia o poder da igreja com tamanha veemência como os de Gallione, Fovoham e Lesalia, permitindo inclusive o culto a outros divindades, dentre eles, a veneração a Grande Mãe. O desprezo do cavaleiro da Mão da Justiça Divina era tanto para com as outras religiões, que entre a ordem dos templários havia sigilosamente uma permissão prévia para eliminar todos os hereges, e para isso, eles articulavam e criavam provas que sustentassem as suas letais ações.
O líder dos templários havia encontrado dentre os tesouros da igreja uma das sagradas pedras, a Pedra do Zodíaco de Virgem, e junto a ela, manuscritos secretos que tratavam da Guerra dos Leões onde em uma rápida leitura pode ele perceber várias passagens que mencionavam sobre um poder grandioso e incontrolável que advinha do artefato, o que fez com que Diórgines tivesse receio em utilizá-lo em um primeiro momento, mas isso passou ao tomar conhecimento das palavras de Malak Galthana (filho de criação do mago Barinten) que dizia “O poder da pedra depende do coração daquele que a usa...”. Para o templário esse ponto ficou subentendido como “...as intenções de quem a possui”.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - O prelúdio da Guerra dos Legados
No ano de 672 da era do Escorpião, uma nova guerra de proporções épicas estava prestes a iniciar no continente imperial de Ivalice, onde os seis reinos que formavam o império continental há séculos por meio do Tratado de Yudora, ou como era popularmente conhecido, o Tratado das Clavas de Nomes, agora se moviam sorrateiramente e se organizavam em dois lados de forças opositoras: A Maestria das Clavas e A Derrocada das Clavas.
A Maestria das Clavas, forças pela unidade.
O rei do reino de Lesalia, e também imperador de Ivalice, Orion Colesffar Hyral, liderava as hordas imperiais que defendiam de maneira aguerrida a continuidade da unificação dos seis reinos, e também os interesses da igreja de Santo Ajora Glabados.
Ilustração 01: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice, Rei de Lesalia e Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken.
Para o rei Orion há cerca de pouco tempo foi lhe presenteado, por um servo leal e desconhecido, a Pedra do Zodíaco de Áries, cujo, ele pretendia brindar a sua amante, a princesa Mellina Aragon, primeira amazona da Ordem de Cavalaria Rúnica, e, sobretudo, filha do rei de Fovoham – Durman Aragon -, a quem via como um aliado estratégico nesta guerra que se precipitava. Contudo, para ele a Ordem de Cavalaria Imperial dos Hotuken que estavam sob a sua liderança direta, e a Ordem dos Templários de Santo Ajora Glabados, formavam juntas uma força superior de combate suficiente para dar cabo desta revolta, contudo, o que estava disposto a fazer era calar por vez a voz de todos que se opusessem aos seus interesses e da santa igreja, e, quanto a isso, somente algo lhe vinha à mente: convocar os Bravos do Zodíaco, mas, para tornar isso possível seria necessário reunir as doze pedras sagradas mais uma vez, conforme mencionado nos antigos manuscritos.
A Derrocada das Clavas, forças divisoras.
O barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia foi quem primeiramente se mobilizou e fomentou a instituição desta força de coalizão contra o crescente poderio da igreja que estava interferindo nos assuntos políticos e econômicos do estado, e, principalmente, pelo fim da unificação dos reinos – ou seja, a queda do império -, uma vez que, algumas questões mercantis estavam se tornando insustentáveis, tais como: a regulamentação da produção por região, a quantidade a ser produzida, a definição de tabelas de valores para a comercialização, e, por fim, a obrigatoriedade de aquisição de quotas de tudo que era produzido no império, por cada um dos reinos membros, independente de suas condições financeiras e necessidades.
O barão Zelmurg e seus asseclas compreendiam que guerrear pela independência e a soberania dos reinos era vital, ou seja, o fim do Tratado da Clava dos Nomes deveria prevalecer a qualquer preço, pois, a unidade do império se mostrou desfavorável para muitos, sobretudo, ao seu reino, com o discorrer das últimas duas décadas, onde dívidas surgiram e se acumularam em função da aquisição de quota de produtos aos quais não se tinha necessidade, e, que posteriormente, essas mesmas tiveram de ser redistribuídas entre os nobres e a população por meio de mais impostos.
A irá do barão tomou proporções maiores quando ele soube por meio de fontes confiáveis, minuciosos e obscuros, detalhes sobre a derradeira história a respeito da Guerra dos Leões, e, principalmente, do verdadeiro herói que foi sentenciado como “herege”, Ramza Beoulve. Sua fonte teria tido acesso a raríssimos manuscritos do Relato de Durai, que foram escritos orginalmente por Sir Olan Durai.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder do movimento opositor a unificação dos reinos de Ivalice.
Para o lado da Derrocada das Clavas, Zelmurg conseguiu trazer o próprio rei de Zeltennia - o jovem Phillip Scort -, e com este último, os demais membros de sua corte que lhe eram fiéis, e a Ordem de Cavalaria Nanten. Havia ainda as alianças estabelecidas com os reis de Limberry e Fovoham - este último ainda de maneira muito duvidosa, em função do envolvimento da filha dele com o seu inimigo arqui-inimigo, o imperador de Ivalice. Com exceção dos reis, o barão tinha como os mais importantes aliados: o conde Vilmor Traggora, que era altamente influente em seu reino, Limbrerry, e também detinha a Pedra do Zodíaco de Câncer; a condessa Ledda Traggora possuidora do grimório da lendária bruxa Matoya, e da Pedra do Zodíaco de Escorpião; e, por fim, Frater Adias, o desertor da corte, ex-líder de tropas e primeiro cavaleiro da Ordem de Cavalaria Rúnica de Fovoham, e, que tinha entre seus pertences a Lança de Longibunne e a Pedra do Zodíaco de Leão.
Zelmurg tomou conhecimento daquilo que o imperador Orion e os demais membros da Maestria das Clavas guardavam para ele, e, em paralelo, sem se deixar abater ou intimidar, ele seguiu com as suas ações para trazer mais adeptos a sua causa. Constitui assim, um grupo formado por leais soldados denominados a Confraria das Pérolas que tinham como objetivo buscarem pelas sagradas pedras ou quaisquer tipos de informações concretas que pudessem levar ao paradeiro delas.
A Maestria das Clavas, forças pela unidade.
O rei do reino de Lesalia, e também imperador de Ivalice, Orion Colesffar Hyral, liderava as hordas imperiais que defendiam de maneira aguerrida a continuidade da unificação dos seis reinos, e também os interesses da igreja de Santo Ajora Glabados.
Ilustração 01: Orion Colesffar Hyral, Imperador de Ivalice, Rei de Lesalia e Primeiro Cavaleiro da Ordem Hotuken.
Para o rei Orion há cerca de pouco tempo foi lhe presenteado, por um servo leal e desconhecido, a Pedra do Zodíaco de Áries, cujo, ele pretendia brindar a sua amante, a princesa Mellina Aragon, primeira amazona da Ordem de Cavalaria Rúnica, e, sobretudo, filha do rei de Fovoham – Durman Aragon -, a quem via como um aliado estratégico nesta guerra que se precipitava. Contudo, para ele a Ordem de Cavalaria Imperial dos Hotuken que estavam sob a sua liderança direta, e a Ordem dos Templários de Santo Ajora Glabados, formavam juntas uma força superior de combate suficiente para dar cabo desta revolta, contudo, o que estava disposto a fazer era calar por vez a voz de todos que se opusessem aos seus interesses e da santa igreja, e, quanto a isso, somente algo lhe vinha à mente: convocar os Bravos do Zodíaco, mas, para tornar isso possível seria necessário reunir as doze pedras sagradas mais uma vez, conforme mencionado nos antigos manuscritos.
A Derrocada das Clavas, forças divisoras.
O barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia foi quem primeiramente se mobilizou e fomentou a instituição desta força de coalizão contra o crescente poderio da igreja que estava interferindo nos assuntos políticos e econômicos do estado, e, principalmente, pelo fim da unificação dos reinos – ou seja, a queda do império -, uma vez que, algumas questões mercantis estavam se tornando insustentáveis, tais como: a regulamentação da produção por região, a quantidade a ser produzida, a definição de tabelas de valores para a comercialização, e, por fim, a obrigatoriedade de aquisição de quotas de tudo que era produzido no império, por cada um dos reinos membros, independente de suas condições financeiras e necessidades.
O barão Zelmurg e seus asseclas compreendiam que guerrear pela independência e a soberania dos reinos era vital, ou seja, o fim do Tratado da Clava dos Nomes deveria prevalecer a qualquer preço, pois, a unidade do império se mostrou desfavorável para muitos, sobretudo, ao seu reino, com o discorrer das últimas duas décadas, onde dívidas surgiram e se acumularam em função da aquisição de quota de produtos aos quais não se tinha necessidade, e, que posteriormente, essas mesmas tiveram de ser redistribuídas entre os nobres e a população por meio de mais impostos.
A irá do barão tomou proporções maiores quando ele soube por meio de fontes confiáveis, minuciosos e obscuros, detalhes sobre a derradeira história a respeito da Guerra dos Leões, e, principalmente, do verdadeiro herói que foi sentenciado como “herege”, Ramza Beoulve. Sua fonte teria tido acesso a raríssimos manuscritos do Relato de Durai, que foram escritos orginalmente por Sir Olan Durai.
Ilustração 02: Barão Lucca Dorea Zelmurg de Zeltennia, líder do movimento opositor a unificação dos reinos de Ivalice.
Para o lado da Derrocada das Clavas, Zelmurg conseguiu trazer o próprio rei de Zeltennia - o jovem Phillip Scort -, e com este último, os demais membros de sua corte que lhe eram fiéis, e a Ordem de Cavalaria Nanten. Havia ainda as alianças estabelecidas com os reis de Limberry e Fovoham - este último ainda de maneira muito duvidosa, em função do envolvimento da filha dele com o seu inimigo arqui-inimigo, o imperador de Ivalice. Com exceção dos reis, o barão tinha como os mais importantes aliados: o conde Vilmor Traggora, que era altamente influente em seu reino, Limbrerry, e também detinha a Pedra do Zodíaco de Câncer; a condessa Ledda Traggora possuidora do grimório da lendária bruxa Matoya, e da Pedra do Zodíaco de Escorpião; e, por fim, Frater Adias, o desertor da corte, ex-líder de tropas e primeiro cavaleiro da Ordem de Cavalaria Rúnica de Fovoham, e, que tinha entre seus pertences a Lança de Longibunne e a Pedra do Zodíaco de Leão.
Zelmurg tomou conhecimento daquilo que o imperador Orion e os demais membros da Maestria das Clavas guardavam para ele, e, em paralelo, sem se deixar abater ou intimidar, ele seguiu com as suas ações para trazer mais adeptos a sua causa. Constitui assim, um grupo formado por leais soldados denominados a Confraria das Pérolas que tinham como objetivo buscarem pelas sagradas pedras ou quaisquer tipos de informações concretas que pudessem levar ao paradeiro delas.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - Bodas de Arcádia - Dia XV
Dia 06/10/2011, Quarta-feira.
Signo regente: Libra
Estação do ano: Primavera
Baronis retorna da taberna, e na hospedaria chega produzindo barulho em uma tentativa frustrada de não fazê-lo. Ao cair na cama, o roncar do anão mais se assemelha a trovoadas ou o ronronar de uma fera selvagem, algo suficiente para fazer Feller se levantar mais cedo e procurar o que fazer. A halfling e a elfa também não conseguem mais dormir com aquele tipo de barulho insuportável oriundo do quarto ao lado, e, conforme prometido, Lúcia aproveita que já é manhã para fazer uma boa refeição, e ir ao mercado comprar roupas para Tullar.
Jhon e Vallon acordam tomam o café da manhã tardiamente, e, antes que eles possam partir, convocam mais uma vez uma pequena reunião com o grupo para conversarem sobre os rumos da aventura. Desta vez, os dois colocam que se a recompensa ofertada por Dardânio não for o suficiente, eles não veem outra opção, senão seguirem um caminho contrário, mas para algo que seja mais rentável, sobretudo, para que Vallon consiga ter uma embarcação que possa levá-los até o continente Hiboriano. Todos concordam com a situação.
Antes do término do dia, os aventureiros conseguem chegar a grande cidade de Photius.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Afinidade dos Signos
Signos em jogo: Ações Miraculosas e Desastrosas em função dos Astros.
Em função dos Elementos e das Qualidades Zodiacais os signos se interagem de maneira positiva e negativa, assim, influenciado ações e permitindo consequências além das imagináveis ao longo da história.
A Boa Afinidade entre os signos.
É caracterizada pelo Elemento aos quais eles estão associados, que neste caso podem ser divididos em quatro grupos: Fogo, Terra, Ar e Água.
Fogo: Áries, Leão e Sagitário.
Terra: Touro, Virgem e Capricórnio.
Ar: Libra, Aquário e Gêmeos.
Água: Peixes, Escorpião e Câncer.
A Boa Afinidade entre os signos propícia bônus e ônus as jogadas de Reação, Disputas de Habilidade, Ataque, Defesa e Dano:
A Reação (+1): Esse bônus independe da raça. Reações caracterizadas como “Muito Boa” ou “Excelente” em uma situação de combate jamais permitiram um ataque em uma primeira rodada por parte daquele que a concebeu, portanto, o máximo que este poderá fazer em relação a seu oponente será tomar qualquer outra ação, exceto atacá-lo.
O Ataque (-1): Esse ônus é atribuído a todas as jogadas de disputas de níveis de habilidade e ataques diretos;
A Defesa (-1): Esse ônus é atribuído a todas as jogadas que compreendam as defesas ativas;
O Dano: Atribuído um ônus somente à parte que concebe o ataque, e varia conforme a reação, que pode ser para -1 para “Muito Boa” e -2 para “Excelente”. Demais reações seguem regra geral do módulo básico.
A Boa Sorte do Signo Regente:
Os períodos do ano onde o signo regente é o do personagem, a ele é oportuna sutis passagens de boa sorte (1/semana). O seu bônus de Boa Afinidade e de Má Afinidade somente prevalecem para as jogadas que o favoreçam. No caso de aplicação do dano em um inimigo, somente ao atacante é concebido o bônus contra o seu oponente.
A Má Afinidade entre os signos.
É caracterizada pela Qualidade aos quais eles estão associados, que neste caso podem ser divididos em três grupos: Cardinal, Fixo e Mutável.
Cardinal: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.
Fixo: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
Mutável: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.
A Má Afinidade entre os signos permite um efeito entre os signos que propícia um bônus e um ônus as jogadas de Reação, Disputas de Habilidade, Ataque, Defesa e Dano:
A Reação (-1): Esse ônus independe da raça, e jamais poderá ter um resultado como “Excelente”. Uma Reação caracterizada como “Muito Ruim” em uma situação de combate proporcionará aquele que a concebeu uma jogada imediata de vontade para não ter um acesso de fúria. Aquele que tiver está desvantagem está automaticamente em estado de fúria.
O Ataque (+1): Atribuído a todas as jogadas e disputas de níveis de habilidade;;
A Defesa (+1): Atribuído a todas as jogadas que compreendam as defesas ativas;
O Dano: Atribuído somente à parte que concebe o ataque, e varia conforme a reação, que pode ser +1 para Muito Ruim e +2 para Desastrosa. Demais reações seguem regra geral do módulo básico.
Os Signos extremos opostos e os períodos onde regem os infortúnios:
Os períodos do ano onde o signo regente é aquele em que há uma má afinidade diretamente oposta, tais como Áries e Libra, o personagem esta suscetível a um sutil acesso de azar (1/semana). E, qualquer tipo de bônus que possa auxilia-lo, seja relacionado à Boa Afinidade ou a Má Afinidade passa a inexistir.
Áries x Libra
Touro x Escorpião
Gêmeos x Sagitário
Câncer x Capricórnio
Leão x Aquário
Virgem x Peixes
Teste de Reação: Submetida a um redutor de -2;
Em combate: Bônus de +1 acumulativo em jogadas de disputa de habilidade, ataque e de dano.
Em função dos Elementos e das Qualidades Zodiacais os signos se interagem de maneira positiva e negativa, assim, influenciado ações e permitindo consequências além das imagináveis ao longo da história.
A Boa Afinidade entre os signos.
É caracterizada pelo Elemento aos quais eles estão associados, que neste caso podem ser divididos em quatro grupos: Fogo, Terra, Ar e Água.
Fogo: Áries, Leão e Sagitário.
Terra: Touro, Virgem e Capricórnio.
Ar: Libra, Aquário e Gêmeos.
Água: Peixes, Escorpião e Câncer.
A Boa Afinidade entre os signos propícia bônus e ônus as jogadas de Reação, Disputas de Habilidade, Ataque, Defesa e Dano:
A Reação (+1): Esse bônus independe da raça. Reações caracterizadas como “Muito Boa” ou “Excelente” em uma situação de combate jamais permitiram um ataque em uma primeira rodada por parte daquele que a concebeu, portanto, o máximo que este poderá fazer em relação a seu oponente será tomar qualquer outra ação, exceto atacá-lo.
O Ataque (-1): Esse ônus é atribuído a todas as jogadas de disputas de níveis de habilidade e ataques diretos;
A Defesa (-1): Esse ônus é atribuído a todas as jogadas que compreendam as defesas ativas;
O Dano: Atribuído um ônus somente à parte que concebe o ataque, e varia conforme a reação, que pode ser para -1 para “Muito Boa” e -2 para “Excelente”. Demais reações seguem regra geral do módulo básico.
A Boa Sorte do Signo Regente:
Os períodos do ano onde o signo regente é o do personagem, a ele é oportuna sutis passagens de boa sorte (1/semana). O seu bônus de Boa Afinidade e de Má Afinidade somente prevalecem para as jogadas que o favoreçam. No caso de aplicação do dano em um inimigo, somente ao atacante é concebido o bônus contra o seu oponente.
A Má Afinidade entre os signos.
É caracterizada pela Qualidade aos quais eles estão associados, que neste caso podem ser divididos em três grupos: Cardinal, Fixo e Mutável.
Cardinal: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio.
Fixo: Touro, Leão, Escorpião e Aquário.
Mutável: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes.
A Má Afinidade entre os signos permite um efeito entre os signos que propícia um bônus e um ônus as jogadas de Reação, Disputas de Habilidade, Ataque, Defesa e Dano:
A Reação (-1): Esse ônus independe da raça, e jamais poderá ter um resultado como “Excelente”. Uma Reação caracterizada como “Muito Ruim” em uma situação de combate proporcionará aquele que a concebeu uma jogada imediata de vontade para não ter um acesso de fúria. Aquele que tiver está desvantagem está automaticamente em estado de fúria.
O Ataque (+1): Atribuído a todas as jogadas e disputas de níveis de habilidade;;
A Defesa (+1): Atribuído a todas as jogadas que compreendam as defesas ativas;
O Dano: Atribuído somente à parte que concebe o ataque, e varia conforme a reação, que pode ser +1 para Muito Ruim e +2 para Desastrosa. Demais reações seguem regra geral do módulo básico.
Os Signos extremos opostos e os períodos onde regem os infortúnios:
Os períodos do ano onde o signo regente é aquele em que há uma má afinidade diretamente oposta, tais como Áries e Libra, o personagem esta suscetível a um sutil acesso de azar (1/semana). E, qualquer tipo de bônus que possa auxilia-lo, seja relacionado à Boa Afinidade ou a Má Afinidade passa a inexistir.
Áries x Libra
Touro x Escorpião
Gêmeos x Sagitário
Câncer x Capricórnio
Leão x Aquário
Virgem x Peixes
Teste de Reação: Submetida a um redutor de -2;
Em combate: Bônus de +1 acumulativo em jogadas de disputa de habilidade, ataque e de dano.
RPG: Aventuras em Yrth - A Saga dos Bravos de Orion - Os 12 Signos
O 1.º Signo do Zodíaco - Áries, O Carneiro.
Período regente: 21 de Março – 20 de Abril.
Signos com boa afinidade: Leão e Sagitário.
Signos com má afinidade: Câncer, Libra e Capricórnio.
Planeta: Marte.
Estrela Mor: Hamal.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Samael, O Arcanjo que conduz a justiça e rege as potestades.
Lucavi: Velius, O Bruxo Negro (Warlock)
Herói: Jasão, O Argonauta.
Características quanto ao signo:
Orgulhoso, Jovial, Impulsivo, Corajoso, Competitivo, Arrogante, e Violento.
O Mito: O Carneiro do Tosão de Ouro.
Átamas, rei de Tebas, casou-se com Néfele que lhe deu dois filhos: Frixo e Hele. Repudiando a primeira esposa, Átamas casou-se novamente com Ino, a qual foi mãe de Learco e Melicertes.
A segunda esposa, enciumada e temerosa que seus filhos não herdassem o reino, concebeu um plano para liquidar os enteados.
Convenceu as mulheres beócias que grelhassem todos os grãos de trigo existentes que, ao serem semeados, logo, não brotaram. Uma fome terrível assolou, assim, aquela região. Átamas mandou consultar o Oráculo de Delfos sobre os meios de fazê-la cessar.
Ino subornou os mensageiros, que disseram que os deuses exigiam o sacrifício dos dois príncipes: Frixo e Hele. Já estavam para ser sacrificados quando Néfele, sua mãe, lhes enviou um carneiro voador de lã de ouro no qual montaram e que devia transportá-los da Europa à Ásia.
O maravilhoso animal, dotado da razão e da faculdade de falar, partiu para longe da ira funesta de Ino. Por desgraça, Hele, assustada com o barulho das ondas, não se segurou fortemente ao animal e, preocupada em olhar para baixo, escorregou do seu dorso e caiu no estreito que, deste então, passou a se chamar Helesponto, isto é, mar de Hele. Frixo tentou, em vão, salvar a irmã.
Continuou sua viagem e, ao chegar à Cólquida, foi bem recebido pelo rei Eetes que lhe deu a filha Calcíope em casamento; sacrificou o carneiro à Zeus e ofereceu a lã de ouro ao sogro, e a cravou num carvalho, no campo consagrado a Ares, o deus da guerra. Um feroz dragão foi incumbido de proteger e vigiar o Velocino de Ouro dia e noite e, para maior segurança, o campo foi cercado de touros furiosos que lançavam chamas pelas ventas.
Éson, rei de Iolco, foi destronado por Pélias, seu próprio irmão.
O oráculo predisse que o novo rei seria destronado por um filho de Éson. Temendo que seu filho fosse perseguido pelo usurpador, assim que Jasão nasceu Éson fez correr o boato de que a criança era doente. Poucos dias depois, anunciou sua morte, enquanto o filho foi levado, às escondidas, por sua mãe ao monte Pélion, onde foi instruído pelo centauro Quíron.
Aos vinte anos, tendo completado seus estudos, Jasão deixou o mestre e aconselhou-se com o oráculo. Este lhe ordenou que vestisse com uma pele de leopardo, levasse uma lança em cada uma das mãos, que calçasse apenas uma sandália, e partisse para Iolco. Ao chegar lá, Jasão permaneceu cinco dias com o pai e no sexto apresentou-se ao tio como filho de Éson.
Atrevidamente, Jasão exigiu o trono que lhe pertencia. Pélias, ao perceber que o sobrinho impressionara o povo por seu bom aspecto e pela singularidade de sua indumentária, fingiu estar disposto a entregar-lhe o trono; na verdade, queria ver-se livre da ameaça de seu rival. Propôs-lhe, então, uma expedição gloriosa, mas cheia de perigos, na qual ele deveria trazer da Cólquida o Velocino de Ouro, arrancado do carneiro que transportara Frixo, e que se encontrava no campo de Marte. Ao voltar, o trono lhe seria concedido. Jasão aproveitou a oportunidade para se cobrir de glórias.
Anunciou sua expedição em toda a Grécia, e a elite dos heróis apresentou-se para dela participar. Escolheu aproximadamente 50 dos mais famosos - o próprio Hércules se uniu a eles. Pediu a Argos, filho de Frixo e Hele, que construísse uma embarcação para transportar o grupo. Em sua homenagem a nau é chamada de Argos.
Depois de uma navegação demorada e perigosa, finalmente eles chegam à Cólquida. Jasão reclama a posse do Velocino de Ouro, e o rei Eetes concorda, desde que ele cumprisse duas grandes provas: primeiro, subjugar dois touros que tinham pés e chifres de bronze e que cuspiam fogo, prendê-los a um arado de diamante fazendo-os arar o campo consagrado a Ares, para nele semear os dentes de um dragão, dos quais deviam nascer homens armados, exterminando-os até o último; depois, deveria matar o monstro que guardava o precioso Tosão de Ouro. Todas estas tarefas deveriam ser executadas num só dia.
Hera e Atena, que amavam o herói, fizeram com que Medéia, filha de Eetes, se apaixonasse pelo jovem. Medéia, que era hábil na arte do encantamento e da magia, promete ajudar Jasão se ele aceitar amá-la eternamente. Feitas as promessas, Jasão se apresenta para cumprir as provas. Amansa os touros, lavra o campo, semeia os dentes do dragão e, ao surgir os homens armados, lançou uma pedra no meio dos combatentes que, furiosos, voltaram-se uns contra os outros, matando-se mutuamente.
Em seguida, Jasão aproxima-se do monstro que havia sido entorpecido com as ervas encantadas de Medéia, tira-lhe a vida e apanha o Velo de Ouro, para a surpresa de todos, e principalmente do rei. De posse do seu tesouro, Jasão e os Argonautas fogem, levando consigo Medéia.
O Velo de Ouro foi entregue a Pélias e, o príncipe assume o poder no lugar do tio. Por tal feito, o Carneiro do Tosão de Ouro é levado ao céu e colocado entre as constelações do zodíaco.
O 2.º Signo do Zodíaco - Taurus, O Touro.
Período regente: 21 de Abril – 20 de Maio.
Signos com boa afinidade: Capricórnio e Virgem.
Signos com má afinidade: Leão, Escorpião e Aquário.
Planeta: Terra.
Estrela Mor: Aldebarã.
Elemento: Terra.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Auriel, O Príncipe que premedita e cria a luz da sabedoria divina.
Lucavi: Mammon, Aquele quem tudo quer (Greed).
Herói: Talos, O Gigante de Bronze.
Características quanto ao signo:
Conservador, Leal, Teimoso, Materialista, Avesso a mudanças, Possessivo e Sensual.
O Mito: O Rapto de Europa.
Europa é filha de Agenor, rei da Fenícia, e Teléfassa. Era tão bela e de uma alvura tão fascinante, que suspeitavam que uma das aias de Hera houvesse roubado a maquiagem da deusa para dá-las a Europa.
Um dia, Zeus viu a princesa quando brincava à beira-mar com suas companheiras. Encantado com a beleza da jovem, o senhor de todos os deuses transformou-se num touro branco de cornos semelhantes à Lua Crescente. Determinado a conquistá-la, o ele deitou-se aos pés de Europa com um ar doce e carinhoso.
Ainda que assustada, a princesa acariciou o animal, ornou-o de guirlandas e sentou-se sobre o seu dorso. Num piscar de olhos, o touro se levantou e se lançou em direção ao mar, ignorando os gritos desesperados da princesa fenícia.
Chegando à ilha de Creta, já retornado à sua forma original, o deus desposou Europa, com quem teve três filhos.
Europa foi presenteada pelo deus com um cão inclemente, um dardo certeiro e Talos, um homem de bronze que passou a ser o seu guardião.
Depois da sua morte, Europa foi considerada uma divindade pelos cretenses e o Touro que a seduziu, tornou-se uma constelação colocada entre os signos do Zodíaco.
O 3.º Signo do Zodíaco - Gemini, Os Gêmeos.
Período regente: 21 de Maio – 20 de Junho.
Signos com boa afinidade: Libra e Aquário.
Signos com má afinidade: Virgem, Sagitário e Peixes.
Planeta: Mercúrio.
Estrela Mor: Pollux.
Elemento: Ar.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Raphael, O Virtuoso Curador e Conhecedor.
Lucavi: Zalera, O Anjo da Morte (Fallen Angel Dire)
Heróis: Castor e Pólux, Os Dióscuros.
Características quanto ao signo:
Persuasivo, Preocupado com a informação, Altamente instruído, Curioso, Adaptável, Desatento, e Adora viajar
O Mito: Castor e Pólux.
Leda, esposa de Tíndaro, rei da Lacedemônia, tentando fugir do cortejo de Zeus, metamorfoseou-se em gansa, mas o pai dos deuses se transformou num cisne, e inevitavelmente a tornou mãe de Pólux e Helena, seus filhos imortais.
Na mesma noite em que foi possuída por Zeus, Leda se uniu ao marido, dando à luz a Castor e a Clitemnestra, ambos mortais.
A jovem, acariciando a ave que se aninhara em seus braços, não percebeu que tinha sido possuída. Ao final de nove meses Leda põe dois ovos: um continha Pólux e Helena, oriundos de Zeus e, por conseguinte, imortais: no outro, Castor e Clitemnestra, ambos mortais, por serem filhos de Tíndaro.
Castor e Pólux costumam ser chamados de Dióscuros, isto é, filhos do rei dos Deuses. Tornaram-se célebres pela amizade fraterna que os unia. Quando cresceram, limparam o mar Egeu dos piratas que o infestavam; acompanharam Jasão e os Argonautas à Cólquida na conquista do Velo de Ouro; de volta à pátria, libertaram sua irmã Helena, raptada por Teseu.
Certa vez, convidados para o casamento de Idas e Linceu com Febe e Hilera, os dióscuros raptaram as noivas iniciando uma batalha fatal: Castor e Linceu morreram. Desesperado com a morte do irmão, Pólux pediu ao pai para torná-lo imortal. Zeus, não podendo atendê-lo integralmente, partilhou a imortalidade entre eles, de modo que viviam e morriam alternadamente.
Assim, cada um deles passava um dia em companhia dos deuses. A seguir, transportou-os para o céu, onde formaram a constelação de Gêmeos.
O 4.º Signo do Zodíaco - Câncer, O Caranguejo.
Período regente: 21 de Junho – 20 de Julho.
Signos com boa afinidade: Escorpião e Peixes.
Signos com má afinidade: Áries, Libra, e Capricórnio.
Planeta: Lua.
Estrela Mor: Al Tarf.
Elemento: Água.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Gabriel, O Anunciador das bem-aventuranças.
Lucavi: Baal Zebub, O Senhor das Moscas.
Herói: Iolal, O Prodigioso.
Características quanto ao signo:
Cauteloso, Voltado à família, Romântico, Caseiro, Imaginativo, Tímido, Minucioso, Interessado no passado e na tradição.
O Mito: A Hidra de Lerna.
A Hidra de Lerna era uma serpente descomunal, com inúmeras cabeças, que matava tudo com seu hálito tenebroso.
O monstro foi criado pela deusa Hera, na tentativa de destruir Hércules. Num de seus doze trabalhos, o herói conseguiu exterminar a serpente com a ajuda de seu sobrinho Iolau.
A cada cabeça que Hércules cortava da Hidra nasciam outras duas, mas Iolau ia cauterizando as feridas com uma grande tocha, impedindo o renascimento dos membros extirpados.
Durante a realização desta prova, ao perceber que o herói triunfava, Hera enviou um caranguejo gigante para distraí-lo que o mordeu no pé. Mas este foi repelido com um pontapé e Hércules o esmagou imediatamente. A esposa do Senhor dos Deuses do Olimpo, pelo feito de tal criatura, colocou-o, então, entre os astros onde forma a constelação de Câncer.
O 5.º Signo do Zodíaco - Leo, O Leão.
Período regente: 21 de Julho – 20 de Agosto.
Signos com boa afinidade: Áries e Sagitário.
Signos com má afinidade: Touro, Escorpião e Aquário.
Planeta: Sol.
Estrela Mor: Regulus.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Miguel, O Arquiduque da Autoridade Divina.
Lucavi: Hashmalum, O Possuidor (Possessor).
Herói: Hercules, O Poderoso.
Características quanto ao signo:
Orgulhoso, Corajoso, Teimoso, Extrovertido, Vaidoso, Ambicioso, Otimista, Aberto, e Pomposo
O Mito: O Leão de Neméia.
Em Neméia, cidade da Argólida, deu-se o primeiro trabalho de Hércules.
Lá vivia um temido leão feroz e devastador, irmão de outros monstros igualmente terríveis: a Hidra de Lerna, o Cérbero, a Esfinge e a Quimera.
A fera foi gerada pela deusa Hera para provar o herói. Passava parte do dia escondido num bosque e, quando saía de lá, aterrorizava toda a região, devorando os habitantes e os rebanhos.
Caçadores e guerreiros inutilmente a tentavam atacar a fera. Contudo, suas lanças partiam-se e suas flechas caíam no chão sem ferir o animal.
Eristeu mandou que Hércules fosse matar a temível criatura, para pôr um fim às devastações que fazia. Primeiramente, tentou vencer o monstro a flechadas, mas, por ter a pele invulnerável, o leão não se abatia.
Hércules fechou, então, uma das duas saídas da caverna do animal e, brandindo a sua temível clave, aplicou-lhe uma pancada tão forte na cabeça, que o feroz animal caiu no chão, desacordado.
Agarrando-lhe com sua força extraordinária, o sufocou. Com a pele do leão Hércules cobriu o seu corpo e da sua cabeça fez um capacete. Em comemoração, Zeus transforma o animal na constelação de Leão.
O 6.º Signo do Zodíaco - Virgo, A Virgem.
Período regente: 21 de Agosto – 20 de Setembro.
Signos com boa afinidade: Touro e Capricórnio.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Sagitário e Peixes.
Planeta: Mercúrio.
Estrela Mor: Spica.
Elemento: Terra.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Metatron, O Maior dos Serafins.
Lucavi: Altima, O Anjo Sangrento (Bloodthirsty Soul).
Herói: Astréia, A Guardiã.
Características quanto ao signo:
Conservador, Tímido, Pudico (Virtuoso, Puro), Gentil, Tenso, Céptico (Descrente), Preocupado com a saúde, Introvertido e Melancólico.
O Mito: A decepção de Astréia para com a humanidade.
Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha de Zeus e Têmis, vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça. Nesta época, no mundo não havia guerras, catástrofes ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em paz com os deuses.
Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com os deuses, acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determinou um castigo: a Idade de Ouro estava abolida. A primavera seria limitada, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais a partir de então.
Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os empunhou, Astréia se refugia nas montanhas, entretanto continuou a disposição daqueles que quisessem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.
Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da humanidade não se findou, os homens descobriram a guerra. Este período belicoso caminhou para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não tinham mais respeito pela honra, franqueza e lealdade, tendo as ações determinadas pela ambição e violência.
Ao ver em qual ponto as coisas havia chegado, Astréia, entristecida, resolveu abandonar a Terra e deixar de conviver entre os mortais. A deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem.
Sua balança também é caracterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado - as ações devem ser pesadas em contraponto.
O 7.º Signo do Zodíaco - Libra, A Balança.
Período regente: 21 de Setembro – 20 de Outubro.
Signos com boa afinidade: Gêmeos e Aquário.
Signos com má afinidade: Áries, Câncer e Capricórnio.
Planeta: Vênus.
Estrela Mor: Zubeneschamali.
Elemento: Ar.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Anael, O Arcanjo do amor e da solicitude.
Lucavi: Luzferinno, O Devasso.
Herói: Heitor, O Domador de Cavalos.
Características quanto ao signo:
Extrovertido, Analítico, Imparcial, Discreto, Diplomático e Preocupado com a harmonia, mas inclinado ao colapso frente a um conflito.
O Mito: A Balança de Astréia.
Zeus e Têmis - a justiça divina - tiveram uma filha, a virgem Astréia, que viveu entre os homens na época da Idade de Ouro, semeando paz, bondade e justiça.
Numa mão trazia a balança, noutra a espada. Quando os homens passaram a viver em dissonância com as leis, os crimes que cometiam a obrigaram a abandonar sucessivamente as cidades, as vilas e os campos.
Exilou-se, então, no céu, onde foi transformada na constelação de Virgem. Carregou consigo a balança que, junto à ela, foi colocada entre os astros na forma da constelação de Libra.
O 8.º Signo do Zodíaco - Scorpius, O Escorpião.
Período regente: 21 de Outubro – 20 de Novembro.
Signos com boa afinidade: Câncer e Peixes.
Signos com má afinidade: Touro, Leão e Aquário.
Planeta: Plutão.
Estrela Mor: Antares.
Elemento: Água.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Mehiel, O Vivificador.
Lucavi: Queklain, O Rei Impuro.
Herói: Órion, O Caçador.
Características quanto ao signo:
Vingativo, Sarcástico, Corajoso, Tenaz (Perseverante), Auto protetor, e Sobrevivente, sobretudo, ante grandes catástrofes.
O Mito: A Morte de Órion.
Órion era filho de Euríale de Posseidon, que lhe concedeu a faculdade de caminhar sobre as águas. Tornou-se célebre por sua paixão pela caça e por seu amor pela astronomia.
Era um caçador gigante, extraordinário em sua força e vigor.
A deusa Aurora, embriagada com sua beleza, apaixonou-se por ele, o raptou e o levou para a ilha de Delos.
Entretanto, Órion perdeu a vida por ciúme, ou por vingança de Diana, segundo outros. Ele teria forçado a deusa a competir no disco com ele e, derrotado, foi assassinado.
Conta-se também que Órion tentara violentar a deusa que fez sair da terra um escorpião que lhe picou mortalmente o calcanhar.
Diana conseguiu que, tanto Órion quanto o escorpião fossem levados ao céu. As estrelas da constelação Órion desaparecem no Ocidente quando as de Escorpião nascem no Oriente.
O 9.º Signo do Zodíaco - Sagitarius, O Centauro Arqueiro.
Período regente: 21 de Novembro – 20 de Dezembro.
Signos com boa afinidade: Áries e Leão.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Virgem e Peixes.
Planeta: Júpiter.
Estrela Mor: Kaus Australis.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Sarachiel, O Próspero.
Lucavi: Azazel, O Carregador dos Males.
Herói: Quiron, O Centauro.
Características quanto ao signo:
Arrojado, Orgulhoso, Impaciente, De dupla natureza (refinado e intelectual assim como bestial e passional), Extrovertido, De perspectivas amplas, Progressista e Eclético.
O Mito: Quirão - O Centauro.
Conhecido como o mais justo dos centauros, como o educador modelo ou ainda como o médico ferido, Quirão nasceu da união de Crono com a oceânica Fílira.
Crono, temendo represálias da esposa Réia, uniu-se a Fílira sob a forma de cavalo, o que levou Quiron a nascer com o corpo de um equino e com cabeça de homem. Por ser filho de Crono, o centauro pertencia a família divina de Zeus e era imortal, ao contrário dos outros centauros, que eram mortais, selvagens e violentos.
Quiron vivia numa gruta, em companhia da mãe, e tinha saber enciclopédico, o que fazia dele um mestre das artes, da guerra e da caça, da mântica (arte divinatória), da equitação, da música e da ética. Foi o educador de muitos dos grandes homens e heróis míticos da história mundial. Os melhores tinham o direito de participarem na vida política, social e religiosa da polis. Aos heróis, os ritos iniciáticos incorporavam a indispensável força espiritual para enfrentar quaisquer tipos de monstros e adversidades. Foram seus discípulos Jasão, Asclépio, Peleu, Aquiles, os Dióscuros Castor e Pólux, entre outros.
É, sobretudo, na medicina que o benfazejo centauro se destaca, pois, Quiron cuidava dos pacientes com zelo e compaixão, curando seus males e feridas dos mais diversos tipos.
Em um momento calamitoso, Quiron foi ferido acidentalmente por uma flecha envenenada, disparada por Hércules e dirigida ao centauro Élato. O projétil foi lançado com tamanha força, que varou o coração do último e depois atingiu ao lendário mestre.
Recolhido à sua gruta, Quiron tentou, com todos os unguentos possíveis, tratar a ferida, contudo foi em vão tal esforço. O ferimento era realmente incurável, a dor insuportável ao ponto do centauro desejar a própria morte, mas não conseguia, porque era imortal. O seu conhecimento no campo da medicina e a sua empatia para com os pacientes tratados por ele, permitiam a Quiron compreender a dor de um ponto de vista muito profundo.
Para livrar-se da dor permanente e da ferida incurável, Quiron aceitou trocar sua imortalidade com o mortal Prometeu, e, assim, pôde finalmente descansar. Então, foi eternizado na constelação de Sagitário, simbolizando o vôo da flecha, que através do conhecimento se ultrapassa e se transforma de um ser bestial em espiritual.
O 10.º Signo do Zodíaco - Capricornus, Capricórnio A Cabra do Mar.
Período regente: 21 de Dezembro – 20 de Janeiro.
Signos com boa afinidade: Touro e Virgem.
Signos com má afinidade: Áries, Câncer e Libra.
Planeta: Saturno.
Estrela Mor: Deneb Algedi.
Elemento: Terra.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Oriefiel, O Arcanjo Zelador.
Lucavi: Adramelk, O Espírito da Fúria.
Herói: Pã, O Fauno.
Características quanto ao signo:
Neurótico, Introspectivo, Inibido, Conservador, Fatalista, Metódico, Prático, Preocupado com detalhes, Planejador.
O Mito: Pã, O Deus Da Totalidade.
Pã, protetor dos rebanhos e pastores, é um deus venerado como força fecundante da natureza. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus alegre e amante da música.
Nascido na região da Arcádia, da união do deus Hermes com a ninfa Dríope, Pã foi abandonado ao nascer pela mãe, assustada com a aparência bestial da criança. Contudo, ele foi resgatado pelo seu pai e levado ao Olimpo, onde logo conquistou a simpatia dos deuses, que apreciavam suas alegres canções. Foi batizado de Pã, que significa "tudo", "totalidade", simbolizando a universalidade da natureza.
Extremamente querido pelo deus Dionísio, Pã parte do Olimpo e une-se à trupe do deus do vinho na terra. Passa então a viver com os sátiros e as ninfas nos bosques, contando histórias e tendo diversas aventuras amorosas, dentre elas, destaque-se uma das mais intensas vividas na companhia da ninfa Sirinx
Foi durante uma dessas aventuras que Pã criou a sua famosa flauta, com a qual encantava a todos. O episódio aconteceu quando o deus percorria o monte Liceu, onde vislumbrou uma belíssima ninfa: Sirinx, a caçadora casta, seguidora de Artêmis. A ninfa foge para escapar do assédio de Pã, em direção ao rio Ladão. Exausta, pede ao deus das águas do rio para ajudá-la, transformando-a em alguma coisa que impossibilite a violação. Pã, ao avistar a ninfa, tenta envolvê-la com os braços, mas só alcança um feixe de juncos. Entristecido pelo fracasso, o deus sátiro solta um suspiro e percebe que as hastes verdes emitiam um som doce e agradável. Juntou assim sete tubos de tamanho desigual, uniu-os com cera e fabricou um instrumento musical que, em homenagem à amada, deu o nome de Sirinx.
Os que cruzavam as florestas e campos, principalmente à noite, temiam encontrar-se com Pã em suas andanças, porque ele era conhecido por provocar medos sem motivo, ou pânico. Foi utilizando esta habilidade que o deus auxiliou Zeus na guerra de dez anos contra os gigantes e deixou o deus dos deuses eternamente grato.
Durante uma batalha corpo a corpo contra Tifão, cujos braços quando estendidos tocavam o Ocidente e o Oriente, Zeus teve os tendões dos braços e das pernas arrancados por um golpe de foice do gigante. Tifão, que por sua vez, aprisionou o senhor dos deuses e confiou seus tendões à guarda do dragão Delfine. Para restaurar a força do soberano Deus do Olimpo, Hermes e Pã partiram ao encalço do dragão e o afugentaram, com os gritos do deus dos pastores. Assim, Pai e Filho recuperaram os tendões de Zeus e o restituíram ao corpo da divindade. Feito isso, Tifão foi vencido na batalha seguinte.
Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era imortal. Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua bela música, Zeus caracterizou-o na constelação de Capricórnio.
Mito: Amaltéia, a generosa cabra ama de leite.
Zeus foi amamentado por uma cabra, e não por sua mãe Réia. Amaltéia, a cabra, descendia de Hélio, o Sol. E era tão horrenda que até os titãs a temiam, e, por tal motivo, pediram à Terra que a escondesse numa caverna remota em Creta. No entanto, a criatura era de uma generosidade ímpar e infinita.
O pai de Zeus, o poderoso Cronos, engolia os filhos logo que nasciam. Pois, ele sabia, por meio de um oráculo, que seria destronado por um de seus filhos, tal qual ele próprio fizera, castrando e tirando seu pai do trono.
Quando se aproximou o dia do nascimento de Zeus, Réia refugiou-se na ilha de Creta, e lá, secretamente, deu à luz ao pai dos deuses e dos homens. Temendo que Cronos descobrisse o paradeiro do filho caçula, Réia (a Terra) escondeu o menino numa caverna, entregando-o aos cuidados dos Curetes e das Ninfas. Enquanto isso, Réia enrolou uma pedra em finos lençóis de linho e levou para a sua morada, que, de imediato, foi tomada de seus braços e engolido pelo titã pensando ser o filho recém-nascido.
Assim, Zeus cresceu tendo como ama de leite a miraculosa cabra Amaltéia, que significa a terna, a generosa. Para esconder e proteger o Senhor dos Deuses do Olimpo de seu pai, ela o suspendeu sobre a copa de uma árvore, para que a pequena criança não fosse encontrada nem no céu, nem na terra, e nem no mar. Chamou ainda os Curetes para executarem danças e músicas em torno do menino, evitando dessa maneira, que seu choro e seus gritos fossem ouvidos pelo tirano pai.
Um dia o deus infante brincava com a ama e quebrou um de seus chifres. Para compensá-la, prometeu-lhe que este corno despejaria, sempre em abundância, flores e frutos. A Cornucópia (corno da abundância) simboliza a profusão gratuita dos dons divinos. Quando a cabra Amaltéia morreu, Zeus mandou fazer da sua pele, que era invulnerável, a Égide, escudo que muito o ajudou na luta contra os Titãs, pois servia como uma arma ofensiva e defensiva.
Para agradecer à cabra Amaltéia os cuidados recebidos quando criança, o jovem deus Zeus a colocou no céu, brilhando na constelação de Capricórnio.
O 11.º Signo do Zodíaco - Aquarius, Aquário ou Aguadeiro, O Carregador de Águas.
Período regente: 21 de Janeiro – 20 de Fevereiro.
Signos com boa afinidade: Gêmeos e Libra.
Signos com má afinidade: Touro, Leão e Escorpião.
Planeta: Urano
Estrela Mor: Sadalsuud.
Elemento: Ar.
Qualidade: Fixo
Anjo: Iah-Hel, Aquele que se ilumina e semeia o saber divino.
Lucavi: Astaroth, O Corruptor.
Herói: Ganimedes, O Solicito.
Características quanto ao signo:
Intelectual, Ligado à civilização, Racional, Individualista, Iconoclasta, Preocupado com o conhecimento e Tolerante;
O Mito: O Rapto de Ganimedes.
Hebe era filha de Hera e de Zeus. Seu pai achou-a tão maravilhosa ao nascer, que a nomeou deusa da juventude, e encarregou-a de servir o néctar aos imortais nos banquetes do Olimpo.
Certo dia, ao desempenhar suas funções, Hebe deixou-se cair na presença de todos. Estes, ao verem a cena pouco honrosa, gargalharam, expondo-a ao ridículo. Com isto, tímida e envergonhada, Hebe jamais quis voltar exercer tal função, limitando-se a atrelar e desatrelar o carro de sua mãe.
No monte Ida, nas imediações da cidade de Tróia, o jovem Ganimedes cuidava dos rebanhos do pai, quando foi avistado por Zeus, o Deus dos Deuses. Atordoado com a incrível beleza do mortal, o Todo-Poderoso se transformou em uma águia e raptou o rapaz, com o pretexto de vivenciar fazer com que ele vivencia a mais incrível experiência, possuindo-o em pleno voo.
Ganimedes é então levado ao Olimpo e, apesar do ódio de Hera - a possessiva esposa de Zeus -, o Grande Deus atribui ao jovem a tarefa que antes competia a sua filha amada a deusa Hebe de servir o néctar aos deuses no Olimpo, uma bebida de sabor sem igual que oferecia a imortalidade. Contudo, o jovem que também provou do liquido, e, dotado de um senso solicito para com a humanidade, não tardou em derramar os restos sobre a terra, servindo aos homens.
Em homenagem ao belíssimo jovem Ganimedes, Zeus colocou-o no céu, na constelação de Aquário.
O 12.º Signo do Zodíaco - Pisces, Os Peixes.
Período regente: 21 de Fevereiro – 20 de Março.
Signos com boa afinidade: Câncer e Escorpião.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Virgem e Sagitário.
Planeta: Netuno.
Estrela Mor: Alrisha.
Elemento: Água.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Uriel, O Dominante da perseverança sob as adversidades.
Lucavi: Leviatã, A Grande Serpente.
Herói: Aquiles, A Glória dos Soldados.
Características quanto ao signo:
Emotivo, Abnegado, Adaptável, Empático, Religioso, Versátil, Comunicativo, Criativo, e Sem espírito prático.
O Mito: O Casamento de Anfitrite.
Poseidon, o rei dos mares, há muito tempo amava Anfitrite, filha de Dóris e de Nereu.
A ninfa, por um excesso de pudor, recusou-se a casar com Poseidon e, para escapar de suas perseguições, escondeu-se nas profundezas do Oceano.
Um delfim, encarregado dos interesses de Poseidon, encontra-a na ilha de Naxus conduzindo o coro das Nereidas, suas irmãs.
Persuadida, acaba por convencer-se em acompanhar o animal. Conduzida a Poseidon, este a desposou e, como recompensa, o delfim foi posto entre os astros na forma da constelação de Peixes.
Período regente: 21 de Março – 20 de Abril.
Signos com boa afinidade: Leão e Sagitário.
Signos com má afinidade: Câncer, Libra e Capricórnio.
Planeta: Marte.
Estrela Mor: Hamal.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Samael, O Arcanjo que conduz a justiça e rege as potestades.
Lucavi: Velius, O Bruxo Negro (Warlock)
Herói: Jasão, O Argonauta.
Características quanto ao signo:
Orgulhoso, Jovial, Impulsivo, Corajoso, Competitivo, Arrogante, e Violento.
O Mito: O Carneiro do Tosão de Ouro.
Átamas, rei de Tebas, casou-se com Néfele que lhe deu dois filhos: Frixo e Hele. Repudiando a primeira esposa, Átamas casou-se novamente com Ino, a qual foi mãe de Learco e Melicertes.
A segunda esposa, enciumada e temerosa que seus filhos não herdassem o reino, concebeu um plano para liquidar os enteados.
Convenceu as mulheres beócias que grelhassem todos os grãos de trigo existentes que, ao serem semeados, logo, não brotaram. Uma fome terrível assolou, assim, aquela região. Átamas mandou consultar o Oráculo de Delfos sobre os meios de fazê-la cessar.
Ino subornou os mensageiros, que disseram que os deuses exigiam o sacrifício dos dois príncipes: Frixo e Hele. Já estavam para ser sacrificados quando Néfele, sua mãe, lhes enviou um carneiro voador de lã de ouro no qual montaram e que devia transportá-los da Europa à Ásia.
O maravilhoso animal, dotado da razão e da faculdade de falar, partiu para longe da ira funesta de Ino. Por desgraça, Hele, assustada com o barulho das ondas, não se segurou fortemente ao animal e, preocupada em olhar para baixo, escorregou do seu dorso e caiu no estreito que, deste então, passou a se chamar Helesponto, isto é, mar de Hele. Frixo tentou, em vão, salvar a irmã.
Continuou sua viagem e, ao chegar à Cólquida, foi bem recebido pelo rei Eetes que lhe deu a filha Calcíope em casamento; sacrificou o carneiro à Zeus e ofereceu a lã de ouro ao sogro, e a cravou num carvalho, no campo consagrado a Ares, o deus da guerra. Um feroz dragão foi incumbido de proteger e vigiar o Velocino de Ouro dia e noite e, para maior segurança, o campo foi cercado de touros furiosos que lançavam chamas pelas ventas.
Éson, rei de Iolco, foi destronado por Pélias, seu próprio irmão.
O oráculo predisse que o novo rei seria destronado por um filho de Éson. Temendo que seu filho fosse perseguido pelo usurpador, assim que Jasão nasceu Éson fez correr o boato de que a criança era doente. Poucos dias depois, anunciou sua morte, enquanto o filho foi levado, às escondidas, por sua mãe ao monte Pélion, onde foi instruído pelo centauro Quíron.
Aos vinte anos, tendo completado seus estudos, Jasão deixou o mestre e aconselhou-se com o oráculo. Este lhe ordenou que vestisse com uma pele de leopardo, levasse uma lança em cada uma das mãos, que calçasse apenas uma sandália, e partisse para Iolco. Ao chegar lá, Jasão permaneceu cinco dias com o pai e no sexto apresentou-se ao tio como filho de Éson.
Atrevidamente, Jasão exigiu o trono que lhe pertencia. Pélias, ao perceber que o sobrinho impressionara o povo por seu bom aspecto e pela singularidade de sua indumentária, fingiu estar disposto a entregar-lhe o trono; na verdade, queria ver-se livre da ameaça de seu rival. Propôs-lhe, então, uma expedição gloriosa, mas cheia de perigos, na qual ele deveria trazer da Cólquida o Velocino de Ouro, arrancado do carneiro que transportara Frixo, e que se encontrava no campo de Marte. Ao voltar, o trono lhe seria concedido. Jasão aproveitou a oportunidade para se cobrir de glórias.
Anunciou sua expedição em toda a Grécia, e a elite dos heróis apresentou-se para dela participar. Escolheu aproximadamente 50 dos mais famosos - o próprio Hércules se uniu a eles. Pediu a Argos, filho de Frixo e Hele, que construísse uma embarcação para transportar o grupo. Em sua homenagem a nau é chamada de Argos.
Depois de uma navegação demorada e perigosa, finalmente eles chegam à Cólquida. Jasão reclama a posse do Velocino de Ouro, e o rei Eetes concorda, desde que ele cumprisse duas grandes provas: primeiro, subjugar dois touros que tinham pés e chifres de bronze e que cuspiam fogo, prendê-los a um arado de diamante fazendo-os arar o campo consagrado a Ares, para nele semear os dentes de um dragão, dos quais deviam nascer homens armados, exterminando-os até o último; depois, deveria matar o monstro que guardava o precioso Tosão de Ouro. Todas estas tarefas deveriam ser executadas num só dia.
Hera e Atena, que amavam o herói, fizeram com que Medéia, filha de Eetes, se apaixonasse pelo jovem. Medéia, que era hábil na arte do encantamento e da magia, promete ajudar Jasão se ele aceitar amá-la eternamente. Feitas as promessas, Jasão se apresenta para cumprir as provas. Amansa os touros, lavra o campo, semeia os dentes do dragão e, ao surgir os homens armados, lançou uma pedra no meio dos combatentes que, furiosos, voltaram-se uns contra os outros, matando-se mutuamente.
Em seguida, Jasão aproxima-se do monstro que havia sido entorpecido com as ervas encantadas de Medéia, tira-lhe a vida e apanha o Velo de Ouro, para a surpresa de todos, e principalmente do rei. De posse do seu tesouro, Jasão e os Argonautas fogem, levando consigo Medéia.
O Velo de Ouro foi entregue a Pélias e, o príncipe assume o poder no lugar do tio. Por tal feito, o Carneiro do Tosão de Ouro é levado ao céu e colocado entre as constelações do zodíaco.
O 2.º Signo do Zodíaco - Taurus, O Touro.
Período regente: 21 de Abril – 20 de Maio.
Signos com boa afinidade: Capricórnio e Virgem.
Signos com má afinidade: Leão, Escorpião e Aquário.
Planeta: Terra.
Estrela Mor: Aldebarã.
Elemento: Terra.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Auriel, O Príncipe que premedita e cria a luz da sabedoria divina.
Lucavi: Mammon, Aquele quem tudo quer (Greed).
Herói: Talos, O Gigante de Bronze.
Características quanto ao signo:
Conservador, Leal, Teimoso, Materialista, Avesso a mudanças, Possessivo e Sensual.
O Mito: O Rapto de Europa.
Europa é filha de Agenor, rei da Fenícia, e Teléfassa. Era tão bela e de uma alvura tão fascinante, que suspeitavam que uma das aias de Hera houvesse roubado a maquiagem da deusa para dá-las a Europa.
Um dia, Zeus viu a princesa quando brincava à beira-mar com suas companheiras. Encantado com a beleza da jovem, o senhor de todos os deuses transformou-se num touro branco de cornos semelhantes à Lua Crescente. Determinado a conquistá-la, o ele deitou-se aos pés de Europa com um ar doce e carinhoso.
Ainda que assustada, a princesa acariciou o animal, ornou-o de guirlandas e sentou-se sobre o seu dorso. Num piscar de olhos, o touro se levantou e se lançou em direção ao mar, ignorando os gritos desesperados da princesa fenícia.
Chegando à ilha de Creta, já retornado à sua forma original, o deus desposou Europa, com quem teve três filhos.
Europa foi presenteada pelo deus com um cão inclemente, um dardo certeiro e Talos, um homem de bronze que passou a ser o seu guardião.
Depois da sua morte, Europa foi considerada uma divindade pelos cretenses e o Touro que a seduziu, tornou-se uma constelação colocada entre os signos do Zodíaco.
O 3.º Signo do Zodíaco - Gemini, Os Gêmeos.
Período regente: 21 de Maio – 20 de Junho.
Signos com boa afinidade: Libra e Aquário.
Signos com má afinidade: Virgem, Sagitário e Peixes.
Planeta: Mercúrio.
Estrela Mor: Pollux.
Elemento: Ar.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Raphael, O Virtuoso Curador e Conhecedor.
Lucavi: Zalera, O Anjo da Morte (Fallen Angel Dire)
Heróis: Castor e Pólux, Os Dióscuros.
Características quanto ao signo:
Persuasivo, Preocupado com a informação, Altamente instruído, Curioso, Adaptável, Desatento, e Adora viajar
O Mito: Castor e Pólux.
Leda, esposa de Tíndaro, rei da Lacedemônia, tentando fugir do cortejo de Zeus, metamorfoseou-se em gansa, mas o pai dos deuses se transformou num cisne, e inevitavelmente a tornou mãe de Pólux e Helena, seus filhos imortais.
Na mesma noite em que foi possuída por Zeus, Leda se uniu ao marido, dando à luz a Castor e a Clitemnestra, ambos mortais.
A jovem, acariciando a ave que se aninhara em seus braços, não percebeu que tinha sido possuída. Ao final de nove meses Leda põe dois ovos: um continha Pólux e Helena, oriundos de Zeus e, por conseguinte, imortais: no outro, Castor e Clitemnestra, ambos mortais, por serem filhos de Tíndaro.
Castor e Pólux costumam ser chamados de Dióscuros, isto é, filhos do rei dos Deuses. Tornaram-se célebres pela amizade fraterna que os unia. Quando cresceram, limparam o mar Egeu dos piratas que o infestavam; acompanharam Jasão e os Argonautas à Cólquida na conquista do Velo de Ouro; de volta à pátria, libertaram sua irmã Helena, raptada por Teseu.
Certa vez, convidados para o casamento de Idas e Linceu com Febe e Hilera, os dióscuros raptaram as noivas iniciando uma batalha fatal: Castor e Linceu morreram. Desesperado com a morte do irmão, Pólux pediu ao pai para torná-lo imortal. Zeus, não podendo atendê-lo integralmente, partilhou a imortalidade entre eles, de modo que viviam e morriam alternadamente.
Assim, cada um deles passava um dia em companhia dos deuses. A seguir, transportou-os para o céu, onde formaram a constelação de Gêmeos.
O 4.º Signo do Zodíaco - Câncer, O Caranguejo.
Período regente: 21 de Junho – 20 de Julho.
Signos com boa afinidade: Escorpião e Peixes.
Signos com má afinidade: Áries, Libra, e Capricórnio.
Planeta: Lua.
Estrela Mor: Al Tarf.
Elemento: Água.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Gabriel, O Anunciador das bem-aventuranças.
Lucavi: Baal Zebub, O Senhor das Moscas.
Herói: Iolal, O Prodigioso.
Características quanto ao signo:
Cauteloso, Voltado à família, Romântico, Caseiro, Imaginativo, Tímido, Minucioso, Interessado no passado e na tradição.
O Mito: A Hidra de Lerna.
A Hidra de Lerna era uma serpente descomunal, com inúmeras cabeças, que matava tudo com seu hálito tenebroso.
O monstro foi criado pela deusa Hera, na tentativa de destruir Hércules. Num de seus doze trabalhos, o herói conseguiu exterminar a serpente com a ajuda de seu sobrinho Iolau.
A cada cabeça que Hércules cortava da Hidra nasciam outras duas, mas Iolau ia cauterizando as feridas com uma grande tocha, impedindo o renascimento dos membros extirpados.
Durante a realização desta prova, ao perceber que o herói triunfava, Hera enviou um caranguejo gigante para distraí-lo que o mordeu no pé. Mas este foi repelido com um pontapé e Hércules o esmagou imediatamente. A esposa do Senhor dos Deuses do Olimpo, pelo feito de tal criatura, colocou-o, então, entre os astros onde forma a constelação de Câncer.
O 5.º Signo do Zodíaco - Leo, O Leão.
Período regente: 21 de Julho – 20 de Agosto.
Signos com boa afinidade: Áries e Sagitário.
Signos com má afinidade: Touro, Escorpião e Aquário.
Planeta: Sol.
Estrela Mor: Regulus.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Miguel, O Arquiduque da Autoridade Divina.
Lucavi: Hashmalum, O Possuidor (Possessor).
Herói: Hercules, O Poderoso.
Características quanto ao signo:
Orgulhoso, Corajoso, Teimoso, Extrovertido, Vaidoso, Ambicioso, Otimista, Aberto, e Pomposo
O Mito: O Leão de Neméia.
Em Neméia, cidade da Argólida, deu-se o primeiro trabalho de Hércules.
Lá vivia um temido leão feroz e devastador, irmão de outros monstros igualmente terríveis: a Hidra de Lerna, o Cérbero, a Esfinge e a Quimera.
A fera foi gerada pela deusa Hera para provar o herói. Passava parte do dia escondido num bosque e, quando saía de lá, aterrorizava toda a região, devorando os habitantes e os rebanhos.
Caçadores e guerreiros inutilmente a tentavam atacar a fera. Contudo, suas lanças partiam-se e suas flechas caíam no chão sem ferir o animal.
Eristeu mandou que Hércules fosse matar a temível criatura, para pôr um fim às devastações que fazia. Primeiramente, tentou vencer o monstro a flechadas, mas, por ter a pele invulnerável, o leão não se abatia.
Hércules fechou, então, uma das duas saídas da caverna do animal e, brandindo a sua temível clave, aplicou-lhe uma pancada tão forte na cabeça, que o feroz animal caiu no chão, desacordado.
Agarrando-lhe com sua força extraordinária, o sufocou. Com a pele do leão Hércules cobriu o seu corpo e da sua cabeça fez um capacete. Em comemoração, Zeus transforma o animal na constelação de Leão.
O 6.º Signo do Zodíaco - Virgo, A Virgem.
Período regente: 21 de Agosto – 20 de Setembro.
Signos com boa afinidade: Touro e Capricórnio.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Sagitário e Peixes.
Planeta: Mercúrio.
Estrela Mor: Spica.
Elemento: Terra.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Metatron, O Maior dos Serafins.
Lucavi: Altima, O Anjo Sangrento (Bloodthirsty Soul).
Herói: Astréia, A Guardiã.
Características quanto ao signo:
Conservador, Tímido, Pudico (Virtuoso, Puro), Gentil, Tenso, Céptico (Descrente), Preocupado com a saúde, Introvertido e Melancólico.
O Mito: A decepção de Astréia para com a humanidade.
Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha de Zeus e Têmis, vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e justiça. Nesta época, no mundo não havia guerras, catástrofes ou crimes. A natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em paz com os deuses.
Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a negligenciar suas obrigações com os deuses, acreditando-se donos do próprio destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determinou um castigo: a Idade de Ouro estava abolida. A primavera seria limitada, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais a partir de então.
Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o deus dos deuses os empunhou, Astréia se refugia nas montanhas, entretanto continuou a disposição daqueles que quisessem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.
Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da humanidade não se findou, os homens descobriram a guerra. Este período belicoso caminhou para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não tinham mais respeito pela honra, franqueza e lealdade, tendo as ações determinadas pela ambição e violência.
Ao ver em qual ponto as coisas havia chegado, Astréia, entristecida, resolveu abandonar a Terra e deixar de conviver entre os mortais. A deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem.
Sua balança também é caracterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é regido por leis e que tudo deve ser ponderado - as ações devem ser pesadas em contraponto.
O 7.º Signo do Zodíaco - Libra, A Balança.
Período regente: 21 de Setembro – 20 de Outubro.
Signos com boa afinidade: Gêmeos e Aquário.
Signos com má afinidade: Áries, Câncer e Capricórnio.
Planeta: Vênus.
Estrela Mor: Zubeneschamali.
Elemento: Ar.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Anael, O Arcanjo do amor e da solicitude.
Lucavi: Luzferinno, O Devasso.
Herói: Heitor, O Domador de Cavalos.
Características quanto ao signo:
Extrovertido, Analítico, Imparcial, Discreto, Diplomático e Preocupado com a harmonia, mas inclinado ao colapso frente a um conflito.
O Mito: A Balança de Astréia.
Zeus e Têmis - a justiça divina - tiveram uma filha, a virgem Astréia, que viveu entre os homens na época da Idade de Ouro, semeando paz, bondade e justiça.
Numa mão trazia a balança, noutra a espada. Quando os homens passaram a viver em dissonância com as leis, os crimes que cometiam a obrigaram a abandonar sucessivamente as cidades, as vilas e os campos.
Exilou-se, então, no céu, onde foi transformada na constelação de Virgem. Carregou consigo a balança que, junto à ela, foi colocada entre os astros na forma da constelação de Libra.
O 8.º Signo do Zodíaco - Scorpius, O Escorpião.
Período regente: 21 de Outubro – 20 de Novembro.
Signos com boa afinidade: Câncer e Peixes.
Signos com má afinidade: Touro, Leão e Aquário.
Planeta: Plutão.
Estrela Mor: Antares.
Elemento: Água.
Qualidade: Fixo.
Anjo: Mehiel, O Vivificador.
Lucavi: Queklain, O Rei Impuro.
Herói: Órion, O Caçador.
Características quanto ao signo:
Vingativo, Sarcástico, Corajoso, Tenaz (Perseverante), Auto protetor, e Sobrevivente, sobretudo, ante grandes catástrofes.
O Mito: A Morte de Órion.
Órion era filho de Euríale de Posseidon, que lhe concedeu a faculdade de caminhar sobre as águas. Tornou-se célebre por sua paixão pela caça e por seu amor pela astronomia.
Era um caçador gigante, extraordinário em sua força e vigor.
A deusa Aurora, embriagada com sua beleza, apaixonou-se por ele, o raptou e o levou para a ilha de Delos.
Entretanto, Órion perdeu a vida por ciúme, ou por vingança de Diana, segundo outros. Ele teria forçado a deusa a competir no disco com ele e, derrotado, foi assassinado.
Conta-se também que Órion tentara violentar a deusa que fez sair da terra um escorpião que lhe picou mortalmente o calcanhar.
Diana conseguiu que, tanto Órion quanto o escorpião fossem levados ao céu. As estrelas da constelação Órion desaparecem no Ocidente quando as de Escorpião nascem no Oriente.
O 9.º Signo do Zodíaco - Sagitarius, O Centauro Arqueiro.
Período regente: 21 de Novembro – 20 de Dezembro.
Signos com boa afinidade: Áries e Leão.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Virgem e Peixes.
Planeta: Júpiter.
Estrela Mor: Kaus Australis.
Elemento: Fogo.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Sarachiel, O Próspero.
Lucavi: Azazel, O Carregador dos Males.
Herói: Quiron, O Centauro.
Características quanto ao signo:
Arrojado, Orgulhoso, Impaciente, De dupla natureza (refinado e intelectual assim como bestial e passional), Extrovertido, De perspectivas amplas, Progressista e Eclético.
O Mito: Quirão - O Centauro.
Conhecido como o mais justo dos centauros, como o educador modelo ou ainda como o médico ferido, Quirão nasceu da união de Crono com a oceânica Fílira.
Crono, temendo represálias da esposa Réia, uniu-se a Fílira sob a forma de cavalo, o que levou Quiron a nascer com o corpo de um equino e com cabeça de homem. Por ser filho de Crono, o centauro pertencia a família divina de Zeus e era imortal, ao contrário dos outros centauros, que eram mortais, selvagens e violentos.
Quiron vivia numa gruta, em companhia da mãe, e tinha saber enciclopédico, o que fazia dele um mestre das artes, da guerra e da caça, da mântica (arte divinatória), da equitação, da música e da ética. Foi o educador de muitos dos grandes homens e heróis míticos da história mundial. Os melhores tinham o direito de participarem na vida política, social e religiosa da polis. Aos heróis, os ritos iniciáticos incorporavam a indispensável força espiritual para enfrentar quaisquer tipos de monstros e adversidades. Foram seus discípulos Jasão, Asclépio, Peleu, Aquiles, os Dióscuros Castor e Pólux, entre outros.
É, sobretudo, na medicina que o benfazejo centauro se destaca, pois, Quiron cuidava dos pacientes com zelo e compaixão, curando seus males e feridas dos mais diversos tipos.
Em um momento calamitoso, Quiron foi ferido acidentalmente por uma flecha envenenada, disparada por Hércules e dirigida ao centauro Élato. O projétil foi lançado com tamanha força, que varou o coração do último e depois atingiu ao lendário mestre.
Recolhido à sua gruta, Quiron tentou, com todos os unguentos possíveis, tratar a ferida, contudo foi em vão tal esforço. O ferimento era realmente incurável, a dor insuportável ao ponto do centauro desejar a própria morte, mas não conseguia, porque era imortal. O seu conhecimento no campo da medicina e a sua empatia para com os pacientes tratados por ele, permitiam a Quiron compreender a dor de um ponto de vista muito profundo.
Para livrar-se da dor permanente e da ferida incurável, Quiron aceitou trocar sua imortalidade com o mortal Prometeu, e, assim, pôde finalmente descansar. Então, foi eternizado na constelação de Sagitário, simbolizando o vôo da flecha, que através do conhecimento se ultrapassa e se transforma de um ser bestial em espiritual.
O 10.º Signo do Zodíaco - Capricornus, Capricórnio A Cabra do Mar.
Período regente: 21 de Dezembro – 20 de Janeiro.
Signos com boa afinidade: Touro e Virgem.
Signos com má afinidade: Áries, Câncer e Libra.
Planeta: Saturno.
Estrela Mor: Deneb Algedi.
Elemento: Terra.
Qualidade: Cardinal.
Anjo: Oriefiel, O Arcanjo Zelador.
Lucavi: Adramelk, O Espírito da Fúria.
Herói: Pã, O Fauno.
Características quanto ao signo:
Neurótico, Introspectivo, Inibido, Conservador, Fatalista, Metódico, Prático, Preocupado com detalhes, Planejador.
O Mito: Pã, O Deus Da Totalidade.
Pã, protetor dos rebanhos e pastores, é um deus venerado como força fecundante da natureza. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus alegre e amante da música.
Nascido na região da Arcádia, da união do deus Hermes com a ninfa Dríope, Pã foi abandonado ao nascer pela mãe, assustada com a aparência bestial da criança. Contudo, ele foi resgatado pelo seu pai e levado ao Olimpo, onde logo conquistou a simpatia dos deuses, que apreciavam suas alegres canções. Foi batizado de Pã, que significa "tudo", "totalidade", simbolizando a universalidade da natureza.
Extremamente querido pelo deus Dionísio, Pã parte do Olimpo e une-se à trupe do deus do vinho na terra. Passa então a viver com os sátiros e as ninfas nos bosques, contando histórias e tendo diversas aventuras amorosas, dentre elas, destaque-se uma das mais intensas vividas na companhia da ninfa Sirinx
Foi durante uma dessas aventuras que Pã criou a sua famosa flauta, com a qual encantava a todos. O episódio aconteceu quando o deus percorria o monte Liceu, onde vislumbrou uma belíssima ninfa: Sirinx, a caçadora casta, seguidora de Artêmis. A ninfa foge para escapar do assédio de Pã, em direção ao rio Ladão. Exausta, pede ao deus das águas do rio para ajudá-la, transformando-a em alguma coisa que impossibilite a violação. Pã, ao avistar a ninfa, tenta envolvê-la com os braços, mas só alcança um feixe de juncos. Entristecido pelo fracasso, o deus sátiro solta um suspiro e percebe que as hastes verdes emitiam um som doce e agradável. Juntou assim sete tubos de tamanho desigual, uniu-os com cera e fabricou um instrumento musical que, em homenagem à amada, deu o nome de Sirinx.
Os que cruzavam as florestas e campos, principalmente à noite, temiam encontrar-se com Pã em suas andanças, porque ele era conhecido por provocar medos sem motivo, ou pânico. Foi utilizando esta habilidade que o deus auxiliou Zeus na guerra de dez anos contra os gigantes e deixou o deus dos deuses eternamente grato.
Durante uma batalha corpo a corpo contra Tifão, cujos braços quando estendidos tocavam o Ocidente e o Oriente, Zeus teve os tendões dos braços e das pernas arrancados por um golpe de foice do gigante. Tifão, que por sua vez, aprisionou o senhor dos deuses e confiou seus tendões à guarda do dragão Delfine. Para restaurar a força do soberano Deus do Olimpo, Hermes e Pã partiram ao encalço do dragão e o afugentaram, com os gritos do deus dos pastores. Assim, Pai e Filho recuperaram os tendões de Zeus e o restituíram ao corpo da divindade. Feito isso, Tifão foi vencido na batalha seguinte.
Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era imortal. Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua bela música, Zeus caracterizou-o na constelação de Capricórnio.
Mito: Amaltéia, a generosa cabra ama de leite.
Zeus foi amamentado por uma cabra, e não por sua mãe Réia. Amaltéia, a cabra, descendia de Hélio, o Sol. E era tão horrenda que até os titãs a temiam, e, por tal motivo, pediram à Terra que a escondesse numa caverna remota em Creta. No entanto, a criatura era de uma generosidade ímpar e infinita.
O pai de Zeus, o poderoso Cronos, engolia os filhos logo que nasciam. Pois, ele sabia, por meio de um oráculo, que seria destronado por um de seus filhos, tal qual ele próprio fizera, castrando e tirando seu pai do trono.
Quando se aproximou o dia do nascimento de Zeus, Réia refugiou-se na ilha de Creta, e lá, secretamente, deu à luz ao pai dos deuses e dos homens. Temendo que Cronos descobrisse o paradeiro do filho caçula, Réia (a Terra) escondeu o menino numa caverna, entregando-o aos cuidados dos Curetes e das Ninfas. Enquanto isso, Réia enrolou uma pedra em finos lençóis de linho e levou para a sua morada, que, de imediato, foi tomada de seus braços e engolido pelo titã pensando ser o filho recém-nascido.
Assim, Zeus cresceu tendo como ama de leite a miraculosa cabra Amaltéia, que significa a terna, a generosa. Para esconder e proteger o Senhor dos Deuses do Olimpo de seu pai, ela o suspendeu sobre a copa de uma árvore, para que a pequena criança não fosse encontrada nem no céu, nem na terra, e nem no mar. Chamou ainda os Curetes para executarem danças e músicas em torno do menino, evitando dessa maneira, que seu choro e seus gritos fossem ouvidos pelo tirano pai.
Um dia o deus infante brincava com a ama e quebrou um de seus chifres. Para compensá-la, prometeu-lhe que este corno despejaria, sempre em abundância, flores e frutos. A Cornucópia (corno da abundância) simboliza a profusão gratuita dos dons divinos. Quando a cabra Amaltéia morreu, Zeus mandou fazer da sua pele, que era invulnerável, a Égide, escudo que muito o ajudou na luta contra os Titãs, pois servia como uma arma ofensiva e defensiva.
Para agradecer à cabra Amaltéia os cuidados recebidos quando criança, o jovem deus Zeus a colocou no céu, brilhando na constelação de Capricórnio.
O 11.º Signo do Zodíaco - Aquarius, Aquário ou Aguadeiro, O Carregador de Águas.
Período regente: 21 de Janeiro – 20 de Fevereiro.
Signos com boa afinidade: Gêmeos e Libra.
Signos com má afinidade: Touro, Leão e Escorpião.
Planeta: Urano
Estrela Mor: Sadalsuud.
Elemento: Ar.
Qualidade: Fixo
Anjo: Iah-Hel, Aquele que se ilumina e semeia o saber divino.
Lucavi: Astaroth, O Corruptor.
Herói: Ganimedes, O Solicito.
Características quanto ao signo:
Intelectual, Ligado à civilização, Racional, Individualista, Iconoclasta, Preocupado com o conhecimento e Tolerante;
O Mito: O Rapto de Ganimedes.
Hebe era filha de Hera e de Zeus. Seu pai achou-a tão maravilhosa ao nascer, que a nomeou deusa da juventude, e encarregou-a de servir o néctar aos imortais nos banquetes do Olimpo.
Certo dia, ao desempenhar suas funções, Hebe deixou-se cair na presença de todos. Estes, ao verem a cena pouco honrosa, gargalharam, expondo-a ao ridículo. Com isto, tímida e envergonhada, Hebe jamais quis voltar exercer tal função, limitando-se a atrelar e desatrelar o carro de sua mãe.
No monte Ida, nas imediações da cidade de Tróia, o jovem Ganimedes cuidava dos rebanhos do pai, quando foi avistado por Zeus, o Deus dos Deuses. Atordoado com a incrível beleza do mortal, o Todo-Poderoso se transformou em uma águia e raptou o rapaz, com o pretexto de vivenciar fazer com que ele vivencia a mais incrível experiência, possuindo-o em pleno voo.
Ganimedes é então levado ao Olimpo e, apesar do ódio de Hera - a possessiva esposa de Zeus -, o Grande Deus atribui ao jovem a tarefa que antes competia a sua filha amada a deusa Hebe de servir o néctar aos deuses no Olimpo, uma bebida de sabor sem igual que oferecia a imortalidade. Contudo, o jovem que também provou do liquido, e, dotado de um senso solicito para com a humanidade, não tardou em derramar os restos sobre a terra, servindo aos homens.
Em homenagem ao belíssimo jovem Ganimedes, Zeus colocou-o no céu, na constelação de Aquário.
O 12.º Signo do Zodíaco - Pisces, Os Peixes.
Período regente: 21 de Fevereiro – 20 de Março.
Signos com boa afinidade: Câncer e Escorpião.
Signos com má afinidade: Gêmeos, Virgem e Sagitário.
Planeta: Netuno.
Estrela Mor: Alrisha.
Elemento: Água.
Qualidade: Mutável.
Anjo: Uriel, O Dominante da perseverança sob as adversidades.
Lucavi: Leviatã, A Grande Serpente.
Herói: Aquiles, A Glória dos Soldados.
Características quanto ao signo:
Emotivo, Abnegado, Adaptável, Empático, Religioso, Versátil, Comunicativo, Criativo, e Sem espírito prático.
O Mito: O Casamento de Anfitrite.
Poseidon, o rei dos mares, há muito tempo amava Anfitrite, filha de Dóris e de Nereu.
A ninfa, por um excesso de pudor, recusou-se a casar com Poseidon e, para escapar de suas perseguições, escondeu-se nas profundezas do Oceano.
Um delfim, encarregado dos interesses de Poseidon, encontra-a na ilha de Naxus conduzindo o coro das Nereidas, suas irmãs.
Persuadida, acaba por convencer-se em acompanhar o animal. Conduzida a Poseidon, este a desposou e, como recompensa, o delfim foi posto entre os astros na forma da constelação de Peixes.
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